Andrew Linzey

Andrew Linzey
Nascimento2 de fevereiro de 1952
Oxford, Inglaterra)
NacionalidadeInglês
CidadaniaReino Unido
Filho(a)(s)Clair Linzey
Alma mater
Ocupaçãoescritor, teólogo, Padre anglicano
Empregador(a)Universidade de Essex, Universidade de Nottingham
InstituiçõesUniversidade de Oxford
Religiãoanglicanismo

Andrew Linzey (Oxford, 2 de fevereiro de 1952 —) é um teólogo, sacerdote anglicano e escritor inglês. Ele é uma importante figura na reflexão teológica sobre o valor e o cuidado com os animais,[1] assim como dentro do movimento de cristãos vegetarianos. Ele trabalha como docente e investigador na Faculdade de Teologia da Universidade de Oxford.[2]

Ele faz parte do grupo de pensadores anglo-americanos que, na década de 1970, fundou o contemporâneo movimento ético e político pela libertação dos animais.[3]

O professor Linzey fundou e dirige o Oxford Centre for Animal Ethics,[4][5] instituição acadêmica independente aberta em novembro de 2006 para promover a investigação sobre ética animal.[2]

Carreira e obra

De 1987 a 1992, foi Diretor de Estudos do Centro de Estudos de Teologia da Universidade de Essex e, de 1992 a 1996, foi Professor Especial de Teologia na Universidade de Nottingham. Em 1998, foi Professor Visitante na Escola Koret de Medicina Veterinária da Universidade Hebraica de Jerusalém. De 1996 a 2007, foi também Professor Honorário da Universidade de Birmingham. Ocupou o primeiro cargo acadêmico do mundo em Teologia e Bem-Estar Animal — no Mansfield College, em Oxford, e no Blackfriars Hall, em Oxford.[4][6]

Atualmente, é professor visitante na Universidade de Winchester e professor especial na Universidade Saint Xavier, em Chicago. Além disso, é o primeiro professor de Ética Animal na Graduate Theological Foundation, nos EUA.[4][6]

É autor de diversos livros sobre os direitos animais e sua relação com a teologia cristã: Animal Rights: A Christian Perspective (1976), Christianity and the Rights of Animals (1987), Animal Theology (1994), e Why Animal Suffering Matters: Philosophy, Theology, and Practical Ethics (2009). É ainda editor da revista acadêmica Journal of Animal Ethic, publicada conjuntamente pelo Oxford Centre for Animal Ethics e pela Universidade de Illinois.[7]

Linzey publicou mais de 180 artigos e 20 livros sobre teologia e ética.[5] Ele ensina tanto na Europa como nos Estados Unidos da América. Sua obra principal Animal Theology está traduzida ao italiano, espanhol (Los animales en la Teología, Herder, 1995), japonês e francês.[4]

Em 2001, recebeu o título de Doutor em Divindade (DD) de George Carey, Arcebispo de Canterbury, em reconhecimento ao seu "trabalho pioneiro, singular e massivo, em nível acadêmico na área da teologia da criação, com especial referência aos direitos e ao bem-estar das criaturas sencientes de Deus". Esta é a mais alta condecoração que o Arcebispo pode conceder a um teólogo e a primeira vez foi concedida por trabalhos teológicos sobre animais. Em 2006, ele foi incluído na "Good List" do The Independent, como uma das 50 pessoas que mudaram a Grã-Bretanha "para melhor". Em 2010, recebeu o Prêmio Lord Erskine da RSPCA por promover o bem-estar animal na comunidade cristã.[4][6]

Referências

  1. [1], Procópio, Marco Túlio B.S. (2019). O grito da cruz em clamores inaudíveis: o cuidado dos animais não humanos como imperativo ético cristão, acessado em 12 de junho de 2020.
  2. a b ROCHA, Lucas Kirschke da. (2015). Ética animal e pós-humanismo: uma leitura a partir de Humana festa. In: Rita Terezinha Schmidt; Pedro Mandagará. (Org.). Sustentabilidade: o que pode a literatura?. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, p. 38.
  3. [2], CASTRO, Milene Silva de. (2011). A evolução dos direitos dos animais em Florianópolis, Revista Santa Catarina em História, v. 5, n. 2, p. 105, acessado em 12 de junho de 2020.
  4. a b c d e «Director». Oxford Centre for Animal Ethics 
  5. a b «Professor Andrew Linzey». CIWF 
  6. a b c «Andrew Linzey, D.D.». Graduate Theological Foundation (em inglês). Consultado em 16 de julho de 2025 
  7. «Calling animals 'pets' is insulting, academics claim». Telegraph.co.uk (em inglês). Consultado em 12 de junho de 2020 

Ligações externas