Antônio Mendonça de Barros
Antônio Mendonça de Barros | |
|---|---|
![]() Antônio Mendonça de Barros | |
| 25° Prefeito de Campinas | |
| Período | 1952-1955 |
| Antecessor(a) | Arlindo Joaquim de Lemos Júnior |
| Sucessor(a) | Ruy Hellmeister Novaes |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 15 de maio de 1909 Pouso Alegre, MG, Estados Unidos do Brasil |
| Morte | 2 de setembro de 1989 (80 anos) Campinas, SP, República Federativa do Brasil |
| Nacionalidade | Brasileiro |
| Progenitores | Mãe: Ricardina Mendonça Pai: Archiminio de Barros |
| Cônjuge |
|
| Filhos(as) | Pelo menos três (03) |
Antônio Mendonça de Barros (Pouso Alegre, 15 de maio de 1909 — Campinas, 2 de setembro de 1989) foi um escritor, jornalista, advogado e político brasileiro, mais conhecido por ter sido vereador e prefeito de Campinas, município do interior do estado de São Paulo.[1][2][3]
Biografia
Filho de Archiminio de Barros e Ricardina Mendonça, nasceu no município mineiro de Pouso Alegre, no dia 15 de maio de 1909, em meio a Primeira República.[1]
Aos cinco anos de idade, mudou-se com seus pais para Campinas, município do interior do estado de São Paulo onde se radicou e viveu a maior parte de sua vida.[1]
Foi aluno do Colégio Culto à Ciência, tradicional escola da cidade. [1]
Em 1928, graduou-se em Ciências e Letras. Cerca de cinco anos depois, mudou-se para São Paulo para cursar Direito.[1]
Para custear seus estudos, trabalhou como professor, além de atuar como revisor, repórter e cronista no Diário do Povo, de Campinas, e jornais paulistanos Diário da Noite, Diário de São Paulo e Folha da Tarde. Como cronista, escrevia sob o pseudônimo de "Simplício da Saudade".[1]
Voltando a Campinas, abriu um escritório de advocacia, sendo pouco tempo depois nomeado juiz de paz.[1]
Entre 1935 e 1943, foi advogado do Sindicato dos ferroviários da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. Também atuou, entre 1937 e 1939, como advogado da "Caixa dos Ferroviários", um fundo de pensão dos trabalhadores ferroviários da mesma companhia. Nos dois casos, Mendonça exerceu a advocacia sem remuneração.[1]
Ainda, foi diretor da Maternidade de Campinas, além de presidente do Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas (CCLA).[1]
Vida pessoal
Casou-se a primeira vez em 15 de setembro de 1934, com Adilles Ladeira, que veio a falecer dois anos mais tarde.[4][5]
Em 15 de novembro de 1938, casou-se com Maria Antonina Cintra Pereira, com quem teve três filhos, embora o primeiro tenha falecido no mesmo dia de seu nascimento. A segunda esposa de Mendonça veio a falecer em 15 de março de 1971. [6][7][8]
Carreira política
Em 1936, elegeu-se vereador de Campinas, pelo Partido Constitucionalista, que viria a ser dissolvido no ano seguinte com pelo Estado Novo. Elegeu-se prefeito de Campinas nas eleições de 1951, exercendo mandato no período de 1952 a 1955. Encerrado seu mandato como prefeito, abandonou a política, alegando prejuízos à sua saúde e atividade profissional.[9]
Emancipação de Sumaré e Valinhos
Durante o seu mandato, movimentos políticos favoráveis à emancipação dos distritos de Sumaré e Valinhos pressionaram a Prefeitura para que se fizesse um plebiscito nos locais. Finalmente, efetivou-se a emancipação dos distritos, por meio da "Lei Municipal n.° 1.037, de 3 de dezembro de 1953".[10][11]
Obra na Avenida Anchieta, o "Curral do Mendonça"
O trecho final da Avenida Anchieta, no qual o Córrego do Tanquinho corre a céu aberto pouco antes de se juntar ao Córrego Serafim, possui um guarda-corpo que, por se assemelhar a uma cerca de curral, recebeu o apelido de "Curral do Mendonça".[12]
Referências
- ↑ a b c d e f g h i FANTINATTI, João Marcos. «Personagem: Antônio Mendonça de Barros». Pró-Memória de Campinas-SP. 7 de fevereiro de 2008. Consultado em 4 de março de 2025
- ↑ PÁDUA, Djalma Campos de (2 de fevereiro de 1956). «Ofício de condolências». Centro de Memória Unicamp (Ofício da Câmara Municipal de Campinas à família do maestro Djalma Campos de Pádua, comunicando o voto de pesar pelo falecimento do artista, a requerimento do vereador João Lanaro. Assinado por Antônio Mendonça de Barros, Jamil Gadia e Antônio Rodrigues dos Santos Jr.). Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ «Antonio Mendonça de Barros». FamilySearch. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ «Casamentos: Jundiaí. Registros de casamento junho de 1934–novembro de 1934». FamilySearch. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ «Óbitos: Campinas. Registros de óbito março de 1936–julho de 1936». FamilySearch. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ «Casamentos: Amparo. Registros de casamento setembro de 1938–julho de 1939». FamilySearch. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ «Óbitos: Campinas. Registros de óbito dezembro de 1939–abril de 1940». FamilySearch. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ «Óbitos: Campinas. Registros de óbito fevereiro de 1971–maio de 1971». FamilySearch. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ «Coluna "Coisas da Política"». Hemeroteca - Biblioteca Nacional. Jornal do Brasil. 16 de setembro de 1956
- ↑ «Conheça a Região - Sumaré». O Liberal. 2006. Consultado em 4 de março de 2025. Arquivado do original em 5 de junho de 2009
- ↑ CAMPINAS. «Lei n.° 1.037, de 31 de dezembro de 1953». Biblioteca Jurídica. Prefeitura Municipal de Campinas. Consultado em 4 de março de 2025
- ↑ COSTA, Maria Teresa (26 de setembro de 2019). «Obra prevê troca de asfalto por concreto». Correio Popular. Consultado em 4 de março de 2025
| Precedido por Arlindo Joaquim de Lemos Júnior |
Prefeito de Campinas 1952-1955 |
Sucedido por Ruy Hellmeister Novaes |
.tif.jpg)