António de Oliveira da Silva Gaio
| António de Oliveira da Silva Gaio | |
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| Nascimento | 14 de agosto de 1830 |
| Morte | 8 de agosto de 1870 (39 anos) |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | médico, professor e escritor |
| Movimento literário | Romantismo |
António de Oliveira da Silva Gaio (Couto de Cima, Viseu, 14 de agosto de 1830 – Buçaco, Luso, Mealhada, 8 de agosto de 1870) foi um médico e professor de Higiene da Universidade de Coimbra que se distinguiu como escritor, inserindo-se na corrente romântica, com influências de Alexandre Herculano e Camilo Castelo Branco.[1][2]
Biografia
Era filho de Manuel Joaquim de Almeida e Silva Gaio, também natural de Couto de Cima, e Ana Augusta de Oliveira e Almeida, natural de Viseu.[2][3][4]
Estudou no Seminário de Almeida. Esteve matriculado em Matemática e Filosofia (1848) na Universidade de Coimbra. Enquanto estudante, viveu na República dos Militares e era simpatizante da causa liberal, tal como os colegas e amigos do curso de Direito João de Lemos, Tomás Ribeiro e Manuel de Arriaga. Doutorou-se em Medicina pela Universidade de Coimbra em 1859. Foi docente substituto em várias cadeiras (1859-1867) e lente de Medicina Legal na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (1867-1870). Na Faculdade, ocupou também os cargos de Secretário (1860-1861), Fiscal (1861-1865) e diretor do Gabinete de Operações Cirúrgicas (1866).[1][2]
A 16 de julho de 1859, casou na igreja do mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, com Emília Augusta de Campos Paredes, natural de Coimbra (freguesia de Santiago), filha do Conselheiro Manuel da Cunha Paredes e de Ana Augusta de Campos Paredes. Foi padrinho de casamento José Ferreira de Macedo Pinto. Deste casamento nasceram o poeta Manuel da Silva Gaio e António Mário da Silva Gaio, que emprestou o nome ao romance Mário – Episódios das Lutas Civis Portuguesas.[5][1]
Dedicando-se à literatura e ao jornalismo, publicou o romance, Mário – Episódios das Lutas Civis Portuguesas (1868), versando as lutas entre liberais e absolutistas, bem como uma peça de teatro intitulada Frei Caetano Brandão (1869) e fundou O Comércio de Coimbra, de que foi redator principal (1863-1864).[1][2]
Foi nomeado Comendador da Ordem de Santiago e Cavaleiro da Ordem de Carlos III de Espanha.[2]
Morreu inesperadamente a 8 de agosto de 1870, no Buçaco, freguesia do Luso, concelho da Mealhada. Foi sepultado no cemitério de Coimbra.[3]
Referências
- ↑ a b c d «GAIO, A. Silva». dp.uc.pt. Consultado em 29 de junho de 2023
- ↑ a b c d e «GAIO, António de Oliveira da Silva (1830-1870)». uc.pt. Consultado em 19 de outubro de 2025
- ↑ a b «Livro de registo de óbitos da Paróquia do Luso - Mealhada (1831-1875)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Aveiro. p. 98v, assento 11 (de 1870)
- ↑ «Livro de registo de batismos da Paróquia da Sé Nova - Coimbra (1851-1868)». pesquisa.auc.uc.pt. Arquivo da Universidade de Coimbra. p. 96, assento 24
- ↑ «Livro de registo de casamentos da Paróquia de Santa Cruz - Coimbra (1855-1859)». pesquisa.auc.uc.pt. Arquivo da Universidade de Coimbra. p. 24v
