Misumena vatia
Misumena vatia
aranha-caranguejeira | |||||||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||
| Misumena vatia (Clerck, 1757) | |||||||||||||||
Misumena vatia, comummente conhecida como aranha-caranguejeira[1][2] ou aranha-caranguejo-das-flores,[3] é uma aranha da família dos Tomisídeos, existente na Europa e na América do Norte.
Etimologia
Deve o seu nome comum à configuração do seu corpo, curto, largo e achatado, que lembra o de um caranguejo.[1]
Quanto ao nome científico desta espécie:
- O nome genérico, Misumena, provém da aglutinação dos étimos gregos antigos, μῖσος (misos), que significa «ódio; odiável; detestável»[4] e μένος (menos), que significa «pensamento; força; espírito»[5], sendo que Pierre André Latreille, o biólogo que cunhou o nome deste género, pretendia veicular a noção de «coisa detestável», por referência ao aspecto ameaçador das espécies deste género.[6]
- O epíteto específico, vatia, provém do latim, vătĭa, e significa «cambaio; que tem as pernas abauladas».[7]
Descrição
Os dois pares de patas dianteiros são maiores que as restantes, e são mantidos abertos para apanhar presas. O tamanho das patas e a forma do corpo achatada e larga fazem com que seja fisicamente parecida com caranguejos, daí que seja comummente conhecida como aranha-caranguejeira.[1]
Assume uma colora
Esta espécie pauta-se pelo dimorfismo sexual assaz evidente, de tal modo que os machos desta espécie atingem 5 milímetros de comprimento, ao passo que as fêmeas alcançam uns muito significativos 11,5 milímetros.[1] A isto acresce que as fêmeas costumam estar mais activas entre Março e Dezembro, enquanto que os machos já só entre Abril e Agosto.[1]
Comportamento
Esta espécie de aranha pauta-se por ser diurna, sedentária e solitária.[1]
Com efeito, a aranha-caranguejeira é, tal como as restantes espécies desta família, um predador de espera. Adopta uma estratégia em que, camuflada[8][9] espera a passagem dos insectos voadores que procuram néctar entre as pétalas das flores. Com as patas posteriores segura-se firmemente, enquanto que com as patas anteriores, que são muito mais fortes e projectadas para fora, agarra os visitantes da flor com uma velocidade surpreendente. Ao mesmo tempo que captura a presa, administra uma picada venenosa. Para se alimentar a aranha suga a presa por pequenos buracos, de tal forma que é deixado um exosqueleto quase completo sobre a flor.
Contrariamente a outras espécies de aranhas, a aranha-caranguejeira não tece teias.[1]
Distribuição
A aranha-caranguejeira encontra-se presente nos nos continentes europeu, asiático[1] e na na América do Norte.
No que toca à Europa, esta espécie ocorre da Escandinávia ao Mediterrâneo, marcando, com efeito, presença em toda a Península Ibérica. No Reino Unido a espécie parece ocorrer apenas na região Sul.[10]
Portugal
Ocorre em todo o território de Portugal Continental, de Norte a Sul.[1]
Ecologia
Esta espécie é geralmente encontrada em zonas de espaços abertos como prados, charnecas e campos agrícolas, mas também ocorre noutros locais onde haja muita exposição solar, como nos caminhos, nas fronteiras florestais, nos terrenos baldios e nos jardins.
Referências
- ↑ a b c d e f g h i «Aranha-caranguejeira». ambiente.cm-viana-castelo.pt. Consultado em 20 de julho de 2025
- ↑ Infopédia. «aranha-caranguejeira | Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Dicionários infopédia da Porto Editora. Consultado em 20 de julho de 2025
- ↑ «A Aranha-Caranguejo-das-Flores». Olhares UOL. Consultado em 29 de junho de 2012
- ↑ «Hordĕum - ONLINE LATIN DICTIONARY - Latin - English». www.online-latin-dictionary.com. Consultado em 26 de maio de 2022
- ↑ «μένος». WordSense Dictionary (em inglês). Consultado em 20 de julho de 2025
- ↑ Ubick, Darrell (2005). Spiders of North America: an identification manual. Poughkeepsie, N.Y.?: American Arachnological Society. p. 73. ISBN 9780977143900
- ↑ Olivetti, Olivetti Media Communication-Enrico. «vătĭa - ONLINE LATIN DICTIONARY - Latin - English». online-latin-dictionary.com (em inglês). Consultado em 20 de julho de 2025
- ↑ Mohammad Mahmoud. «Misumena vatia». Animal Diversity Web. Consultado em 29 de junho de 2012
- ↑ Luís Crespo, Emídio Machado. «Misumena vatia». Naturdata. Consultado em 29 de junho de 2012
- ↑ «Project Noah»

