Antonio Fernando Costella

Antonio Costella
Nome completoAntonio Fernando Costella
Nascimento
29 de março de 1943 (82 anos)

NacionalidadeBrasil brasileira
Ocupaçãoprofessor, jornalista e artista

Antonio Fernando Costella (São Paulo, 29 de março de 1943) é um jornalista, professor, escritor, advogado, pintor e gravador brasileiro.

Biografia

ANTONIO F. COSTELLA, nasceu na cidade de São Paulo em 1943.

Formando[1] em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), advogou durante quinze anos e ocupou, por concurso, o cargo de Procurador da Prefeitura de São Paulo.

Paralelamente, e ao longo de três décadas, foi professor universitário. Lecionou na Escola de Comunicações e Artes e na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo; na Cásper Líbero; e em outras instituições de ensino, inclusive na Europa (Escola Superior de Jornalismo, na cidade do Porto, Portugal). Afastou-se, porém, dessas atividades para devotar-se exclusivamente a duas grandes paixões: os livros e as xilogravuras.

Tem 37 livros publicados, distribuídos em três áreas:

Obras técnicas: sobre História e Direito da Comunicação, bem como História e Técnicas das Artes Plásticas;

Literatura geral: área na qual sua obra de maior divulgação foi o livro de viagem "Patas na Europa", que tem como narrador o seu cão, e mescla fatos reais com história universal e alguma ficção.

Literatura infanto-juvenil: com destaque para o pequeno livro "Ter cão é coisa séria", que ultrapassou a marca dos 100.000 exemplares.

Como artista plástico, Costella dedicou-se especialmente à gravura impressa com matriz de madeira. Há xilogravuras suas em acervos de muitos museus e instituições no Brasil e no exterior. E também no Museu Casa da Xilogravura, em Campos do Jordão.

Obras publicadas

Literatura Especializada:

  • O Controle da Informação no Brasil ( Vozes, 1970)
  • Crimes Contra a Honra e os Meios de Comunicação (ECA/USP, 1972)
  • Direito da Comunicação (Revista dos Tribunais, 1976)
  • Comunicação do Grito ao Satélite (Mantiqueira, 1978; 6ª ed. 2015)
  • Introdução à Gravura e História da Xilografia (Mantiqueira, 1984)
  • Para Apreciar a Arte (Mantiqueira, 1985; Ed. SENAC, 4ª ed. 2010)
  • Xilogravura - Manual Prático (Mantiqueira, 1987, 2ª ed. 2018)
  • Da Caverna à Galáxia (em Comunicação em Debate, Moderna, 1997)
  • Legislação da Comunicação Social (Mantiqueira, 2002)
  • Breve História Ilustrada da Xilogravura (Mantiqueira, 2003; 3ª ed. 2016)
  • Xilogravura na Escola do Horto (Mantiqueira, 2005)
  • Introdução à Gravura e à Sua História (Mantiqueira, 2006, 2ª ed. 2018)
  • A Censura nos Impérios Lusitano e Brasileiro (em "Síndrome da Mordaça", Cátedra UNESCO/Metodista, 2007)
  • Gazeta Picante: O Mundo Boêmio da Paulicéia (em os "Bandeirantes da Idade Mídia", Intercom/Angelara, 2007)
  • Novas Perspectivas na História das Comunicações (em "Pensamento Comunicacional Uspiano", ECA/USP - Intercom, 2011)
  • O Museu e Eu (Mantiqueira, 2012)
  • Arte do Lenho, Xilogravuras de Antonio F. Costella (Mantiqueira, 2015)
  • Comunicação - Textos Esparsos (Mantiqueira, 2024)

Literatura Geral

  • O Chão e a nuvem (contos) (Mantiqueira, 1976; 2ª ed.1994)
  • Xilopoemas (Edição xilográfica do autor, 1982)
  • Currículo do Tempo (poesias) (Mantiqueira, 1991)
  • Patas na Europa (Mantiqueira, 1993; 2ª ed. 1994)
  • Patas 2 - A Viagem Continua (Mantiqueira, 1994)
  • Patas 3 - Ossos de Pizza (Mantiqueira, 1995)
  • Vida de Cachorro - Biografia não Autorizada (Mantiqueira, 1995)
  • Bucéfalo, o Grande (Mantiqueira, 1996)
  • Dick, o Herói (Mantiqueira, 1996)
  • Cacareco, o Vereador (Mantiqueira, 1996)
  • Patas 4 - A Odisseia Final (Mantiqueira, 2000)
  • Patas na Europa (de Portugal à Grécia) (Ediouro, 2008 - Mantiqueira, 2021)
  • Memórias Ítalo-brasileiras - Da Busca ao Passado (Mantiqueira, 2024)

Literatura Infanto-Juvenil

  • Um nariz muito especial (Moderna, 1996; 5ª ed. 2001)
  • Frederica vai à Lua (Mantiqueira, 1996; 2ª ed. 2000)
  • A Gata Micholas e a praça (Mantiqueira, 1996; 2ª ed. 2000)
  • O Ladrão das Palavras (Mantiqueira, 1996)
  • Como cuidar caninamente do seu Cão (Mantiqueira, 1998)
  • Ter Cão é Coisa Séria (Mantiqueira, 1998; 5ª ed. 2002)

Guias

  • Campos do Jordão em seu bolso

Museu Casa da Xilogravura

A Casa da Xilogravura[2] foi fundada em 1987, pelo próprio Costella, e é até hoje dirigida por ele, juntamente com Leda Campestrin Costella, sua mulher.

O Museu reúne milhares de obras de quase 2.000 artistas do Brasil e do Exterior e permite ao público ver, em trinta salas, a história da xilografia e informar-se também a respeito de outras técnicas de impressão gráfica.

No jardim, um pequeno marco de concreto indica o local onde estão enterrados os despojos de Chiquinho, o cão "narrador", cujos livros ajudaram a tornar lucrativa a Editora Mantiqueira.

Site do Museu Casa da Xilogravura: www.casadaxilogravura.com.br

Editora Mantiqueira

Com o intuito de manter o Museu Casa da Xilogravura, em Campos do Jordão, Costella fundou a [3]Editora Mantiqueira, cujos lucros são destinados inteiramente ao Museu. A sede da editora é o próprio museu.

Site da Editora Mantiqueira: https://editoramantiqueira.com.br/

Ligações externas

  1. Mattos, Sérgio (6 de novembro de 2012). «A contribuição de Antonio Costella ao campo da comunicação». Observatório da Imprensa. Consultado em 26 de junho de 2025 
  2. «Museu Casa da Xilogravura - Campos do Jordão». www.casadaxilogravura.com.br. Consultado em 26 de junho de 2025 
  3. «Editora Mantiqueira». editoramantiqueira.com.br. Consultado em 26 de junho de 2025. Cópia arquivada em 5 de junho de 2023