Antônio Fernandes Lima
| Antônio Fernandes Lima | |
|---|---|
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| Nascimento | |
| Morte | |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Progenitores | Mãe: Isabel Francisca do Amor Divino Pai: Francisco Fernandes Lima |
| Serviço militar | |
| País | |
| Serviço | |
| Anos de serviço | 1819 - 1865 |
| Patente | coronel |
| Conflitos | Guerra dos Farrapos Guerra do Paraguai |
| Religião | catolicismo |
Antônio Fernandes Lima (1803-1875) foi um militar brasileiro que participou da Guerra do Paraguai. Ele comandou a 1° brigada durante a guerra, participou na defesa do Rio Grande do Sul durante a invasão paraguaia, foi o único comandante brasileiro na Batalha do Butuí.
Início da carreira militar
Antônio nasceu em 27 de julho de 1803, filho de Francisco Fernandes Lima e Isabel Francisca do Amor Divino. Foi batizado em 1804 no Oratório de Santa Maria da Boca do Monte. Alistou-se em 1819 no 23° Regimento de Infantaria de Linha, antes de ser transferido para o 4° Corpo de Cavalaria da Guarda Nacional. Foi promovido a Alferes em 1836, tenente em 1837, capitão em 1838, major em 1842, tenente-coronel em 1844, e coronel em 1858. Lima participou então da Guerra dos Farrapos, como parte do 4° Corpo, juntamente com o tenente-coronel Demétrio Ribeiro, em vários transportes durante a guerra.
Guerra do Paraguai
Durante a Guerra do Paraguai, Lima recebeu o comando do primeiro quartel em Itaqui, construído em pedra e coberto com telhas, tendo ele próprio contribuído para a construção do forte. O Exército Paraguaio invade o Rio Grande do Sul, tomando as cidades de Itaqui e São Borja, na Batalha de São Borja, Lima, apesar de ter sido avisado da invasão, não esperava que as forças paraguaias chegassem tão rapidamente quanto a imprensa noticiava e enviou apenas cerca de 2.000 homens para defender o quartel, o que resultou na captura e saque da vila pelos paraguaios. Lima foi criticado pela imprensa por sua relativa passividade em São Borja, sendo Souza Docca um dos seus principais críticos e exonerado do cargo.
Anos posteriores
Em 30 julho de 1866, Lima solicitou a renovação de sua licença para seu estabelecimento comercial em São Borja, juntamente com sua terceira esposa, Maria Eulalia. Ele passou seus últimos anos nos bairros religiosos de Nossa Senhora da Conceição e Divino Espírito Santo em Itaqui e doou 500 mil reis para a construção de uma nova igreja antes de sua morte em 1875.
Referências
- ↑ «História e genealogia do Coronel Antônio Fernandes Lima». Almanet. Consultado em 28 de setembro de 2022
- ↑ Fragoso, Augusto Tasso (1939). A Revolução Farroupilha (1835-1845): Narrativa Sintética Das Operações Militares. Rio de Janeiro: Almanaque Laemmert. p. 237
- ↑ Lima, Luiz Octávio (2016). A Guerra do Paraguai. São Paulo: Planeta do Brasil. p. 120
