Aphaena submaculata

Aphaena submaculata
Aphaena submaculata consanguinea
Aphaena submaculata consanguinea
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hemiptera
Subordem: Auchenorrhyncha
Infraordem: Fulgoromorpha
Família: Fulgoridae
Tribo: Aphaenini
Gênero: Aphaena [en]
Espécie: A. submaculata
Nome binomial
Aphaena submaculata
(Duncan [en], 1843)
Distribuição geográfica

Subespécies[1]
  • Aphaena (Aphaena) submaculata subsp. burmanica
  • Aphaena (Aphaena) submaculata subsp. consanguinea
  • Aphaena (Aphaena) submaculata subsp. resima
Sinónimos[2]
  • Aphaena resima (Stål 1855)
  • Aphana resima Stål 1855
  • Aphana submaculata Hope 1840
  • Euphria resima (Stål 1855)
  • Euphria submaculata (Duncan 1843)

Aphaena submaculata é uma espécie de fulgoromorfo pertencente à subfamília Aphaeninae [en] da família Fulgoridae. Diversas subespécies estão distribuídas pela região da Indochina. A espécie foi observada pela primeira vez por Frederick William Hope [en] em 1840 e descrita formalmente por James Duncan [en] em 1843. Desde então, passou por várias reclassificações e atualmente possui três subespécies reconhecidas, que variam em cor e/ou tamanho. A espécie se alimenta de seiva de árvores por meio de peças bucais especializadas e segue um ciclo de vida hemimetabólico.

Taxonomia e descoberta

Aphaena submaculata é uma espécie de fulgoromorfo. O primeiro registro da espécie data de 1840, quando o entomologista Frederick William Hope descreveu a espécie como Aphana submaculata, um nomen nudum.[3] A descrição formal de Aphaena submaculata foi feita por James Duncan em 1843.[4] Em sua descrição de 1843, Duncan também se referiu à espécie como Aphana submaculata. Em 1851, Francis Walker propôs a grafia alternativa Aphaena submaculata. Em 1863, Carl Stål [en] reclassificou a espécie como Euphria submaculata.[5][6]

Na mesma época da descoberta de Duncan, Carl Stål descreveu Aphana resima como uma espécie distinta em 1855. Em 1858, Francis Walker reclassificou Aphana resima para a grafia alternativa Aphaena resima. Em 1895, Carl Eduard Adolph Gerstaecker [en] reclassificou a espécie novamente como Euphria resima. Em 1906, William Lucas Distant [en] determinou que Euphria resima era sinônimo de Euphria submaculata, reduzindo Euphria resima a um sinônimo. Distant identificou duas subespécies adicionais: Aphaena (Aphaena) submaculata subsp. burmanica e Aphaena (Aphaena) submaculata subsp. consanguinea. Essa reclassificação foi confirmada por Victor Lallemand em 1963. Em 1947, Robert L. Metcalf [en] reclassificou a espécie pela última vez como Aphaena (Aphaena) submaculata, o nome atualmente aceito.[5][6] A. submaculata, assim como outros membros da família Fulgoridae, é coloquialmente chamada em inglês de "lanternflies".[7]

Atualmente, há três subespécies reconhecidas de Aphaena (Aphaena) submaculata:[6]

  • Aphaena (Aphaena) submaculata subsp. burmanica (Distant, 1906)
  • Aphaena (Aphaena) submaculata subsp. consanguinea (Distant, 1906)
  • Aphaena (Aphaena) submaculata subsp. resima (Stål, 1855)

Descrição

Aphaena (Aphaena) submaculata

Na descrição de 1906 de William Distant, a cabeça, o tórax superior e as pernas de Aphaena (Aphaena) submaculata apresentam uma coloração marrom-amarelada (ocre). As margens laterais do protórax são pretas, e o abdômen é composto por margens segmentares ocre e pretas, com uma cor descrita como semelhante a piche. O abdômen é coberto por asas anteriores vermelho-tijolo com manchas claras, e os tarsos também são pretos. As tíbias têm uma coloração esverdeada, enquanto as tégminas são vermelho-opaco com manchas claras. A área costal das tégminas apresenta manchas claras regulares, enquanto a área apical é coberta por manchas mais escuras. A parte inferior das tégminas é vermelho-vivo, com manchas brancas claras. Na região costal das asas, há uma série de manchas azul-escuras, e as asas tornam-se pretas à medida que se aproximam do abdômen. As regiões anal e posterior possuem manchas dispersas. O mesonoto apresenta três cristas. Excluindo as tégminas, A. submaculata mede entre 20 mm e 22 mm de comprimento, e com as tégminas, o comprimento varia de 65 mm a 76 mm.[8]

Aphaena submaculata consanguinea

A subespécie Aphaena submaculata consanguinea diferencia-se de A. submaculata por não apresentar manchas nas tégminas, mas sim faixas transversais irregulares vermelho-escuras, que são notavelmente mais estreitas que as de Aphaena (Aphaena) submaculata. Essa subespécie também não possui manchas azul-escuras nas áreas costais, e a coloração preta aparece apenas na quarta parte basal, nas tíbias anteriores e nos tarsos. Excluindo as tégminas, o comprimento varia de 15,5 mm a 20,5 mm, e com as tégminas, de 52 mm a 70 mm, sendo ligeiramente menor que A. submaculata. Distant descreveu a subespécie como "difícil de distinguir, sendo frequentemente necessário julgar a separação das espécies com base em critérios individuais".[8]

Aphaena submaculata burmanica

O corpo e as pernas de Aphaena submaculata burmanica são de cor ocre, com as laterais da cabeça e das pernas apresentando uma coloração vermelha. A parte superior do rostro, as margens laterais do protórax, as tíbias anteriores, a parte superior das tíbias intermediárias e posteriores, e todos os tarsos são pretos. O abdômen é coberto por manchas claras, e as tégminas são vermelho-rosado, com a margem coberta por manchas. As manchas na margem costal são dispostas linearmente, enquanto a margem externa apresenta manchas irregulares. As asas são de um vermelho mais intenso que as tégminas, e as extremidades das asas têm uma coloração ocre. A extremidade do ânus é coberta por grandes manchas dispersas. O mesonoto possui um conjunto de três cristas, e o processo cefálico se estende da base do abdômen até a metade do protórax. Seu tamanho é comparável ao de A. submaculata, com um comprimento de 21 mm sem as tégminas e 72 mm com as tégminas.[8]

Comportamento e distribuição

A. submaculata utiliza peças bucais especializadas para perfurar plantas, alimentando-se de seiva de árvores. Foi observada se alimentando junto com Lycorma imperialis.[7][9] A espécie segue um ciclo de vida hemimetabólico e é nativa de Bangladesh, Myanmar e Vietnã. Além disso, é encontrada nas regiões de Siquim, Assão e Darjeeling na Índia.[9][6]

Referências

  1. «Aphaena submaculata». GBIF 
  2. «Aphaena (Aphaena) submaculata (Duncan 1843) - Encyclopedia of Life». www.eol.org (em inglês). Consultado em 3 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2022 
  3. Hope F. W. 1840 - Descriptions of some new insects, collected in Assam by William Griffith, Esq., Assistant-Surgeon in the Madras Medical Service, and attached to the late Scientific Mission to Assam. The Transactions of the Linnean Society of London. Second Series: Zoology 18: 435-447.
  4. Duncan J. 1843 - Homoptera. In: Jardine W. 1843 - The naturalist's library, 1. p. 276-286. [284]
  5. a b Roskov Y.; Kunze T.; Orrell T.; Abucay L.; Paglinawan L.; Culham A.; Bailly N.; Kirk P.; Bourgoin T.; Baillargeon G.; Decock W.; De Wever A. (2011). Didžiulis V., ed. «Species 2000 & ITIS Catalogue of Life: 2011 Annual Checklist.». Species 2000: Reading, UK. Consultado em 24 de setembro de 2012. Cópia arquivada em 9 de janeiro de 2019 
  6. a b c d «Planthoppers: FLOW Website». flow.hemiptera-databases.org. Consultado em 3 de outubro de 2022. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2022 
  7. a b SAJAN, K.C.; NEUPANE, BISHNU P. (setembro de 2021). «Four Additions to the Lanternfly (Insecta: Fulgoroidea: Fulgoroidea)». Fauna of Nepal. 23 (2&3). Consultado em 3 de outubro de 2022. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2022 
  8. a b c Distant, W. L. (1906). «Rhynchota.-Vol. III. Iheteroptera-Homoptera)» (PDF). The Fauna of British India. 3. Consultado em 29 de janeiro de 2022. Cópia arquivada (PDF) em 1 de agosto de 2020 
  9. a b «Aphaena (Aphaena) submaculata (Duncan 1843) - Encyclopedia of Life». www.eol.org. Consultado em 11 de março de 2024. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2022