Archive of Our Own

Archive Of Our Own
Requer pagamento?não
Gêneroarquivo de obras de fãs
CadastroLivre
País de origemEstados Unidos
Lançamento14 de novembro de 2009 versão beta
Endereço eletrônicoarchiveofourown.org

Archive of Our Own (AO3) é um repositório de fanfics e de outras obras criadas pelos usuários sem fins lucrativos e de código aberto. O site foi criado em 2008 pela Organization for Transformative Works e entrou em beta aberto em 2009. Desde então, permanece na versão beta.[1] Em 29 de outubro de 2025, Archive of Our Own abriga 16,13 milhões de obras de mais de 74,1 mil fandoms diferentes, incluindo os de pessoas reais, e conta com cerca de 9,45 milhões de usuários.[2][3] O site recebe críticas em geral positivas por sua curadoria, organização e design, em sua maior parte feita por escritores e leitores de fanfics.[4][5]

História

Em 2007, um website chamado FanLib foi criado com o objetivo de gerar dinheiro sobre as fanfics. Essas obras criadas por fãs eram escritas, sobretudo, por mulheres, ao passo que FanLib era composto inteiramente por homens. Isso trouxe críticas ao website. Simultaneamente, LiveJournal estava construindo políticas e alterando seu design que não agradaram parte da comunidade de fanfics. Tudo isso levou a criação da Organization for Transformative Works (OTW), uma organização sem fins lucrativos, cujo objetivo é apresentar e armazenar obras de fãs.[4]

OTW criou o Archive of Our Own em outubro de 2008 e estabeleceu o beta aberto em 14 de novembro de 2009. Sua versão beta permanece até hoje.[2][6][7][8] O nome do site se deriva de uma postagem do blog da escritora Naomi Novik[4] e se inspira no título do ensaio A Room of One's Own, de Virginia Woolf.[9] AO3 se define primariamente como um arquivo. não como uma comunidade virtual.[10]

Em 2013, o custo de manutenção anual do site era de 70 mil dólares. Autores do site chegaram a organizar um leilão no Tumblr para arrecadar dinheiro para o Archive of Our Own. Arrecadaram-se cerca de 16 mil dólares.[6] Em 2018, as despesas do site foram de aproximadamente 260 mil dólares.[11] Em 2022, a despesa anual do AO3 foi de 290.688,25 dólares, tendo arrecadado 512.359,90 dólares.[12][13]

Em 10 de julho de 2023, um grupo de hackers anônimos atacaras o site através de um ataque de negação de serviço. Anonymous Sudan, de provável origem russa[14], alegou sua responsabilidade através de uma postagem no Telegram, dizendo que sua motivação para o ataque ao site foi seu registro dos Estados Unidos, além de seu conteúdo sexual e LGBT.[15][16] O grupo demandou que lhes dessem Bitcoins que somassem 30 mil dólares até 24 horas após os ataques.[15][16] O site voltou a ficar online no dia seguinte, com uma proteção Cloudflare.[17]

Elementos e ferramentas

Archive of Our Own é executado em um código de programa aberto, programado quase exclusivamente por voluntários do framework Ruby on Rails. Os desenvolvedores do site permitem que os usuários enviem pedidos para a implementação de novas ferramentas através do Jira.[4] O AO3 possui aproximadamente 700 voluntários.[9]

Etiquetas

Archive of Our Own possui um sistema de categorização dos trabalhos publicados com etiquetas (tags, no inglês). Todo trabalho publicado no Archive of Our Own exige a utilização de

  • Rating Tags, que indicam a classificação indicativa do trabalho;
  • Archive Warnings, que alertam os leitores de possíveis gatilhos na história e
  • Fandom Tags, que filtram o conteúdo com base no fandom.

Etiquetas adicionais permitem que usuários categorizem o conteúdo com base no fandom, personagens, relacionamentos apresentados, entre outros.[18] Escritores normalmente são livres para escolheres quais etiquetas eles querem inserir, sem restrição quanto ao comprimento da etiqueta, espaços ou caracteres.[19] Desde setembro de 2021, o número máximo de etiquetas é de 75.[20] Quando se procura por uma etiqueta, qualquer trabalho que a utilize, ou utilize outras tags similares, irá aparecer nessa curadoria.[21]

Contas

O site permite que os utilizadores criem um nome de usuário único para suas contas. Além disso, usuários podem se identificar através de um ou mais pseudônimos, referenciados como "pseuds", atrelados à sua conta conta.[4] Para se registrarem no site, o utilizador deve pedir por um convite que será enviado ao e-mail cadastrado.[22] Ter uma conta permite outras ferramentas, como a publicação de trabalhos, seguir autores, receber notificação de atualizações, salvar e recomendar obras através de "marcadores" e criar uma lista de trabalhos para ler mais tarde.[23][24]

Feedback

Assim como diversas plataformas online, os leitores registrados no AO3 podem comentar nos trabalhos que não possuem essa função desativada.[25][26]

Leitores podem dar kudos em um mecanismo semelhante aos likes em outros sites. Kudos são permanentes e não podem ser retirados.[27][4]

Conteúdo

O time jurídico da Organization for Transformative Works acredita que a publicação de fanfics no site AO3 está sob o critério Fair Use, o que permite os usuários a publicarem trabalhos inspirados em obras que não são de sua autoria ao transformá-los e dando novos significados.[28]

AO3 agrupa conteúdos controversos, incluindo estupro, incesto e pedofilia. Essa permissão foi desenvolvida como uma reação das políticas de outros sites populares de fanfics, como LiveJournal, onde houve um momento em que as contas de autores que escreviam conteúdo considerado pela plataforma como pornográfico foram apagados, e FanFiction.Net, que não permite diversos tipos de história. De acordo com o AO3, apenas uma pequena fração das histórias submetidas à plataforma foram consideradas "ofensivas" pelos usuários. A Organization for Transformative Works "declarou que sua missão é trabalhar para obras transformadoras, não apenas para aquelas que a empresa gosta.[9][29]

A chart of some of the largest fandoms (as of March 11, 2024)

Em fevereiro de 2014, AO3 alcançou um milhão de obras, incluindo histórias, desenhos e gravações de áudio de narrativas. Nesse período, o site apresentava conteúdos de mais de 14 mil fandoms, sendo os maiores o Universo Cinematográfico Marvel, Supernatural, Sherlock e Harry Potter.[29] Nesse ano, dos 100 relacionamentos com mais obras, 71 eram slash fiction de casais homens e a maioria dos personagens era branco.[30]

Em 2016, cerca de 14% das fanfics no site se passam em um universo alternativo, onde os personagens de um universo canônico particular são colocados sob um contexto diferente.[31] Em julho de 2019, foi anunciado que AO3 tinha 2 milhões de usuários registrados e 5 milhões de trabalhos publicados.[32]

A extensão de uma história no AO3 está relacionado com sua popularidade. Histórias com em torno de mil palavras recebem em média dez vez menos visualizações do que histórias que possuem um comprimento comparável a de romances.[33]

A plataforma pode deletar trabalhos que não são considerados transformativos, além de spams. De acordo com o termo de uso, as violações são apuradas caso a caso, podendo resultar no banimento de usuários.[34] As histórias publicadas no AO3 devem não devem ser comerciais, uma vez que o autor legalmente não pode gerar dinheiro ao usar os personagens, a história, o universo de outros autores.[9]

Classificações

Archive of Our Own possue cinco classificações[35]:

  • G (do inglês General Audiences): Fanfics com essa classificação são indicadas para todos.
  • T (do inglês Teen and Up Audiences): Fanfics com essa classificação apresentam conteúdo que pode não ser recomendado a crianças menores de 13 anos, contendo violência, conteúdos mais maduros e uma linguagem mais adulta.
  • M (do inglês Mature): Fanfics com essa classificação apresentam linguagem madura implicando, de forma não explicita, conteúdos adultos, como sexo.
  • E (do inglês Explicit): Fanfics com essa classificação não são indicadas para menores de idade; apresentam explicitamente temas adultos.
  • Sem classificação: Fanfics sem classificação não foram classificadas por seu autor e podem incluir conteúdos de outras classificações.

Recepção

A revista Time listou Archive of Our Own como um dos 50 melhores sites de 2013, descrevendo-o como um dos melhores e organizadas curadorias de fandoms, além de fácil de utilizar e de pesquisar.[36]

De acordo com Casey Fiesler, Shannon Morrison e Amy S. Bruckman, Archive of Our Own é um raro exemplo de uma plataforma que foi desenvolvida por seu público alvo. Escrevem, ainda, que o site apresenta elementos do feminismo HCI, uma área da interação entre computadores e humanos, mesmo que os desenvolvedores do site não eram cientes dos princípios do movimento quando realizaram seu design.[4]

Em 2019, a plataforma foi honrada com o Prémio Hugo na categoria Melhor Trabalho Relacionado.[37] Fiesler aponta que a indicação do Archive of Our Own é um sinal de respeito entre as fanfics como uma forma de arte e os usuários da plataforma e um sinal de reconhecimento de um espaço que dá voz para pessoas que foram, por muito tempo, marginalizadas.[38]

Censura

China

Em 29 de fevereiro de 2020, Archive of Our Own foi bloqueado na China após fãs do ator chinês Xiao Zhan reportar que a plataforma tinha uma fanfic explícita sobre ele.[39] O banimento do site desencadeou diversas discussões e controversas na Internet, na indústria de entretenimento na China e nas empresas, devido a um boicote dos usuários do AO3 da China contra o ator, seus fãs, seus patrocinadores e outras celebridades envolvidas com o ator.[40][41]

Alemanha

Em 13 de dezembro de 2022, o site foi indexado à Agência Federal para a Proteção da Criança e do Jovem nos Meios de Comunicação (em alemão: Bundeszentrale für Kinder- und Jugendmedienschutz ou BzKJ) devido a "conteúdos pornográficos infantil", temporariamente removendo a plataforma dos resultados do Google.[42] Em janeiro de 2023, as restrições foram retiradas, uma vez que houve erros administrativos por parte da agência durante o processo de indexação.[43]

Rússia

Em março de 2023, Roskomnadzor demandou que Archive of Our Own deletasse 16 fanfics, alegando que elas continham "pornografia infantil".[44]

Ver também

Referências

  1. «Announcing Open Beta! | Organization for Transformative Works» (em inglês). Consultado em 3 de novembro de 2025 
  2. a b Organization for Transformative Works. «Home | Archive of Our Own». archiveofourown.org (em inglês). Consultado em 3 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 29 de outubro de 2025 
  3. «AO3 Celebrates 15 Million Fanworks | Archive of Our Own». archiveofourown.org. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  4. a b c d e f g Fiesler, Casey; Morrison, Shannon; Bruckman, Amy S. (7 de maio de 2016). «An Archive of Their Own: A Case Study of Feminist HCI and Values in Design». New York, NY, USA: Association for Computing Machinery. CHI '16: 2574–2585. ISBN 978-1-4503-3362-7. doi:10.1145/2858036.2858409. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  5. «Check out Archive of Our Own on TIME's 50 Best Websites list». TIME.com (em inglês). Consultado em 3 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 13 de março de 2016 
  6. a b «Fans raise $16,000 in auction to help popular fic archive». The Daily Dot (em inglês). 3 de maio de 2013. Consultado em 3 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 19 de setembro de 2016 
  7. «This is what 1 million fanfics looks like». The Daily Dot (em inglês). 27 de fevereiro de 2014. Consultado em 3 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 29 de outubro de 2015 
  8. Lothian, Alexis (1 de novembro de 2013). «Archival anarchies: Online fandom, subcultural conservation, and the transformative work of digital ephemera». International Journal of Cultural Studies (em inglês) (6): 541–556. ISSN 1367-8779. doi:10.1177/1367877912459132. Consultado em 3 de novembro de 2025 
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  27. Fathallah, Judith (agosto de 2020). «Digital fanfic in negotiation: LiveJournal, Archive of Our Own, and the affordances of read–write platforms». Convergence: The International Journal of Research into New Media Technologies (em inglês). 26 (4): 857–873. ISSN 1354-8565. doi:10.1177/1354856518806674  Verifique o valor de |url-access=subscription (ajuda)
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  43. Dachwitz, Ingo (12 de janeiro de 2023). «Archive of Our Own: Prüfstelle muss Indizierung von Fan-Fiction-Portal zurücknehmen». netzpolitik.org (em alemão). Consultado em 17 de novembro de 2025 
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Bibliografia

  • De Kosnik, Abigail; El Ghaoui, Laurent; Cuntz-Leng, Vera; Godbehere, Andrew; Horbinski, Andrea; Hutz, Adam; Pastel, Renée; Pham, Vu (2015). «Watching, creating, and archiving: Observations on the quantity and temporality of fannish productivity in online fan fiction archives». Convergence. 21 (1): 145–164. doi:10.1177/1354856514560313 
  • Lothian, Alexis (2011). «An archive of one's own: Subcultural creativity and the politics of conservation». Transformative Works and Cultures. 6. doi:10.3983/twc.2011.0267Acessível livremente 
  • Ulaby, Neda (16 de agosto de 2019). «'Archive of Our Own' Fanfiction Website Is Up for a Hugo Award». All Things Considered. NPR. Consultado em 1 de maio de 2023 

Ligações externas