Pietro Aretino
| Pietro Aretino | |
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![]() Portrett av Pietro Aretino, av Titian, 1545 (Palazzo Pitti) | |
| Nascimento | 20 abril 1492 Arezzo |
| Morte | 21 de outubro de 1556 (63–64 anos) Veneza |
| Sepultamento | Veneza |
| Cidadania | República de Veneza |
| Ocupação | poeta, dramaturga, jornalista, escritor, historiador da arte |
| Causa da morte | hilaridade fatal |
Pietro Aretino (Arezzo, Itália, 20 de abril de 1492 - Veneza, Itália, 21 de outubro de 1556), escritor, poeta e dramaturgo italiano. Autor de "Diálogo das Prostitutas" e do livro "Sonetos Luxuriosos". Conhecido no seu tempo pelo nome de "secretário do mundo".
Libelista terrível e sem escrúpulos, vendia a pena a quem melhor pagasse. Era amigo de Ticiano, que lhe pintou mais de um retrato. Filho de sapateiro com uma prostituta, em Perugia iniciou a aprendizagem dos mestres de pintor e de encadernador de livros. Este último ofício, ao colocá-lo em contacto com produtores literários, estimulou a sua própria produção de versos, que gradualmente se foram notabilizando pelo estilo incisivo, cínico e pouco moral.
Interrompeu seus estudos em pintura para mudar-se para Roma, onde cativou o Papa Leão X[1]. Como o papa era membro da famosa família de mecenas, os Médicis, passou a financiar as atividades poéticas de Aretino, garantindo a esse o que ele mesmo chamava de "vida de rei". Daí advém sua famosa frase, "Figlio di cortigiana con anima di re" (traduzido livremente como "filho de cortesã com vida de rei"
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Protegido e respeitado pelos nobres, que temiam a sua grande influência pessoal e a mordacidade dos seus escritos[1], desenvolveu em Roma, depois em Veneza uma carreira de panfletário licencioso, deixando principalmente em Cartas (1537-1557), o registro da vida cultural e política de sua época; em Juízos (1534), analisa a instituição cortesã como um fenômeno de prostituição física e moral e como efeito típico de uma sociedade em crise.
Viveu num estado de liberdade jamais conferido a outro homem de sua época. De forma ousada e pouco convencional para os padrões literários desse período, atacou nobres e clérigos, de tal maneira, que ficou conhecido na história pelo alcunha "Flagelo dos Príncipes".
Chegou ao fim da vida, em 1556, com um tesouro acumulado que se estima ter ultrapassado o milhão de florins.
Obras
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Comédias
- Maresclaco
- Cortigiana
- Ipocrito
- Talanta
- Filosofo
Tragédias
- L'Orazia
- Le lettere
Outros
- Pasquinate per il conclave di Adriano VI
- Sonetti lussuriosi
Referências
- ↑ a b Poemas eróticos de Pietro Aretino: o sexo no Renascimento. FalaCultura. Acessado em 23 de março de 2014.
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