Antônio Mendonça de Barros

Antônio Mendonça de Barros
Antônio Mendonça de Barros
25° Prefeito de Campinas
Período1952-1955
Antecessor(a)Arlindo Joaquim de Lemos Júnior
Sucessor(a)Ruy Hellmeister Novaes
Dados pessoais
Nascimento15 de maio de 1909
Pouso Alegre, MG, Estados Unidos do Brasil
Morte2 de setembro de 1989 (80 anos)
Campinas, SP, República Federativa do Brasil
NacionalidadeBrasileiro
ProgenitoresMãe: Ricardina Mendonça
Pai: Archiminio de Barros
Cônjuge
  • Adilles Ladeira (c. 1934; m. 1936)
  • Maria Antonina Cintra Pereira (c. 1938; m. 1971)
Filhos(as)Pelo menos três (03)
O "Curral do Mendonça" em foto de 2010.

Antônio Mendonça de Barros (Pouso Alegre, 15 de maio de 1909Campinas, 2 de setembro de 1989) foi um escritor, jornalista, advogado e político brasileiro, mais conhecido por ter sido vereador e prefeito de Campinas, município do interior do estado de São Paulo.[1][2][3]

Biografia

Filho de Archiminio de Barros e Ricardina Mendonça, nasceu no município mineiro de Pouso Alegre, no dia 15 de maio de 1909, em meio a Primeira República.[1]

Aos cinco anos de idade, mudou-se com seus pais para Campinas, município do interior do estado de São Paulo onde se radicou e viveu a maior parte de sua vida.[1]

Foi aluno do Colégio Culto à Ciência, tradicional escola da cidade. [1]

Em 1928, graduou-se em Ciências e Letras. Cerca de cinco anos depois, mudou-se para São Paulo para cursar Direito.[1]

Para custear seus estudos, trabalhou como professor, além de atuar como revisor, repórter e cronista no Diário do Povo, de Campinas, e jornais paulistanos Diário da Noite, Diário de São Paulo e Folha da Tarde. Como cronista, escrevia sob o pseudônimo de "Simplício da Saudade".[1]

Voltando a Campinas, abriu um escritório de advocacia, sendo pouco tempo depois nomeado juiz de paz.[1]

Entre 1935 e 1943, foi advogado do Sindicato dos ferroviários da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. Também atuou, entre 1937 e 1939, como advogado da "Caixa dos Ferroviários", um fundo de pensão dos trabalhadores ferroviários da mesma companhia. Nos dois casos, Mendonça exerceu a advocacia sem remuneração.[1]

Ainda, foi diretor da Maternidade de Campinas, além de presidente do Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas (CCLA).[1]

Vida pessoal

Casou-se a primeira vez em 15 de setembro de 1934, com Adilles Ladeira, que veio a falecer dois anos mais tarde.[4][5]

Em 15 de novembro de 1938, casou-se com Maria Antonina Cintra Pereira, com quem teve três filhos, embora o primeiro tenha falecido no mesmo dia de seu nascimento. A segunda esposa de Mendonça veio a falecer em 15 de março de 1971. [6][7][8]

Carreira política

Em 1936, elegeu-se vereador de Campinas, pelo Partido Constitucionalista, que viria a ser dissolvido no ano seguinte com pelo Estado Novo. Elegeu-se prefeito de Campinas nas eleições de 1951, exercendo mandato no período de 1952 a 1955. Encerrado seu mandato como prefeito, abandonou a política, alegando prejuízos à sua saúde e atividade profissional.[9]

Emancipação de Sumaré e Valinhos

Durante o seu mandato, movimentos políticos favoráveis à emancipação dos distritos de Sumaré e Valinhos pressionaram a Prefeitura para que se fizesse um plebiscito nos locais. Finalmente, efetivou-se a emancipação dos distritos, por meio da "Lei Municipal n.° 1.037, de 3 de dezembro de 1953".[10][11]

Obra na Avenida Anchieta, o "Curral do Mendonça"

O trecho final da Avenida Anchieta, no qual o Córrego do Tanquinho corre a céu aberto pouco antes de se juntar ao Córrego Serafim, possui um guarda-corpo que, por se assemelhar a uma cerca de curral, recebeu o apelido de "Curral do Mendonça".[12]

Referências

  1. a b c d e f g h i FANTINATTI, João Marcos. «Personagem: Antônio Mendonça de Barros». Pró-Memória de Campinas-SP. 7 de fevereiro de 2008. Consultado em 4 de março de 2025 
  2. PÁDUA, Djalma Campos de (2 de fevereiro de 1956). «Ofício de condolências». Centro de Memória Unicamp (Ofício da Câmara Municipal de Campinas à família do maestro Djalma Campos de Pádua, comunicando o voto de pesar pelo falecimento do artista, a requerimento do vereador João Lanaro. Assinado por Antônio Mendonça de Barros, Jamil Gadia e Antônio Rodrigues dos Santos Jr.). Consultado em 5 de fevereiro de 2026 
  3. «Antonio Mendonça de Barros». FamilySearch. Consultado em 5 de fevereiro de 2026 
  4. «Casamentos: Jundiaí. Registros de casamento junho de 1934–novembro de 1934». FamilySearch. Consultado em 5 de fevereiro de 2026 
  5. «Óbitos: Campinas. Registros de óbito março de 1936–julho de 1936». FamilySearch. Consultado em 5 de fevereiro de 2026 
  6. «Casamentos: Amparo. Registros de casamento setembro de 1938–julho de 1939». FamilySearch. Consultado em 5 de fevereiro de 2026 
  7. «Óbitos: Campinas. Registros de óbito dezembro de 1939–abril de 1940». FamilySearch. Consultado em 5 de fevereiro de 2026 
  8. «Óbitos: Campinas. Registros de óbito fevereiro de 1971–maio de 1971». FamilySearch. Consultado em 5 de fevereiro de 2026 
  9. «Coluna "Coisas da Política"». Hemeroteca - Biblioteca Nacional. Jornal do Brasil. 16 de setembro de 1956 
  10. «Conheça a Região - Sumaré». O Liberal. 2006. Consultado em 4 de março de 2025. Arquivado do original em 5 de junho de 2009 
  11. CAMPINAS. «Lei n.° 1.037, de 31 de dezembro de 1953». Biblioteca Jurídica. Prefeitura Municipal de Campinas. Consultado em 4 de março de 2025 
  12. COSTA, Maria Teresa (26 de setembro de 2019). «Obra prevê troca de asfalto por concreto». Correio Popular. Consultado em 4 de março de 2025 

Precedido por
Arlindo Joaquim de Lemos Júnior
Prefeito de Campinas
Campinas

1952-1955
Sucedido por
Ruy Hellmeister Novaes