Arsenopirita

A arsenopirita ou arsenopirite é um mineral, sulfarsenieto de ferro, ocorre em cristais pseudo-ortorrômbicos e é o principal minério de arsénio. Ocorre principalmente no Brasil (MG; GO; BA; RN) e no Chile, África do Sul, Austrália, China, Canadá, Índia, Rússia, Filipinas e EE.UU.

Arsenopirita

A arsenopirita ou mispíquel é um mineral de ferro e arsénico, que se pode incluir dentro do grupo dos sulfuretos. A sua fórmula química é FeAsS, mas a relação entre o arsénico e o enxofre pode variar ligeiramente. Foi nomeada assim em 1847 por Ernst Friedrich Glocker pela sua composição, uma contração do termo antiquado "pirite arsenical". É a espécie principal do grupo da arsenopirita, ao qual dá nome.

Características

Cristaliza no sistema monoclínico, com cristais frequentemente de forma prismática; por vezes observam-se maclas em cruz e em estrela. Tem um aspeto muito semelhante à pirite, com uma cor esbranquiçada prateada e um brilho metálico. É muito utilizada para a obtenção de arsénico. Ao ser aquecida, torna-se magnética e emite vapores tóxicos. Com um teor de arsénico de 46% é juntamente com o ourpimento uma das menas principais de arsénico. Segunda a classificação de Nickel-Strunz, a arsenopirita pertence a «02.EA: Sulfuretos metálicos, M:S = 1:2, com Fe, Co, Ni, PGE, etc.» juntamente com os seguintes minerais: aurostibita, bambollaita, catierita, erlichmanita, fukuchilita, geversita, hauerita, insizwaita, krutaita, laurita, penroseita, pirite, sperrilita, trogtalita, vaesita, villamaninita, dzharkenita, gaotaiíta, aloclasita, costibita, ferroselita, frohbergita, glaucodote, kullerudita, marcassita, mattagamita, paracostibita, pararammelsbergita, oenita, anduoíta, clinossaflorita, lolingita, nisbita, omeiíta, paxita, rammelsbergita, saflorita, seinäjokita, gudmundita, osarsita, ruarsita, cobaltita, gersdorffita, hollingworthita, irarsita, jolliffeíta, krutovita, maslovita, michenerita, padmaíta, platarsita, testibiopaladita, tolovkita, ullmannita, willyamita, changchengita, mayingita, hollingsworthita, kalungaita, milotaíta, urvantsevita e renita. A arsenopirita pode conter até aproximadamente 9% em peso de Co; com maior teor de Co, se tornará glaucodotite. Existem dois possíveis análogos de níquel ainda sem nome: unnamed (Ni Arsenide Sulphide) e Unnamed (Ni,Fe,Co)AsS.[1][2] A arsenopirita está estritamente relacionada com a alloclasite, mas não é um análogo exato devido à sua ordem diferente de As-S e S-As.

Formação

É encontrada em filões hidrotermais, em filões de quartzo e de estanho. Quando os depósitos de arsenopirita ficam expostos à intempérie, em geral devido à mineração, oxidam-se lentamente, convertendo o arsénico em óxidos que são mais solúveis em água, o que leva à drenagem ácida das minas. Costuma ser encontrada juntamente com scheelite, pirrotite, pirite, ouro, calcopirite e cassiterite.

Localização

A arsenopirita é abundante e foi encontrada em muitos locais em todos os continentes do mundo, excetuando a Antártida.

Variedades

É conhecida uma variedade de arsenopirita, a danaita, a qual contém cobalto e tem como fórmula (Fe0.90Co0.10)AsS - (Fe0.65Co0.35)AsS. Foi nomeada assim em 1833 por Augustus A. Hayes em honra de James Freeman Dana, químico e mineralogista americano.[1]

Ficha Técnica

Referências

  1. a b «Unnamed (Ni Arsenide Sulphide)» (em inglês). Consultado em 18 fevereiro 2014 
  2. «Unnamed (Ni,Fe,Co)AsS» (em inglês). Consultado em 18 de fevereiro de 2014