Armada Nacional do Uruguai

Armada Nacional do Uruguai
em castelhano: Armada Nacional del Uruguay
PaísUruguai
Criação15 de novembro de 1817
Aniversários15 de novembro (Dia da Marinha)

A Marinha Nacional do Uruguai (em castelhano: Armada Nacional del Uruguay) é um ramo das Forças Armadas do Uruguai sob a direção do Ministério da Defesa Nacional e do comandante em chefe da Marinha (Comandante em Chefe da Armada ou COMAR).

História

Independência

Sob o final do Império Espanhol, Montevidéu se tornou a principal base naval (Real Apostadero de Marina) do Atlântico Sul, com autoridade sobre a costa argentina, Fernando Pó e as Malvinas.[1] A chegada de 100 navios sob o comando do vice-rei Pedro de Cevallos em 1777 foi o início da prosperidade da cidade.[2]

A marinha uruguaia, no entanto, data sua origem da carta de corso do General Artigas em 15 de novembro de 1817, que autorizou suas forças a saquear navios portugueses onde quer que os encontrassem. No ano anterior, forças portuguesas advindas do Brasil haviam invadido a região (conhecida como Banda Oriental).[3]

República

Após a independência, uma marinha foi estabelecida sob o comando do Coronel Pablo Zufriategui, um veterano das campanhas de Artigas e dos 33 Orientais. Como Capitão dos Portos (Capitán General de Puertos), ele lutou contra o contrabando e em 1832 Zufriategui liderou o primeiro combate soberano quando a escuna Aguila afugentou o navio pirata Exquisit das águas uruguaias.[4]

Os primeiros navios de guerra especialmente equipados foram as canhoneiras General Rivera, General Artigas e General Suárez. O primeiro foi montado no Uruguai pela Academia de Artes e Ofícios (Escuela de Artes y Oficios) e comissionado em abril de 1884; o segunda foi construído em Trieste, então parte da Áustria-Hungria, e comissionado em dezembro de 1884; o último era o canhoneiro francês Tactique, adquirido em 1886. O General Rivera foi o primeiro navio da Marinha a passar pelo Estreito de Magalhães.[5][6]

Contemporaneidade

Vista aérea de parte do porto de Montevidéu com alguns navios da Marinha Uruguaia, 2016.

Em 1981, três lanchas de patrulha da classe Vigilante, de projeto francês – 15 de Noviembre, 25 de Agosto e Comodoro Coe – chegaram à Guarda Costeira.[7]

Em 1988, a Marinha adquiriu um novo navio para substituir seus antigos petroleiros, batizado de Presidente Rivera.[8]

Após a queda do comunismo, vários navios da antiga Volksmarine da Alemanha Oriental foram adquiridos do novo governo. Em 1991, a Marinha recebeu os caça-minas: ROU 31 Temerario, ROU 32 Valiente, ROU 33 Fortuna e ROU 34 Audaz. Estes receberam nomes de corsários da época da independência. Também em 1991, o Otto von Guericke foi adquirido e convertido no ROU 26 Vanguardia. Nas primeiras horas de 5 de agosto de 2000, o Valiente afundou após uma colisão com o cargueiro panamenho Skyros, enquanto patrulhava ao largo do Cabo Polonio. Onze tripulantes morreram ou desapareceram no desastre.[9][10]

Referências

  1. «.::Armada Nacional::». Consultado em 5 de outubro de 2008. Arquivado do original em 14 de maio de 2011 
  2. SeTIC-UFSC. «Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina | CFISC». Consultado em 24 de setembro de 2025 
  3. «Los corsarios de Artigas La situación rioplatense. El recurso del corso. Sus inicios por Lic. Cristina Montalbán». letras-uruguay.espaciolatino.com (em espanhol). Consultado em 13 de julho de 2018. Arquivado do original em 8 de abril de 2017 
  4. «ARMADA URUGUAYA - SUS BUQUES, HISTORIA Y AVIACION NAVAL». histarmar.com.ar (em espanhol). Consultado em 12 de julho de 2018. Arquivado do original em 29 de junho de 2018 
  5. «General Rivera no Estreito de Magalhães» (PDF). Consultado em 24 de setembro de 2025 
  6. dlazo (30 de março de 2017). «Cañonera Rivera». Montevideo Antiguo (em espanhol). Consultado em 24 de setembro de 2025 
  7. «Historia Destino Marítimo - Armada Nacional» (em espanhol). 19 de agosto de 2020. Consultado em 13 de janeiro de 2026 
  8. Lorenzo, Juan Carlos Diaz (15 de abril de 2018). «ROU "Presidente Rivera", prestigio de Bazán en Uruguay » Puente de Mando, por Juan Carlos Díaz Lorenzo». Puente de Mando, por Juan Carlos Díaz Lorenzo (em espanhol). Consultado em 13 de janeiro de 2026 
  9. «.::Armada Nacional::». Consultado em 5 de outubro de 2008. Arquivado do original em 14 de maio de 2011 
  10. SeTIC-UFSC. «Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina | CFISC». Consultado em 24 de setembro de 2025