Apoio alemão a Israel na guerra de Gaza
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Durante a guerra de Gaza, que começou em outubro de 2023, o apoio do governo alemão a Israel atraiu considerável atenção e comentários da mídia.[1][2][3]
Em 1º de março de 2024, a Nicarágua iniciou um processo contra a Alemanha no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), acusando o país de facilitar um genocídio em Gaza, em violação da Convenção sobre o Genocídio. Em 8 de agosto de 2025, após o governo israelense anunciar planos para ocupar toda a Faixa de Gaza, o chanceler alemão Friedrich Merz declarou que a Alemanha suspenderia a venda de armas para Israel.[4][5]
Contexto
Em 7 de outubro de 2023, militantes palestinos na Faixa de Gaza, liderados pelo movimento islâmico Hamas, atacaram Israel, resultando na morte de quase 1.200 cidadãos israelenses, incluindo 800 civis, e na tomada de 250 reféns. Após o ataque, Israel lançou uma invasão a Gaza, que resultou na morte de pelo menos 45.000 habitantes de Gaza, até dezembro de 2024.[6][7]
Posição do Governo
Em 17 de outubro de 2024, o chanceler alemão Olaf Scholz visitou Israel, declarando que "a história alemã e a nossa responsabilidade decorrente do Holocausto tornam nosso dever defender a existência e a segurança do Estado de Israel".[8] Em 12 de outubro de 2024, Scholz afirmou que "só existe um lugar para a Alemanha: ao lado de Israel", reiterando que "a segurança de Israel é uma 'razão de Estado' para a Alemanha".[9]
No primeiro aniversário dos ataques de 7 de outubro, o presidente Frank-Walter Steinmeier fez um discurso dizendo que aquele foi "um momento decisivo, um trauma profundo para os judeus não só em Israel, mas em todo o mundo", e alertou "nós, alemães, em particular, contra qualquer condenação imprudente de Israel".[10]
O governo alemão tem negado consistentemente que esteja ocorrendo um genocídio em Gaza. Em dezembro de 2024, após a Anistia Internacional divulgar um relatório acusando Israel de genocídio, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Sebastian Fischer, afirmou que "genocídio pressupõe uma clara intenção de erradicar um grupo étnico. Eu ainda não reconheço nenhuma intenção tão clara assim".[11]
Em agosto de 2025, o chanceler alemão Merz afirmou que a Alemanha não aceitaria refugiados palestinos de Gaza.[12]
Política externa
Financiamento para os direitos humanos
Após os ataques de 7 de outubro, o governo alemão cortou o financiamento de pelo menos seis ONGs palestinas. Em janeiro de 2025, o governo alemão cortou o financiamento das ONGs israelenses Zochrot, que trabalha para conscientizar sobre a Nakba, e New Profile, um grupo feminista que luta contra o alistamento militar obrigatório.[13]
Nações Unidas
Em 27 de outubro de 2023, a Alemanha se absteve em uma votação da Assembleia Geral das Nações Unidas que pedia um cessar-fogo em Gaza, alegando que a moção não incluía uma condenação do ataque de 7 de outubro. A Alemanha se absteve novamente em uma moção da Assembleia Geral da ONU que pedia um cessar-fogo em 12 de dezembro de 2023.[14]
Exportações de armas
De acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo, a Alemanha foi responsável por 30% das importações de armas por Israel entre 2019 e 2023. Os volumes de exportações de armas alemãs para Israel aumentaram acentuadamente nos últimos meses de 2023, após o ataque de 7 de outubro.[15] No primeiro semestre de 2024, no entanto, as exportações de armas alemãs para Israel diminuíram significativamente.[16] De agosto a outubro de 2024, o governo alemão autorizou exportações de armas para Israel no valor de 94 milhões de euros.[17]
Em outubro de 2024, o Centro Europeu de Apoio Jurídico apresentou uma petição em um tribunal alemão solicitando que um carregamento de 150 toneladas métricas de explosivos de uso militar fosse impedido de ser enviado do Vietnã para Israel no navio cargueiro alemão MV Kathrin, visto que poderiam ser usados para crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza.[18]
Em setembro de 2024, uma reportagem da Reuters constatou que as exportações de armas da Alemanha para Israel haviam diminuído naquele ano devido a contestações judiciais.[19] Em outubro de 2024, no entanto, dados do Ministério das Relações Exteriores alemão mostraram que o país havia autorizado US$ 100 milhões em exportações militares nos três meses anteriores.[20]
As empresas alemãs Rheinmetall, Renk, MTU Friedrichshafen e ThyssenKrupp exportaram armas utilizadas por Israel na Guerra de Gaza.[21]
Em 8 de agosto de 2025, o chanceler Friedrich Merz anunciou que a Alemanha não autorizará nenhuma exportação de equipamentos militares para Israel que possam ser usados em Gaza "até segunda ordem", em resposta à decisão do gabinete do primeiro-ministro Netanyahu de assumir o controle de Gaza.[4][5] Um analista de transferência de armas afirmou que a Alemanha está "admitindo abertamente seu desconforto com as ações de Israel e limitando algumas transferências de armas, e para a Alemanha isso é algo muito significativo".[4] A decisão de Merz foi criticada por alguns políticos alemães.[22]
Políticas internas
Acusar publicamente Israel de genocídio pode levar à prisão na Alemanha, mesmo quando os acusadores são judeus ou israelenses.[23][24] Em fevereiro de 2024, uma denúncia criminal foi apresentada em tribunais alemães acusando vários políticos de alto escalão de cumplicidade em genocídio.[25]
Alterações na legislação
Em dezembro de 2023, o estado da Saxônia-Anhalt alterou suas leis sobre pedidos de cidadania, exigindo que todos os residentes do estado assinem um documento no qual "reconhecem o direito de Israel à existência e condenam quaisquer esforços dirigidos contra a existência do Estado de Israel".[26] Em 2024, o governo federal alterou sua lei sobre cidadania para adicionar perguntas sobre o direito de existência do Estado de Israel no teste obrigatório para obtenção da cidadania.[27]
Em junho de 2024, o governo federal aprovou uma lei que exige que todos os projetos que solicitam financiamento público adotem a definição de antissemitismo da IHRA, reconheçam o direito do estado de Israel à existência, e não participem do movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS).[28]
Partidos políticos e organizações
Partidos políticos
O partido de esquerda Die Linke enfrentou significativa turbulência interna devido à sua posição sobre a guerra em Gaza.[29] A ex-deputada do Die Linke, Christine Buchholz, acusou o partido de "não responder adequadamente a um dos principais conflitos políticos – os protestos contra a guerra em Gaza e a contínua privação de direitos e desumanização dos palestinos pelo Estado de Israel, com o governo alemão ao seu lado".[30]
Organizações
Em agosto de 2023, a Fundação Heinrich Böll (HBS) anunciou que a escritora judaico-estadunidense Masha Gessen era a vencedora do Prêmio Hannah Arendt de Pensamento Político. Em dezembro de 2023, dias antes da cerimônia de premiação, a HBS anunciou que retiraria seu apoio por discordar de um ensaio de Gessen sobre a guerra de Israel em Gaza, publicado na revista The New Yorker em 9 de dezembro.[31]
Protestos
Protestos contra a guerra
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Desde o início da guerra em Gaza, diversos protestos estudantis contra a guerra têm ocorrido na Alemanha. A resposta policial aos protestos gerou controvérsia, com estudantes alegando ataques à liberdade acadêmica, à liberdade de expressão e incidentes de brutalidade policial.[32]
Em Berlim, Frankfurt e outras cidades alemãs, as autoridades proibiram manifestações pró-Palestina.[33][34][35]
Em junho de 2024, a emissora pública alemã NDR revelou que, sob a liderança de Bettina Stark-Watzinger, o Ministério da Educação e Pesquisa solicitou investigações sobre a possibilidade de suspender o financiamento dos signatários de uma carta aberta que criticava a administração da Universidade Livre de Berlim por sua conduta em relação aos estudantes que participaram de um acampamento de protesto pró-Palestina.[36][37] Os signatários não comentaram a situação em Israel, mas ressaltaram o direito ao protesto pacífico, à liberdade de reunião e à liberdade de expressão.[38]
Reações

Na Alemanha
A deputada Nicole Gohlke, do partido Die Linke, argumentou que "o sofrimento do povo palestino parece não interessar ao establishment político na Alemanha".[39]
Em 12 de novembro de 2023, o chanceler alemão Olaf Scholz rejeitou os apelos por um cessar-fogo imediato ou uma longa pausa na guerra de Israel contra o Hamas em Gaza, afirmando que isso "significaria, em última análise, que Israel deixaria ao Hamas a possibilidade de recuperar e obter novos mísseis".[40] Em março de 2024, Scholz confrontou o chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, sobre suas críticas a Israel, que já duravam meses, dizendo que Borrell não falava em nome da Alemanha.[41]
Em outubro de 2024, o líder da CDU, Friedrich Merz, pressionou com sucesso o governo alemão para que retomasse o fornecimento de armas a Israel, incluindo peças de reposição para tanques.[42][43] Ele propôs a cassação da cidadania alemã de pessoas com dupla cidadania que protestassem contra Israel. Merz criticou a decisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) de emitir um mandado de prisão contra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu por supostos crimes de guerra durante a guerra em Gaza.[44] Em fevereiro de 2025, um dia após as eleições federais alemãs de 2025, ele anunciou sua intenção de convidar Netanyahu à Alemanha, "como um desafio aberto" à decisão do TPI.[45]
Em novembro de 2023, o presidente alemão Frank-Walter Steinmeier pediu aos árabes residentes na Alemanha que se distanciassem do Hamas.[46]
Em 11 de janeiro de 2024, durante uma visita a Sderot, perto da Faixa de Gaza, o vice-chanceler alemão Robert Habeck classificou o processo África do Sul v. Israel (Convenção sobre o Genocídio) como uma das maiores absurdidades (eine der größten Absurditäten) que se poderia imaginar.[47]
Em 23 de outubro de 2023, a ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, bloqueou uma declaração de ministros da UE que pedia um "cessar-fogo humanitário imediato" para ajudar os civis na Faixa de Gaza.[48] Francesca Albanese, então Relatora Especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, criticou Baerbock após um discurso da ministra no Bundestag alemão em 7 de outubro de 2024,[49] no qual Baerbock se referiu aos ataques israelenses contra locais civis palestinos como "autodefesa" e afirmou que "é isso que a Alemanha defende", sob muitos aplausos.[50]
Em 2024, o co-líder do partido de extrema-direita AfD, Tino Chrupalla, criticou o que considerou "declarações exclusivas de solidariedade" e "partidarismo unilateral" em relação a Israel, e pediu a suspensão das exportações de armas alemãs e o combate à "islamofobia generalizada". Essa declaração gerou críticas de alguns outros membros do grupo parlamentar do AfD, sugerindo uma divisão interna persistente sobre o assunto.[51]
Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Alemão Forsa a pedido do jornal Die Welt em dezembro de 2023, 45% dos entrevistados na Alemanha concordaram e 43% discordaram da afirmação: "A ação militar de Israel na Faixa de Gaza é, em geral, apropriada". Imediatamente após o ataque do Hamas a Israel, 44% dos alemães disseram que a Alemanha tinha "uma obrigação especial para com Israel". Em dezembro de 2023, esse número caiu para 37%.[52]
Fora da Alemanha

Em Janeiro de 2024, o presidente da Namíbia, Hage Geingob, chamou as acções de Israel em Gaza de "genocidas e horríveis" e criticou duramente a decisão da Alemanha de apoiar Israel no caso África do Sul v. Israel, dizendo que a Alemanha tinha "incapacidade de tirar lições da sua horrível história".[53]
Em janeiro de 2024, a Ação Palestina vandalizou um escritório da empresa de logística Kuehne + Nagel em Milton Keynes, Inglaterra, quebrando janelas e borrifando tinta no prédio.[54] A Ação Palestina disse que tinha como alvo a empresa porque ela estava auxiliando na entrega de armas a Israel.[54]
Em 1º de março de 2024, a Nicarágua iniciou um processo contra a Alemanha no TIJ ao abrigo da Convenção do Genocídio, relativo ao apoio da Alemanha a Israel na guerra de Gaza.[55]
Em agosto de 2025, mais de 100 acadêmicos israelenses escreveram uma carta alertando que se a Alemanha não pressionar Israel, isso poderá resultar em mais crimes de guerra israelenses em Gaza.[56]
Referências
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- Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em inglês cujo título é «German support for Israel in the Gaza war», especificamente desta versão.