As Aventuras de Vasco
| As Aventuras de Vasco | |
|---|---|
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| Desenvolvedora | Ubisoft |
| Publicadoras | Ubisoft Ecofilmes (Portugal) |
| Diretor | Alexis Nolent |
| Plataforma | Microsoft Windows |
| Lançamento | 1997 |
| Géneros | Aventura, Educativo |
| Modos de jogo | Solo |
As Aventuras de Vasco (em francês: Les 9 Destins de Valdo) é um jogo educativo de aventura desenvolvido e publicado pela Ubisoft com direção de Alexis Nolent,[1] lançado em 1997 para o Windows 3.1.[2]
Com visuais em estilo desenho animado 2D,[3] o jogo transporta os jogadores para Lisboa em 1580, no auge da Era dos Descobrimentos. No papel de Vasco (ou Valdo na versão francesa), um jovem português, os jogadores embarcam no galeão São Bartolomeu rumo ao Japão, desvendando enigmas, explorando terras exóticas e reunindo fragmentos de um mapa do tesouro.
O jogo, totalmente traduzido e dobrado (dublado) em português, foi distribuído em Portugal pela Ecofilmes,[4] com o apoio da Comissão Nacional dos Descobrimentos Portugueses e do Ministério dos Negócios Estrangeiros através do Instituto Camões.[1]
O jogo alcançou as 100 000 cópias vendidas em França.[5]
Sinopse
No porto de Lisboa, em 1580, Valdo (ou Vasco na versão portuguesa), um jovem rapaz filho de um mercador, embarca a bordo do galeão São Bartolomeu rumo ao Japão.[3][6]
Ao longo da travessia, marcada por tempestades no Cabo da Boa Esperança,[1] ataques de piratas, e terras exóticos na África e na Índia,[7] Vasco encontra fragmentos de um antigo mapa do tesouro, que pertenceu a um marinheiro que agora assombra o galeão como um fantasma.[6][7]
Durante o percurso, Vasco é acompanhado por Marie, uma jovem francesa,[8][9] e cruza-se com figuras históricas como o cronista Fernão Mendes Pinto[4] e o almirante chinês Cheng Ho.[3]
Jogabilidade
As Aventuras de Vasco é um jogo de aventura point-and-click,[2] em que a jogabilidade baseia-se na exploração, na interacção com as personagens, na recolha de objetos e na resolução de puzzles.[8][3][2] A narrativa não é linear, com nove finais possíveis que dependem das acções do jogador.[1][10]
O jogo inclui puzzles, alguns dos quais exigem conhecimentos adquiridos ao longo da viagem.[7] O Diário de Bordo do Capitão é uma ferramenta que permite registar descobertas e resolver esses puzzles.[3][10] Além dos puzzles, o jogo inclui minijogos com vários níveis de dificuldade.[1][8]
O jogo tem um componente didático-cultural, apoiado por recursos como um glossário de termos náuticos, uma cronologia que contextualiza historicamente os eventos, uma secção enciclopédica sobre as expedições e descobertas científicas do século XVI, e uma bibliografia recomendada.[2][4]
O jogo também permitia a ligação à Internet para descarregar níveis adicionais.[1][3]
Recepção
| Recepção | |
|---|---|
| Resenha crítica | |
| Publicação | Nota |
| Joystick | 80%[3] |
| Expresso | Recomendado[1] |
| JeuxVideoPC.com | 15 de 20[2] |
| Just Adventure | B+[8] |
| PC manía | 84%[10] |
| PC Team | 17 de 20[7] |
A PC Team elogiou o empenho do jogo em proporcionar uma aventura histórica educativa.[7] A revista Joystick considerou que o jogo proporcionava uma bela experiência aos jogadores.[3] A PC Mag considerou que o jogo proporcionava um «ambiente de aprendizagem altamente divertido».[11] O Expresso elogiou o rigor histórico do jogo e a banda sonora, que evoca a «atmosfera da época e dos países visitados».[1] A revista PC manía recomendou o jogo devido à sua componente didática e aos seus minijogos.[10] A PC Player considera que os quebra-cabeças são simultaneamente educativos e divertidos, e compara os gráficos do jogo a uma banda desenhada.[6] A JeuxVideoPC.com elogiou as personalidades, o humor, o conteúdo educativo, e por ser adequado para todas as idades.[2] A Just Adventure elogiou os quebra-cabeças, afirmando que são acessíveis às crianças e divertidos para os adultos.[8]
A Associação de Professores de História (APH) de Portugal elogiou a qualidade da animação, do som (incluindo vozes, música e ambiente), e o «rigor da informação científica e cultural da época».[4]
Referências
- ↑ a b c d e f g h Alves, Ilídio (13 de junho de 1998). «O intrépido Vasco fala português». Expresso. Consultado em 30 de junho de 2025. Arquivado do original em 22 de junho de 2000
- ↑ a b c d e f Nadia (24 de julho de 2006). «Test Les 9 Destins De Valdo». JeuxVideoPC.com. Consultado em 30 de junho de 2025. Arquivado do original em 2 de julho de 2013
- ↑ a b c d e f g h Iansolo (fevereiro de 1997). «Les Neuf Destins de Valdo». Joystick (79). Hachette Disney Presse (HDP). pp. 84–85
- ↑ a b c d «A Não Perder: As Aventuras de Vasco (CD-ROM)». Associação de Professores de História (A.P.H.). Maio de 1999. Consultado em 30 de junho de 2025. Arquivado do original em 18 de maio de 2004
- ↑ Sucasas, Ángel Luis (14 de setembro de 2017). «El escritor de las mil y una plumas | Matz en los videojuegos». Madrid. El País (em espanhol). ISSN 1134-6582. Consultado em 29 de junho de 2025
- ↑ a b c «Les 9 destins de Valdo». PC Player (36). Média Système Édition. Maio de 1997. p. 62
- ↑ a b c d e Robert, Valérie (fevereiro de 1997). «Les 9 destins de Valdo». PC TEAM (21). Posse Press. p. 72
- ↑ a b c d e Washburne, Bob (20 de agosto de 2004). «Throwback Thursday: The Adventures of Valdo and Marie». Just Adventure (em inglês). Consultado em 30 de junho de 2025
- ↑ «Les 9 Destins de Valdo». Planète Aventure. Consultado em 30 de junho de 2025
- ↑ a b c d Burgos, Carlos (agosto de 1999). «Las Aventuras de Valdo y Marie». PC manía (82). HobbyPress. p. 224
- ↑ Nash, Sharon (6 de outubro de 1998). «The Adventures of Valdo & Marie». PC Mag. 17 (17). Ziff Davis, Inc. p. 365. ISSN 0888-8507
Ligações externas
- Vídeo de publicidade ao jogo, no Institut national de l'audiovisuel;
- Website oficial do jogo, arquivado do original na Ubisoft.fr;
- Mix da banda sonoro do jogo pelo compositor do jogo Daniel Masson, no Soundcloud;
- Réplica do website oficial do jogo;
- Réplica do website oficial do jogo.
