Artamus cyanopterus
Andorinha-do-mato-sombria
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![]() Distribuição de Artamus cyanopterus - Austrália.
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Artamus cyanopterus é uma espécie de ave, conhecida popularmente como andorinha-do-mato-sombria[1][2]. A espécie habita florestas e bosques em regiões temperadas e subtropicais, estendendo-se a áreas tropicais ao redor do Planalto de Atherton,[3] no leste e sul da Austrália.[4][5][6]
A população global da espécie ainda não foi formalmente quantificada, mas foi classificada como 'pouco preocupante' pela BirdLife International em 2004. Assim, a ave pode ser considerada comum em seu habitat local.
O nome "andorinha-do-mato" é um nome impróprio, pois a espécie não tem parentesco próximo das verdadeiras andorinhas. Em vez disso, pertencem à família Artamidae, que também inclui aves carniceiras, currawongs e a espécie australiana Gymnorhina tibicen.
Taxonomia
A andorinha-do-mato-sombria (A. cyanopterus) foi descrita pela primeira vez pelo ornitólogo inglês John Latham em 1801, com o nome binomial Loxia cyanoptera.[7] Seu epíteto específico deriva das palavras do grego antigo "cyanos" (azul) e "pteron" (asa).[8]
Descrição
A andorinha-do-mato-sombria é uma ave de tamanho médio, semelhante às andorinhas, com uma coloração marrom-escura,[4] embora em alguns casos possa parecer cinzenta.[5] Possui uma mancha preta à frente dos olhos e asas cinzentas (por vezes também pretas) com listras brancas.[4][5] Tem uma cauda preta com ponta branca e uma asa inferior prateada. Seu bico é azul-acinzentado com a ponta preta.[4][5]
As andorinhas-do-mato-sombrias são conhecidas por balançar ou girar a cauda espontaneamente, um comportamento comum entre outras espécies do gênero Artamus.[5]
Relação com outras espécies de Artamus
Diferentemente de outras andorinhas-do-mato, a A. cyanopterus apresenta uma mancha branca distinta na borda externa da asa. Além disso, tende a exibir uma coloração marrom-fumê mais pronunciada em comparação com outras espécies da família.[5] A andorinha-do-mato A. minor, uma espécie menor e mais escura, também é ligeiramente marrom-fumê, mas não possui a mancha branca na asa.[5]
Distribuição e habitat

As andorinhas-do-mato-sombrias habitam principalmente florestas de eucalipto e bosques abertos. Sua distribuição abrange desde o Planalto de Atherton, em Queensland, até a Tasmânia e a oeste até a Península de Eyre, na Austrália do Sul.[4] Elas formam bandos para dormir, geralmente à noite. Durante a temporada de reprodução, nidificam em grandes grupos para proteger os filhotes de predadores.[4] Esses bandos podem incluir de 20 a 30 indivíduos.[9]
A espécie adere à migração e aos movimentos sazonais. A. cyanopterus é uma espécie nômade e tende a se mover de forma bastante espontânea.[4] No entanto, as aves do sudeste da Austrália migram para o norte durante o outono.
Como muitas aves que se empoleiram em grupo, as andorinhas-do-mato-sombrias têm uma variedade de cantos que são usados em determinadas situações. O mais característico desses cantos talvez seja aquele usado quando um predador ou intruso se aproxima, que consiste em um canto áspero para alertar os outros.
Comportamento
Alimentação e dieta

A dieta da andorinha-do-mato-sombria é variada, incluindo folhagem e outros materiais vegetais encontrados no solo, em árvores ou arbustos. Elas também consomem cupins, borboletas e outros insetos, além de néctar de flores.[4][5] Um aspecto notável de seus hábitos alimentares é a caça de insetos voadores, capturando-os diretamente no ar.[5] Apesar disso, também se alimentam no solo e frequentemente usam poleiros discretos, como fios de eletricidade, para esperar por presas.[4]
Há registros de comportamento de cleptoparasitismo, em que indivíduos da espécie trabalham em grupo para roubar presas de outras aves, como da Myiagra inquieta.[10]
Reprodução
O ninho da andorinha-do-mato-sombria é feito de galhos, raízes e outros materiais vegetais, formando algo como uma tigela forrada com grama.[4] É construído em locais seguros, como atrás de cascas, em ramos altos de árvores ou, às vezes, em tocos ocos.[4] A construção dos nichos ocorre entre agosto e janeiro, com a colaboração de várias aves. O casal reprodutor protege o ninho, enquanto outros ajudam a cuidar dos filhotes. A fêmea põe ovos brancos, geralmente em ninhadas de três a quatro. O período de incubação dura cerca de 16 dias, e os filhotes levam de 16 a 20 dias para emplumar.[9]
Estado de conservação
A espécie A. cyanopterus possui uma ampla distribuição. O tamanho de sua população ainda não foi quantificado, mas é considerada tão comum quanto outras aves em sua área de maior densidade, sendo classificada como 'espécie pouco preocupante' pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) na Lista Vermelha da IUCN.
Referências
- ↑ Koenig, Walter D.; Dickinson, Janis L., eds. (2004). Ecology and Evolution of Cooperative Breeding in Birds 1 ed. [S.l.]: Cambridge University Press. Consultado em 20 de maio de 2025
- ↑ Gibbons, Philip; Lindenmayer, David (2002). Tree Hollows and Wildlife Conservation in Australia (em inglês). [S.l.]: Csiro Publishing. Consultado em 20 de maio de 2025
- ↑ BirdLife International (2016). Artamus cyanopterus. The IUCN Red List of Threatened Species 2016. doi:10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22706330A94063639.en
- ↑ a b c d e f g h i j k «Dusky Woodswallow Artamus cyanopterus». www.arthurgrosset.com. Consultado em 20 de maio de 2025
- ↑ a b c d e f g h i «Bird Finder:Dusky Woodswallow». BirdsinBackyards.net. Consultado em 31 de agosto de 2007. Cópia arquivada em 30 de abril de 2008
- ↑ Taylor, Robin (1999). Wild Places of Greater Melbourne (em inglês). [S.l.]: Csiro Publishing. Consultado em 20 de maio de 2025
- ↑ Latham, John (1801). Supplementum indicis ornithologici sive systematis ornithologiae (em latim). London: Leigh & Sotheby. p. xlvi
- ↑ Liddell; Scott (1980). Greek-English Lexicon, Abridged Edition. Oxford, UK: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-910207-5
- ↑ a b «Animal facts: Dusky Woodswallow». Featherdale Wildlife Park. Consultado em 31 de agosto de 2007. Cópia arquivada em 30 de agosto de 2007
- ↑ Davis, William E. (2006). «Dusky Woodswallows Artamus cyanopterus collaborate to kleptoparasitize a Restless Flycatcher Myiagra inquieta». Journal of Field Ornithology (em inglês) (3): 345–345. ISSN 0273-8570. doi:10.1111/j.1557-9263.2006.00065_1.x. Consultado em 20 de maio de 2025


