Apeadeiro de Caria

Caria
Apeadeiro de Caria
estação de Caria em obras, em 2009
Identificação: 54148 CIA (Caria)[1]
Denominação: Apeadeiro de Caria
Administração: Infraestruturas de Portugal (até 2020: centro;[2] após 2020: sul)[3]
Classificação: A (apeadeiro)[1]
Tipologia: D [3]
Linha(s): L.ª da Beira Baixa (PK 155+318)
Altitude: 451 m (a.n.m)
Coordenadas: 40°18′21.66″N × 7°22′14.59″W

(=+40.30602;−7.37072)

(mais mapas: 🌍; IGeoE)
Município: BelmonteBelmonte
Serviços:
Estação anterior Comboios de Portugal Comboios de Portugal Estação seguinte
Covilhã
Lis-Apolónia
  IC   Belm-Manteig
Guarda
Covilhã
terminal
  R   Belm-Manteig
Guarda

Inauguração:
Website:
 Nota: Para outras interfaces ferroviárias com nomes semelhantes ou relacionados, veja Apeadeiro de Curia, Apeadeiro de Faria ou Apeadeiro de Alcaria.

O apeadeiro de Caria é uma interface ferroviária da Linha da Beira Baixa, que serve a localidade de Caria, no distrito de Castelo Branco, em Portugal.

Descrição

Localização e acessos

Esta interface ferroviária dista do centro da localidade nominal (Casa da Torre) menos de dois quilómetros, mormente via EN18-3.[4]

Infraestrutura

Como apeadeiro de uma linha em via única, esta interface tem uma só plataforma, que tem 100 m de comprimento e 685 mm de altura.[3]

O edifício de passageiros situa-se do lado sulsudeste da via (lado direito do sentido ascendente, para Guarda).[5][6]

Situa-se junto a esta interface, ao PK 179+846, a zona neutra de Caria que isola os troços da rede alimentados respetivamente pelas subestações de tração de Sobral e de Fatela.[3]

Serviços

Em dados de 2023, esta interface é servida por comboios de passageiros da C.P. de tipo intercidades, com três circulações diárias em cada sentido, entre Lisboa - Santa Apolónia e Guarda, e de tipo regional, com duas circulações diárias em cada sentido, entre Castelo Branco ou Entroncamento e Guarda.[7]

História

Este apeadeiro insere-se no lanço entre Covilhã e a Guarda, que foi concluído em 11 de Abril de 1893,[8] e inaugurado em 11 de maio do mesmo ano.[9]

Em 16 de Abril de 1904, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que em Lisboa tinha-se organizado uma reunião de representantes de vários pontos da região central do país, para pedir a construção de novas linhas ou modificar o traçado das já planeadas, tendo um dos caminhos de ferro propostos sido a Linha de Penamacor, da Sertã a Penamacor, que deveria ser prolongada por Caria ou Belmonte até Manteigas.[10] Em 1948, vários lanços da Linha da Beira Baixa estavam a ser alvo de renovação de carris, incluindo da Covilhã a Caria.[11]

Até pelo menos, 1988, esta interface mantinha a classificação de estação,[6] tendo sido despromovida à de apeadeiro antes de 2011.[1]

A circulação ferroviária foi suspensa em 9 de Março de 2009 no troço entre a Guarda e Covilhã, para se proceder a obras de reabilitação.[12]

A circulação ferroviária foi retomada no dia 2 de maio de 2021, após terem sido concluídas as obras de modernização do troço Covilhã-Guarda.[13]

Ver também

Referências

  1. a b c (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. Diretório da Rede 2021. IP: 2019.12.09
  3. a b c Diretório da Rede 2024. I.P.: 2022.12.09
  4. «Cálculo de distância pedonal (40,30597; −7,37052 → 40,29643; −7,36295)». OpenStreetMaps / GraphHopper. Consultado em 29 de julho de 2023 : 1700 m: desnível acumulado de +55−43 m
  5. (anónimo): Mapa 20 : Diagrama das Linhas Férreas Portuguesas com as estações (Edição de 1985), CP: Departamento de Transportes: Serviço de Estudos: Sala de Desenho / Fergráfica — Artes Gráficas L.da: Lisboa, 1985
  6. a b Diagrama das Linhas Férreas Portuguesas com as estações (Edição de 1988), C.P.: Direcção de Transportes: Serviço de Regulamentação e Segurança, 1988
  7. Horário Comboios : Lisboa / Covilhã ⇄ Guarda / Vilar Formoso («em vigor desde 11 de dezembro de 2022»)
  8. «Há Quarenta Anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 46 (1090). Lisboa. 16 de Maio de 1933. p. 318-319. Consultado em 7 de Janeiro de 2013 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  9. TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 70 (1682). Lisboa. p. 61-64. Consultado em 7 de Janeiro de 2013 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  10. «Há 50 anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 67 (1592). 16 de Abril de 1954. p. 78. Consultado em 17 de Fevereiro de 2025 
  11. «Linha da Beira Baixa». Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 60 (1452). Lisboa. 16 de Junho de 1948. p. 349. Consultado em 17 de Fevereiro de 2025 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  12. «Obras para melhoramento da linha interrompem circulação ferroviária entre Covilhã e Guarda». Público. 9 de Março de 2009. Consultado em 9 de Janeiro de 2013 
  13. «Linha da Beira Baixa. Covilhã aplaude investimento mas quer mais comboios». Notícias ao Minuto. 4 de maio de 2021. Consultado em 4 de janeiro de 2022 

Ligações externas