Ariús
| População total | |
|---|---|
| Em Retomada | |
| Regiões com população significativa | |
| Línguas | |
| Família Tarairiú, Língua Otxukayana | |
| Religiões | |
| Animismo, Catimbó-Jurema | |
| Grupos étnicos relacionados | |
| Kanindé, Jenipapo-Kanindé, Pêgas, Panatís, Coremas, Payakús, Arerirús, Piancós, Caratiús, Takarijús, Anacés, Xukurús, Paratiós |

Os Ariús são um povo indígena brasileiro cujo território compreende a área do Nordeste Oriental que se estendia do centro–norte paraibano ao centro–sul potiguar, na atual região do Seridó e alto sertão (vales da bacia do Piranhas, principalmente os afluentes Sabugi e Seridó).[1][2]
Após a assinatura do tratado de paz de 1697, com o dirigentes da capitania da Paraíba, foram transferidos para o Aldeamento de Campina Grande (na Borborema).[3]
História
Tratado de Paz e Transferência
Pertencentes à Nação Otxukayan (Família Linguística Tarairiú, composta por mais de 22 povos dentre eles os Janduís, Payakús, Kanindés, Jenipapo, Anacés, Paratiós, Xukurús, Pêgas, Panatís, Coremas, Areriús, Piancós, Caratiús, Takarijús, dentre outros[4]), em 20 de setembro de 1697 foi assinado um Tratado de Paz denominado «Tratado de paz feito com os Ariús Pequenos»,[5] mediado pelo capitão-mor da região de Piranhas e Piancó, Teodósio de Oliveira Lêdo, que os transferiu para a Serra da Borborema, para a Aldeiamento de Campina Grande.
Sobre tal povoamento tapuia, no livro Síntese histórica de Campina Grande, 1670-1963 lê-se:
O Governador Manuel Soares de Albergaria, em carta enviada para o Reino [de Portugal], declarou que Teodósio de Oliveira Ledo trouxera das Piranhas uma nação de Tapuias, chamados Arius, que estão aldeiados junto [da região] dos Cariris, onde chamam a Campina Grande, e queriam viver como vassalos de V. Majestade e reduzirem-se à nossa santa fé católica, dos quais era o principal um tapuio de muito boa troca e fiel (...).[3]
Ligações externas
Bacia hidrográfica do Piranhas-Açu
Referências
- ↑ MELLO, José Octávio Arruda (1997). História da Paraíba: lutas e resistência. [S.l.]: Editora Universitária. 279 páginas
- ↑ BARBOSA, José Elias Borges (2004). «As nações indígenas da Paraíba». Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Consultado em 16 de julho de 2014
- ↑ a b SILVA FILHO, Lino Gomes da (2005). Síntese histórica de Campina Grande, 1670-1963. [S.l.]: Editora Grafset. 272 páginas
- ↑ FILHO, Olavo de Medeiros. Índios do Açú e Seridó. Brasília, 1984. [S.l.: s.n.]
- ↑ PUNTONI, Pedro (2002). A Guerra dos Bárbaros. [S.l.]: Hucitec. 323 páginas. ISBN : 9788527105682 Verifique
|isbn=(ajuda)