Americamysis bahia
Americamysis bahia
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| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||
| Americamysis bahia (Molenock, 1969)[1] | |||||||||||||||
| Sinónimos[1] | |||||||||||||||
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Americamysis bahia é um crustáceo semelhante a um camarão da ordem Mysida. É nativo de águas estuarinas no Texas e na Flórida, nos Estados Unidos. É frequentemente referido na literatura como Mysidopsis bahia, sendo amplamente cultivado e utilizado em laboratório para testes de toxicologia.
Descrição
Americamysis bahia atinge um comprimento de cerca de 9,4 mm, sendo as fêmeas maiores que os machos. Estes camarões são transparentes, apresentando frequentemente uma tonalidade amarelada, acastanhada ou escura.[2]
Distribuição e habitat
Americamysis bahia é nativa da costa leste dos Estados Unidos, com a sua distribuição estendendo-se de Rhode Island até a Flórida e o golfo do México. É uma espécie estuarina e pode tolerar uma ampla gama de níveis de salinidade, variando de 54 a 2 psu (unidades práticas de salinidade), sendo mais comum em torno de 30 psu. Raramente é encontrada em profundidades superiores a 2 m e o seu habitat típico situa-se sobre fundos marinhos arenosos ou lodosos, frequentemente em pradarias de ervas marinhas.[3]
Comportamento
Americamysis bahia é encontrada no fundo do mar ou logo acima dele, tendendo a concentrar-se em ligeiras depressões e voltada para a corrente. À noite, realiza migrações verticais para se alimentar na superfície. A. bahia são onívoros e, embora sua dieta na natureza não tenha sido estudada, o exame do conteúdo estomacal da espécie intimamente relacionada Americamysis almyra [en] mostrou 31% de detritos de plantas vasculares e 11% de copépodes e diatomáceas. Em laboratório, é geralmente alimentada com as larvas de Artemia salina. Americamysis bahia desempenham um papel importante na cadeia alimentar e são consumidos em grandes quantidades por peixes como Menidia beryllina, Citharichthys e linguados.[4]
Ciclo de vida
As fêmeas de Americamysis bahia atingem a maturidade entre o décimo segundo e o vigésimo dia, dependendo da dieta e da temperatura. Os ovos são fertilizados e os embriões desenvolvem-se na bolsa de incubação (marsúpio) da fêmea, localizada sob o tórax. Ninhadas de cinco a sete filhotes por incubação são comuns e são liberadas na coluna de água em quatro a seis dias. Os juvenis são planctônicos por vinte e quatro horas antes de se assentarem no fundo. As fêmeas podem produzir múltiplas ninhadas ao longo de alguns meses.[5]
Uso em pesquisa
Americamysis bahia é relativamente sensível a poluentes tóxicos. Devido a isso, e ao fato de ser pequeno, ter um ciclo de vida curto e ser fácil de cultivar, é extensivamente utilizado em testes de toxicidade.[6][7]
Referências
- ↑ a b Mees, Jan (2013). «Americamysis bahia (Molenock, 1969)». World Register of Marine Species. Consultado em 7 de Fevereiro de 2014
- ↑ «Species: Americamysis bahia». Culture Journal. Marine Breeding Initiative. Consultado em 7 de fevereiro de 2014
- ↑ Johnson, William S.; Allen, Dennis M. (2012). Zooplankton of the Atlantic and Gulf Coasts: A Guide to Their Identification and Ecology. [S.l.]: JHU Press. p. 192. ISBN 9781421406183
- ↑ Mayer, F. L.; Hamelink, J. L., eds. (2007). Aquatic Toxicology and Hazard Evaluation. [S.l.]: ASTM International. pp. 110–111. ISBN 9780803102781
- ↑ Culturing Mysidopsis bahia. Col: Supplemental Report. [S.l.]: Environmental Protection Agency. 1990. EPA 505/8-90-006b
- ↑ Wortham-Neal, Jennifer L.; Price, W. Wayne (2002). «Marsupial Developmental Stages in Americamysis bahia (Mysida: Mysidae)». Journal of Crustacean Biology. 22 (1): 98–112. JSTOR 1549611. doi:10.1163/20021975-99990213
- ↑ Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (Outubro de 2002). Short-Term Methods for Estimating the Chronic Toxicity of Effluents and Receiving Waters to Marine and Estuarine Organisms (EPA 821-R-02-014) (PDF) (Report). U.S. Environmental Protection Agency. pp. 214–292. Recuperado em 15 de novembro de 2017.
14.1.1 Este método, adaptado em parte da USEPA (1987d), estima a toxicidade crônica dos efluentes e das águas receptoras para o misídeo Mysidopsis bahia, durante uma exposição estática de renovação de sete dias. Os efeitos incluem os efeitos sinérgicos, antagônicos e aditivos de todos os componentes químicos, físicos e aditivos que afetam adversamente as funções fisiológicas e bioquímicas dos organismos testados.