Asellota

Asellota
Ocorrência: 215–0 Ma

c. Noriano - Holoceno

Foto retirada de um Asellus aquaticus que pode atingir 10 mm à 20 mm de comprimento.
Foto retirada de um Asellus aquaticus que pode atingir 10 mm à 20 mm de comprimento.
Estado de conservação
Espécie deficiente de dados
Dados deficientes
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Crustacea
Superclasse: Multicrustacea
Classe: Malacostraca
Subclasse: Eumalacostraca
Superordem: Peracarida
Ordem: Isópodes
Subordem: Asellota
Nome binomial
Asellota
(Latreille, 1802)

Asellota é uma subordem de crustáceos isópodes bentônicos ou às vezes epibentônicos, que habitam comumente ambientes aquáticos de água doce e de água salgada rasa ou mais comumente profunda entre as camadas do oceano batial à hadal, que podem ser cosmopolitas e ter uma morfologia completamente distinta de espécies próximas. Elas habitam diversos oceanos na Terra, incluindo 100 espécies descobertas e descritas em 9 expedições no navio de pesquisa Vityaz ao Pacífico Noroeste, e além disso possuem poucas informações sobre elas devido seu tamanho variando de poucos milímetros e sua profundidade comum.[1][2]

A maioria de espécies de Asellota que habitam profundidades rasas à profundas, estão altamente distribuídas no Oceano austral e podem tender à diminuir em direção da zona abissal à zona hadal da Fossa Kurilas-Kamchatka ou Ilhas Kurilas, em direção à bacia abissal isolada das Kurilas, no Mar de Okhotsk e em direção do Fossa do Japão.[3][4]

Anatomia

Representação artística da anatomia de um espécime de uma espécie da subordem Asellus.

Em geral, a anatomia do Asellota é constituída em três regiões principais; o cefalão, o pereon e o pleon. A região cefálica é citada como cabeça, e é seguida de 7 segmentos divididos do pereon, que são chamados comumente de "pereonitos", e seus 7 apêndices são nomeados de "pereópodes". A cabeça também é seguida de 5 segmentos divididos do pleons, e são chamados de "pleonitos" e "pleotelson" (Fusão entre o segmento 6 ao o télson), quanto os 5 apêndices do pereon são chamados de "pleópodes". E suas 2 antenas são chamadas comumente de "antênulas".[5]

Pode se identificar se um espécime é um macho ou feminino, se os oostegitos estiverem presentes o espécime é feminino e se houver um pênis (possivelmente fundido) ao esterno do pereonito 7 ou pleonito 1. Mas uma possível falta desses órgãos reprodutivos, indicam que o individuo é juvenil ou imaturo.[6]

Evolução

Em geral, Asellota possuí uma complexa apomorfia morfológica baseada em uma monofilia filogenética, e isso se compreende pela divergência precoce das espécies dos 2 tipos de ambientes aquáticos, e também ocorre a divergência das linhagens dependendo da profundidade, onde ocorreu a divergência da linhagem das profundidas rasas para a família Munnopsidae baseada em uma monofilia, de altas profundidades. E a monofilia atribuída à subordem Asellota é sustentada linhagem-tronco curta deste grupo.[7]

Descoberta dos fósseis

Os primeiros fóssil de Asellota descritos datam do ano de 2016, onde os dois espécimes de provável gênero masculino do fóssil denominado Fornicaris calligarisi foi descoberto em material solto da formação geológica Dolomia di Forni, na margem do rio Tagliamento, abaixo da cidade de Forni di Sotto, província de Udine na região autônoma de Friuli Venezia Giulia da Itália, por. A formação geológica Dolomia di Forni datada do Noriano, no Triássico, e os espécimes do fóssil datada entre aproximadamente 210-215 milhões de anos atrás.

Existem características na morfologia dos espécimes do fóssil; como pedúnculos oculares estreitos e alongados, urópodes diminutos e pereionito primário alargado.[8]

Referências

  1. Raupach, Michael J.; Mayer, Christoph; Malyutina, Marina; Wägele, Johann-Wolfgang (7 de março de 2009). «Multiple origins of deep-sea Asellota (Crustacea: Isopoda) from shallow waters revealed by molecular data». Proceedings. Biological Sciences (1658): 799–808. ISSN 0962-8452. PMC 2664356Acessível livremente. PMID 19033145. doi:10.1098/rspb.2008.1063. Consultado em 9 de novembro de 2025 
  2. Malyutina, Marina V.; Brandt, Angelika (1 de abril de 2020). «Munnopsidae (Crustacea, Isopoda, Asellota) from the Kuril–Kamchatka Trench with a regional and inter-ocean comparison of their biogeographic and richness patterns». Progress in Oceanography. 102289 páginas. ISSN 0079-6611. doi:10.1016/j.pocean.2020.102289. Consultado em 9 de novembro de 2025 
  3. Raupach, Michael J.; Mayer, Christoph; Malyutina, Marina; Wägele, Johann-Wolfgang (7 de março de 2009). «Multiple origins of deep-sea Asellota (Crustacea: Isopoda) from shallow waters revealed by molecular data». Proceedings. Biological Sciences (1658): 799–808. ISSN 0962-8452. PMC 2664356Acessível livremente. PMID 19033145. doi:10.1098/rspb.2008.1063. Consultado em 9 de novembro de 2025 
  4. Malyutina, Marina V.; Brandt, Angelika (1 de abril de 2020). «Munnopsidae (Crustacea, Isopoda, Asellota) from the Kuril–Kamchatka Trench with a regional and inter-ocean comparison of their biogeographic and richness patterns». Progress in Oceanography. 102289 páginas. ISSN 0079-6611. doi:10.1016/j.pocean.2020.102289. Consultado em 9 de novembro de 2025 
  5. Timothy D. Stebbins; Regina Wetzer (16 de maio de 2023). «Review and guide to the isopods (Crustacea, Isopoda) of littoral and sublittoral marine habitats in the Southern California Bigh». ZooBank. ZooBank. 1162: p. 9. Consultado em 9 de novembro de 2025 
  6. Timothy D. Stebbins; Regina Wetzer (16 de maio de 2023). «Review and guide to the isopods (Crustacea, Isopoda) of littoral and sublittoral marine habitats in the Southern California Bight». ZooBank. ZooBank. 1162: p. 7. Consultado em 9 de novembro de 2025 
  7. Wägele, Johann-Wolfgang; Holland, Barbara; Dreyer, Hermann; Hackethal, Beate (setembro de 2003). «Searching factors causing implausible non-monophyly: ssu rDNA phylogeny of Isopoda Asellota (Crustacea: Peracarida) and faster evolution in marine than in freshwater habitats». Molecular Phylogenetics and Evolution (3): 536–551. ISSN 1055-7903. PMID 12927137. doi:10.1016/s1055-7903(03)00053-8. Consultado em 9 de novembro de 2025 
  8. Paul A. Selden; George D. F. Wilson; Luca Simonetto; Fabio M. Dalla Vecchia (1 de janeiro de 2016). «First Fossil Asellote (Isopoda: Asellota), From the Upper Triassic (Norian) of the Carnic Prealps (Friuli, Northeastern Italy)». Oxford Academic. Consultado em 9 de novembro de 2025