André Brun
| André Brun | |
|---|---|
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| Nome completo | André Francisco Brun |
| Nascimento | |
| Morte | 22 de dezembro de 1926 (45 anos) Camões, Lisboa, Portugal |
| Nacionalidade | |
| Cônjuge | Maria Irene Soares Vieira da Silva (1915-1925) Alice Ogando (1926) |
| Ocupação | Escritor e humorista |
| Magnum opus | A Maluquinha de Arroios |
André Francisco Brun (Coração de Jesus, Lisboa, 9 de Maio de 1881 – Camões, Lisboa, 22 de Dezembro de 1926) foi um humorista e escritor português de ascendência francesa.
Biografia
Era filho do luveiro André Régis Brun, natural de Sassenage, e de Anna Dayska Nougaraide, doméstica, natural de Annonay, ambos cidadãos franceses, pelo que André Francisco foi batizado na Igreja de São Luís dos Franceses, em Lisboa.[1]
André Brun seguiu a carreira militar, alcançando a patente de major por distinção após a Primeira Guerra Mundial. Foi ainda agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra.
A 9 de junho de 1915, casou primeira vez civilmente, em Lisboa, com Maria Irene Soares Vieira da Silva (Sé, Guarda, c. 1888), doméstica, filha do empregado ferroviário José Maria da Silva Júnior, natural de Abrantes (freguesia de São Vicente), e de Maria Elisa Vieira da Silva, natural de Santarém. Foi padrinho de casamento o jornalista Eduardo Schwalbach Lucci. Da relação já tinha nascido Ana Virgínia Silva Brum (Mercês, Lisboa, 10 de maio de 1915 – 28 de agosto de 1933), registada no dia do casamento dos pais. Por sentença transitada em julgado a 2 de outubro de 1925, os dois divorciaram-se litigiosamente.[2][3]
Foi um dos sócios fundadores da Sociedade Portuguesa de Autores, em 22 de Maio de 1925.
A 12 de junho de 1926, casou segunda vez civilmente, em Lisboa, com a escritora Alice Ogando, já divorciada de César Augusto de Sousa Amado desde março de 1926.[1]
A sua obra literária reparte-se entre o teatro e a crónica, centralizando-se nos aspectos comezinhos da pequena burguesia da vida lisboeta, demonstrando reconhecido sentido de humor. Foi autor de um grande número de peças teatrais, especialmente comédias e números de teatro de revista. Uma das suas obras mais conhecidas, A Vizinha do Lado, foi adaptada ao cinema por António Lopes Ribeiro que também realizou esta película de 1945. O mesmo aconteceu com a obra A Maluquinha de Arroios, adaptada ao cinema por Alice Ogando para o filme homónimo realizado por Henrique Campos em 1970. Outras adaptações desta obra para a televisão foram efectuadas em 1977 e 1997.
Tem colaboração em diversas publicações periódicas, nomeadamente nas revistas O Palco [4] (1912), Atlântida (1915-1920), Contemporânea(1915-1920), O Domingo Ilustrado[5] (1925-1927), Miau!,[6] Portugal na guerra[7] (1917-1918) e A Sátira[8](1911).
Morreu vítima de tuberculose pulmonar a 22 de dezembro de 1926, em sua casa, na Rua Bernardim Ribeiro, n.º 73, R/C, freguesia de Camões (posteriormente Coração de Jesus), em Lisboa. Foi sepultado no Cemitério do Alto de São João.[9]
Algumas Obras publicadas
Contos e Crónicas
- Sem Pés nem Cabeça
- Os Meus Domingos
- 1913 - Sumário de Várias Crónicas
- 1918 - A Malta das Trincheiras - Migalhas da Grande Guerra
- 1927 - A Sogra do Barba Azul
Livros

- Praxedes - Mulher e Filhos
- A Baixa às 4 da Tarde
Teatro
- 1913 - A Vizinha do Lado
- 1916 - A Maluquinha de Arroios
Referências
- ↑ a b «Livro de registo de casamentos da 3.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1926-03-21 - 1926-07-25)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 67 e 67v, assento 67
- ↑ «Livro de registo de casamentos da 3.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1915-04-11 - 1915-08-01)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 92 e 92v, assento 92
- ↑ «Livro de registo de nascimentos da 3.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1914-12-21 - 1915-06-06)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 159v, assento 318
- ↑ Helena Roldão (28 de agosto de 2013). «Ficha histórica: O palco: revista teatral (1912)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 9 de Janeiro de 2013
- ↑ Rita Correia (10 de Novembro de 2007). «Ficha histórica: O Domingo Ilustrado (1925-1927)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 3 de Outubro de 2014
- ↑ Rita Correia (24 de Novembro de 2010). «Ficha histórica: Miau! (1916)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 1 de Outubro de 2014
- ↑ Álvaro de Matos (4 de Agosto de 2014). «Portugal na guerra : revista quinzenal illustrada» (PDF). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 26 de março de 2015
- ↑ Rita Correia (7 de fevereiro de 2011). «Ficha histórica:A Sátira. Revista humorística de caricaturas (1911)» (PDF). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 16 de Janeiro de 2015
- ↑ «Livro de registo de óbitos da 3.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1926-12-16 - 1927-04-11)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 10, assento 19
