Antoine Perrenot de Granvelle
Antoine Perrenot de Granvelle
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|---|---|
| Cardeal da Santa Igreja Romana | |
| Arcebispo de Besançon | |
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| Atividade eclesiástica | |
| Diocese | Arquidiocese de Besançon |
| Nomeação | 14 de novembro de 1584 |
| Predecessor | Claude de La Baume |
| Sucessor | Ferdinand de Rye |
| Mandato | 1584 - 1586 |
| Ordenação e nomeação | |
| Ordenação presbiteral | 1540 |
| Nomeação episcopal | 29 de novembro de 1538 |
| Ordenação episcopal | 21 de maio de 1542 por Juan Pardo de Tavera |
| Nomeado arcebispo | 10 de março de 1561 |
| Cardinalato | |
| Criação | 26 de fevereiro de 1561 por Papa Pio IV |
| Ordem | Cardeal-presbítero (1562-1578) Cardeal-bispo (1578-1586) |
| Título | São Bartolomeu na Ilha Tiberina (1562-1568) Santa Priscila (1568-1570) Santa Anastácia (1570) São Pedro Acorrentado (1570-1578) Santa Maria além do Tibre (1578) Sabina-Poggio Mirteto (1578-1586) |
| Brasão | ![]() |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | Ornans 20 de agosto de 1517 |
| Morte | Madrid 21 de setembro de 1586 (69 anos) |
| Nacionalidade | francês |
| Funções exercidas | -Bispo de Arras (1538-1561) -Arcebispo de Malinas-Bruxelas (1561-1583) |
| dados em catholic-hierarchy.org Cardeais Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |
Antoine Perrenot de Granvelle (Ornans, 20 de agosto de 1517 - Madrid, 21 de setembro de 1586), conde de La Baume Saint Amour, foi um estadista, feito cardeal, que seguiu seu pai como ministro principal dos Habsburgos espanhóis, e foi um dos políticos europeus mais influentes durante a época que se seguiu imediatamente ao surgimento do protestantismo na Europa; "o estadista imperial dominante de todo o século". Ele também foi um notável colecionador de arte, o "maior colecionador particular de seu tempo, o amigo e patrono de Ticiano e Leoni e muitos outros artistas".[1]
Carreira pregressa e episcopal
Cardeal Perrenot de Granvelle nasceu em 20 de agosto de 1517, em Ornans, perto de Besançon, França. Filho de Nicolas Perrenot de Granvelle, chanceler do imperador Carlos V. Iniciou seus estudos em Dôle; estudou nas Universidades de Paris, Pádua e Lovaina (doutorados em filosofia e teologia). Falava sete idiomas.[2]
Seu pai o introduziu aos assuntos de Estado. Protonotário apostólico de numero participantium, 1529. Cônego do cabido da catedral de Besançon; posteriormente, arquidiácono e gran cantore. Abade de Arras. Arquidiácono de Cambrai.[2]
Eleito bispo de Arras, com dispensa por ainda não ter atingido a idade canônica, em 29 de novembro de 1538. Consagrado em 21 de maio de 1542, domingo após a Ascensão, em Valladolid, pelo Cardeal Juan de Tavera, arcebispo de Toledo. Seu lema episcopal era Durate (Durar).[2]
Raramente Monsenhor Perrenot de Granvelle residia em sua diocese, preferindo viver em Bruxelas, onde participava ativamente das atividades políticas de seu pai. Com seu pai, participou, em 1541, das discussões religiosas na Dieta de Worms e, em 1542, na Dieta de Regensburg. Em 9 de janeiro de 1543, discursou no Concílio de Trento em nome do Imperador Carlos V. Participou da Paz de Crépy, em 1544. Após a decisiva batalha da Guerra de Schmalkaldischen, em 24 de abril de 1547, liderou as negociações com o Príncipe Johann Friedrich von Sachsen e o Landgrave Philipp von Hessen.[2]
Após a morte de seu pai, em 1550, foi nomeado guardião do selo imperial, mas não recebeu o título de chanceler, tornando-se, em vez disso, subsecretário de Estado de Carlos V, Sacro Imperador. Após o ataque do Príncipe Maurício da Saxônia a Innsbruck, em 1552, o Imperador, acompanhado por Granvelle, teve que fugir para Villach, na Caríntia. Devido à difícil situação em que se encontrava, o imperador teve que assinar, em 2 de agosto de 1552, o Tratado de Villach, que havia sido redigido por Granvelle. Em 1553, conduziu as negociações para o casamento do Príncipe Filipe de Espanha com Maria Tudor, rainha da Inglaterra. Após a abdicação de Carlos V em 1556, tornou-se ministro do Rei Filipe II de Espanha. Em 1559, concluiu e assinou, no Castelo de Cambrésis, a paz entre a França e a Espanha. Ainda em 1559, tornou-se primeiro conselheiro da Statthalterin (primeira-ministra) dos Países Baixos, Margarida da Áustria. Foi nomeado membro do Conselho de Estado por Filipe II em 1560.[2]
Cardinalato
Criado cardeal-presbítero no consistório de 26 de fevereiro de 1561. Promovido à sé metropolitana de Malinas em 10 de março de 1561; foi o primeiro arcebispo dessa sé, que havia sido elevada a metropolitana em 12 de maio de 1559, como parte da reorganização eclesiástica dos Países Baixos pelo Papa Pio IV em 3 arquidioceses e 14 dioceses. Recebeu o barrete cardinalício e o título de São Bartolomeu all'Isola em 6 de julho de 1562. Devido à resistência à reorganização eclesiástica, bem como à oposição da nobreza, o rei Filipe II teve que chamá-lo de volta de Bruxelas em 1564; ele foi para Besançon e dedicou-se aos estudos humanísticos; nunca mais retornou aos Países Baixos. Enviado a Roma em 1565 pelo rei Filipe II, participou ativamente da organização da Liga Santa, que resultou na vitória na Batalha de Lepanto.[2]
Cardeal de Granvelle não participou do conclave de 1565-1566, que elegeu o Papa Pio V. Optou pelo título de Santa Prisca em 14 de maio de 1568 e depois pelo título de Santa Anastásia em 10 de fevereiro de 1570. Camerlengo do Sagrado Colégio dos Cardeais de 10 de fevereiro de 1570 a 18 de maio de 1571. Optou pelo título de São Pedro em Vincoli em 9 de junho de 1570. Tornou-se, em 1570, enviado espanhol a Roma e concluiu, em 25 de maio de 1571, uma aliança contra os turcos entre a Espanha, Veneza e a Santa Sé. Foi vice-rei em Nápoles de 1571 a 1575, quando retornou a Roma. Participou do conclave de 1572, que elegeu o Papa Gregório XIII. Em 1577, o rei Filipe II permitiu que ele retornasse aos Países Baixos, mas ele recusou. Optou pelo título de Santa Maria em Trastevere, em 9 de julho de 1578.[2]
Promovido a ordem de cardeais-bispos e a sé suburbicária de Sabina em 3 de outubro de 1578. Após a queda de Antonio Pérez, foi nomeado pelo rei Filipe II, em 1579, presidente do Conselho de Estado espanhol. Em 1581, quando o rei viajou para Portugal, o governo do reino foi transferido para o cardeal. Presidente do Conselho para os Assuntos da Itália. Pode também ter sido Camerlengo da Santa Igreja Romana. Granvelle abençoou as núpcias de Carlos Emanuel, duque de Saboia, e da infanta Catarina Micaela, filha mais nova do rei Filipe II de Espanha com sua terceira esposa, Isabel de Valois, celebradas em Saragoça. Renunciou ao governo da arquidiocese antes de 24 de janeiro de 1583. Eleito arcebispo de Besançon pelo seu cabido catedralício, em 25 de junho de 1584; confirmado pelo papa em 14 de novembro. Não participou do conclave de 1585, que elegeu o Papa Sisto V. Sua vasta correspondência constitui uma excelente fonte de informação sobre a história do século XVI.[2]
Cardeal de Granvelle faleceu em 21 de setembro de 1586, em Madrid. Sepultado na igreja agostiniana de San Felipe, Madrid. Mais tarde, transferido para Besançon e sepultado no túmulo de seus ancestrais, ao lado de seu pai, na igreja carmelita. Seus restos mortais foram dispersos durante a Revolução Francesa.[2]
Colecionador de arte
Granvelle tinha uma famosa coleção de arte, que apresentava parcialmente os artistas favoritos de seus patronos dos Habsburgos, como Ticiano e Leone Leoni, mas também incluía várias obras de Pieter Bruegel, bem como uma coleção significativa herdada de seu pai.[1]
Referências
- ↑ a b Trevor-Roper, Hugh; Princes and Artists, Patronage and Ideology at Four Habsburg Courts 1517–1633, Thames & Hudson, London, 1976, p. 112
- ↑ a b c d e f g h i Miranda, Salvador. «The Cardinals of the Holy Roman Church - Biographical Dictionary - Consistory of February 26, 1561». cardinals.fiu.edu. Consultado em 23 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 9 de outubro de 2025
Ligações externas
| Precedido por Eustache de Croÿ |
Bispo de Arras 1538 - 1561 |
Sucedido por François Richardot, O.E.S.A. |
| Precedido por - |
Arcebispo Metropolitano de Malinas 1561- 1583 |
Sucedido por Joannes Hauchin |
| Precedido por Fulvio Giulio della Corgna, O.S.Io.Hieros. |
Cardeal-presbítero de San Bartolomeo all'Isola 1562 - 1568 |
Sucedido por Diego Espinoza |
| Precedido por Bernardo Salviati |
Cardeal-presbítero de Santa Prisca 1568 - 1570 |
Sucedido por Stanislao Osio |
| Precedido por Philibert Babou de la Bourdaisière |
Cardeal-presbítero de Sant'Anastasia 1570 |
Sucedido por Stanislao Osio |
| Precedido por Philibert Babou de la Bourdaisière |
Camerlengo do Sagrado Colégio dos Cardeais 1570 - 1571 |
Sucedido por Stanislao Osio |
| Precedido por Giovanni Antonio Serbelloni |
Cardeal-presbítero de San Pietro in Vincoli 1570 - 1578 |
Sucedido por Stanislao Osio |
| Precedido por Pedro Afán de Ribera |
Vice-rei de Nápoles 1571 - 1575 |
Sucedido por Íñigo López de Hurtado de Mendoza |
| Precedido por Giovanni Antonio Serbelloni |
Cardeal-presbítero de Santa Maria in Trastevere 1578 |
Sucedido por Stanislao Osio |
| Precedido por Giovanni Antonio Serbelloni |
Cardeal-Bispo de Sabina 1578 - 1586 |
Sucedido por Innico d'Avalos d'Aragona, O.S. |
| Precedido por Claude de La Baume |
Arcebispo Metropolitano de Besançon 1584 – 1586 |
Sucedido por Ferdinando de Rye |

