António Assis Esperança
| António Assis Esperança | |
|---|---|
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| Nascimento | 17 de abril de 1892 |
| Morte | 3 de março de 1975 (82 anos) |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | Escritor e jornalista |
| Prémios | Prémio Ricardo Malheiros (1946) |
| Magnum opus | Servidão |
António Assis Esperança (São Pedro, Faro, 17 de abril de 1892 — São José, Lisboa, 3 de março de 1975) foi um escritor e jornalista português[1].
Percurso
Nasceu na freguesia de S. Pedro, em Faro. Era filho do comerciante Ventura da Cruz Esperança e de Gertrudes da Assunção Esperança, doméstica, ambos naturais de Faro (freguesia de S. Pedro).[2]
Trabalhou para as publicações Seara Nova, O Diabo e Vértice, Renovação (1925-1926) e dirigiu o jornal de crítica teatral A Crítica. [3][4]
Foi membro do Pen Club e um fundadores da Sociedade Contemporânea de Autores, pertencendo à primeira direcção da Sociedade Portuguesa de Escritores (ambas encerradas pelo Estado Novo). [4]
A 7 de agosto de 1943, casou civilmente em Lisboa com Leonor Lidon (São Vicente, Elvas, c. 1899), doméstica, já divorciada, desde 1929, de José da Conceição Ernesto Palmeira de Carvalho Rego, filha de Domingos António Lidon, também natural de Elvas (freguesia de S. Vicente), e de Margarida do Rosário, natural de Monforte (freguesia de Assumar).[5]
Em 1946, ganha o prémio Ricardo Malheiros, atribuído pela Academia de Ciências de Lisboa, pelo romance Servidão. [4][6][7]
Algumas obras suas estão traduzidas em romeno.
Morreu a 3 de março de 1975, aos 82 anos, na freguesia de S. José, em Lisboa, vítima de arteriosclerose generalizada. Foi sepultado no Cemitério da Ajuda, em Lisboa.[8]
Obras
Escreveu: [9]
- Vertigem (1919)
- Viver (1921)
- O Dilúvio (Prémio da Associação de Profissionais da Imprensa 1932)
- Gente de Bem
- Servidão
- Trinta Dinheiros
- Pão Incerto
- Fronteiras (1972)
- Náufragos (teatro)
- Noite de Natal (teatro)
Referências
- ↑ «António Assis Esperança». Algarve Primeiro / Figuras da nossa Terra. Consultado em 22 de dezembro de 2012
- ↑ «Livro de registo de batismos da Paróquia de São Pedro, Faro (1892)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Faro. p. fls. 24v e 25, assento 55
- ↑ Jorge Mangorrinha (1 de Março de 2016). «Ficha histórica:Renovação : revista quinzenal de artes, litertura e atualidades (1925-1926)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 18 de maio de 2018
- ↑ a b c Marreiros, Glória Maria (2000). Quem foi quem? 2000 Algarvios do século XX. Lisboa: Edições Colibri. pp. 185–186. ISBN 972-772-192-3
- ↑ «Livro de registo de casamentos da 7.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1943-05-28 a 1943-08-08)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 295 e 295v, assento 295
- ↑ «Premio Ricardo Malheiros by João Fernandes - Issuu». issuu.com (em inglês). Consultado em 14 de dezembro de 2021
- ↑ Domingo, Folha do (29 de junho de 2012). «O ALGARVE CULTURAL NO SÉCULO XX (3) – OS NEO-REALISTAS». Consultado em 14 de dezembro de 2021
- ↑ «Livro de registo de óbitos da 6.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1975-01-02 - 1975-04-16)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 97v, assento 192
- ↑ «Biblioteca Nacional de Portugal - Obras de Assis Esperança». catalogo.bnportugal.gov.pt. Consultado em 14 de dezembro de 2021
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