Ana Figueiredo
| Ana Figueiredo | |
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| Nascimento | 1974 |
| Cidadania | Portugal |
Ana Figueiredo (Lisboa, 1974) é uma executiva portuguesa e CEO da Altice Portugal, o maior fornecedor de serviços de telecomunicações em Portugal, anteriormente conhecido como Portugal Telecom.
Vida pessoal e educação
Figueiredo nasceu em Lisboa em 1974 e viveu durante algum tempo no Estoril antes de se mudar com a família para o subúrbio lisboeta de Benfica, para que a mãe pudesse estar mais perto dos pais, que tinham problemas de saúde. O avô materno era surdo e ela conta que aprendeu a ler e a escrever cedo para comunicar com ele. Frequentou a escola do Beiral, em Benfica, e depois o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), da Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Gestão de Empresas, tendo posteriormente obtido um MBA pela Universidade Católica Portuguesa e pela NOVA School of Business and Economics.[1][2][3]
Carreira
Figueiredo iniciou a sua carreira como auditora na Galp Energia, uma multinacional portuguesa do setor energético, tendo posteriormente integrado a Ernst & Young, uma importante firma internacional de contabilidade. Em 2003, juntou-se à Portugal Telecom, que desde 2015 é uma subsidiária integral da multinacional francesa Altice, detentora da marca MEO em Portugal. Entre 2016 e 2018, desempenhou funções de Diretora Executiva de Auditoria do Grupo Altice na Suíça, supervisionando as operações em França, Estados Unidos, Israel, Portugal e República Dominicana. Em 2018, tornou-se CEO da Altice Dominicana S.A., a primeira mulher a liderar uma empresa de telecomunicações no país. Aí, foi responsável pela reestruturação estratégica e operacional da empresa. Foi nomeada CEO da Altice Portugal em abril de 2022. Nesse ano, a empresa registou um volume de negócios de cerca de 3 mil milhões de euros.[1][2]
Prémios
Em 2023, Figueiredo foi classificada pela revista Forbes como a 7ª mulher de negócios mais poderosa em Portugal e a mais poderosa no setor das telecomunicações.[3]
Controvérsia
Um ano depois de Figueiredo ter assumido o cargo de CEO, os escritórios da Altice Portugal foram alvo de uma operação policial na sequência da abertura de um inquérito preliminar por parte das autoridades francesas sobre eventuais casos de corrupção e branqueamento de capitais no grupo Altice a nível mundial. A operação policial, conhecida como Operação Picoas, teve lugar na sequência da detenção, em 2022, do cofundador da Altice, Armando Pereira, e do seu sócio, Hernâni Antunes. Figueiredo, contudo, não foi responsabilizada, tendo como missão restaurar a reputação da empresa.[4][5][6]
Referências
- ↑ a b «Ana Figueiredo CEO». Conselho da Diáspora Portuguesa. Consultado em 15 de outubro de 2024
- ↑ a b «Ana Figueiredo: "Quando fazia apresentações levava uma fotografia que dizia 'Quando for grande não quero ser princesa, quero ser CEO'"». SIC Notícias. Consultado em 15 de outubro de 2024
- ↑ a b «Ana Figueiredo, a mais poderosa da tecnologia e telecomunicações». Forbes Portugal. 23 de setembro de 2024. Consultado em 15 de outubro de 2024
- ↑ Brito, Ana (8 de março de 2024). «França investiga suspeita de corrupção no grupo Altice». Público. Consultado em 15 de outubro de 2024
- ↑ «Exclusivo Now: As medidas de coação de Armando Pereira e Hernâni Vaz Antunes caíram». Correio da Manhã. 25 de julho de 2024. Consultado em 15 de outubro de 2024
- ↑ «CEO da Altice Portugal vai trabalhar o que "for possível" para recuperar reputação da empresa». Notícias de Coimbra. 26 de julho de 2023. Consultado em 15 de outubro de 2024
