Amaro Freitas
| Amaro Freitas | |
|---|---|
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| Informações gerais | |
| Nascimento | 03 de setembro de 1991 (34 anos) |
| Origem | Recife (Pernambuco) |
| País | |
| Gênero(s) | jazz, MPB |
| Instrumento(s) | piano |
| Período em atividade | músico, arranjador, compositor |
| Afiliação(ões) | Amaro Freitas Trio |
| Página oficial | http://www.amarofreitas.com/ |
Amaro Freitas é um pianista, tecladista, arranjador e compositor de jazz brasileiro. [1]
Nascido na periferia do Recife, Amaro aprendeu música na igreja evangélica que frequentava na adolescência. Iniciou seus estudos em música erudita ao ganhar uma bolsa no Conservatório Pernambucano de Música, tendo sido aluno de Rafael Vernet.
No início de sua carreira, Amaro se apresentava com o baixista Jean Elton e o baterista Hugo Medeiros, que formavam com ele o Amaro Freitas Trio. Depois de gravar em 2024 com o flautista e saxofonista britânico Shabaka Hutchings, o contrabaixista cubano radicado no Brasil Aniel Someillan, a harpista Brandee Younger, o guitarrista Jeff Parker e o baterista Hamid Drake, o trio que o acompanhava passou a ser composto em 2025 por Sidiel Vieira no contrabaixo acústico e por Rodrigo "Digão" Braz na bateria [2].
Sua obra incorpora à linguagem do jazz sonoridades e referências a diversas manifestações da cultura popular brasileira, além de elementos rítmicos da música africana.[3] O músico utiliza, entre outras, a técnica do piano preparado.
Ele foi apontado revelação do jazz internacional por “uma abordagem do teclado tão única que é surpreendente” (revista Down Beat), e já se apresentou alguns dos principais festivais de jazz do mundo como Cork Jazz (Irlanda do Norte), Montreux Jazz Festival (Suíça), Pisa Jazz (Itália) e no lendário Newport Jazz Festival (Estados Unidos).[4]
Obra
Em 2016, Amaro Freitas lançou seu álbum de estreia, “Sangue Negro”, onde mescla o jazz com toque percussivo do piano e influências de ritmos nordestinos. [5]
Em 2018 foi um dos convidados pelo cantor e compositor Lenine, para compor o CD “Lenine em trânsito”, tocando piano na música “Lua candeia”. No mesmo ano, lançou, pelo selo inglês "Far Out Recordings", o album “Rasif”, que incorpora ritmos como o frevo, afrojazz, maracatu, coco e baião. O trabalho atingiu grande repercussão internacional e saiu nas listas de melhores do ano em diversos países, com matérias publicadas pela imprensa especializada de jazz na Alemanha, Estados Unidos, Israel e Japão, ganhando destaque na “Downbeat Magazine”, que o classificou como a nova promessa do jazz brasileiro. Ainda em 2018, integrou o “Brasil Music Exchange”, projeto de exportação de música brasileira, realizado por meio de uma parceria entre a Brasil, Música & Artes (BM&A) e a Apex-Brasil. [6]
Em 2020, foi convidado por Milton Nascimento e Criolo para gravar as músicas “Cais” e “Não existe amor em SP”. Posteriormente voltou a gravar com Milton e a Orquestra Filarmônica de São Petersburgo uma versão de “Drão”, em homenagem a Gilberto Gil. [7]
Em 2021, Amaro lançou o álbum "Sankofa", pelo selo inglês "Far Out", onde celebra suas raízes africanas e promove a junção do jazz com ritmos brasileiros e africanos. O conceito de Sankofa (sanko = voltar; fa = buscar, trazer) origina-se de um provérbio tradicional entre os povos da África Ocidental, em Gana, Togo e Costa do Marfim, e representa um símbolo de resistência afro, trazida pelos escravos para as Américas. [8] [9]
2024 marca o lançamento do quarto álbum de Amaro. Intitulado "Y'Y" (que se pronuncia iê iê e significa água ou rio no dialeto indígena sateré mawé, tribo na qual ele fez uma imersão em 2020 e que foi uma das inspirações para o trabalho). "Amaro se mantém na universalidade da rota afro-brasileira do álbum anterior, Sankofa (2021), mas direciona o olhar para a Amazônia, para as florestas e para os povos que habitam região do Brasil resistente à destruição imposta pela ganância do Homem", nas palavras de Mauro Ferreira.[10] Foi incluído na lista de 50 melhores discos de 2024 da APCA.[11]
Discografia
- 2016 - Sangue Negro
- 2018 - Rasif
- 2021 - Sankofa
- 2024 - Y'Y
Prêmios
O músico foi eleito o "Instrumentista do Ano" em 2024, no Prêmio Multishow[12].
O Disco Y'Y foi eleito em 2024 "Disco do Ano", Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes.[13] e em 2025 foi eleito "Melhor Disco Instrumental do Ano" pelo Prêmio da Música Brasileira[14].
Referências
- ↑ «Site oficial de Amaro Freitas». Consultado em 3 de julho de 2023
- ↑ Braziliense, Correio (30 de agosto de 2025). «Show único de Amaro Freitas é destaque no Cena Contemporânea». Diversão e Arte. Consultado em 2 de setembro de 2025
- ↑ «Dicionário Cravo Albin da MPB - Amaro Freitas». Consultado em 3 de julho de 2023
- ↑ «SHOW AMARO FREITAS E TRIO – Cena 2025». Consultado em 2 de setembro de 2025
- ↑ «'Sangue negro', álbum que bombeou o jazz de Amaro Freitas no mundo». G1 - Pop & Arte. 28 de junho de 2020. Consultado em 3 de julho de 2023
- ↑ «Confira o aclamado pianista Amaro Freitas no Jazz Livre!». Radio EBC - Jazz Livre!,. 4 de abril de 2022. Consultado em 3 de julho de 2023
- ↑ «A ascensão do pernambucano Amaro Freitas como novo bamba do jazz». Revista Veja,. 20 de dezembro de 2021. Consultado em 3 de julho de 2023
- ↑ «Da igreja evangélica para o mundo: conheça Amaro Freitas». Jornal Estado de Minas. 3 de julho de 2023. Consultado em 3 de julho de 2023
- ↑ «Amaro Freitas lança o álbum "Sankofa" reverenciando sua ancestralidade». Correio Braziliense. 7 de julho de 2021. Consultado em 3 de julho de 2023
- ↑ «Amaro Freitas se agiganta na imersão espiritual e amazônica do álbum 'Y'Y'». G1. 1 de março de 2024. Consultado em 10 de julho de 2024
- ↑ Barros, Adriana de (17 de janeiro de 2025). «APCA aponta os 50 melhores discos nacionais de 2024». TV Cultura. Fundação Padre Anchieta. Consultado em 7 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 19 de fevereiro de 2025
- ↑ «Prêmio Multishow 2024: pernambucano Amaro Freitas vence categoria de "Instrumentista do Ano"». www.folhape.com.br. Consultado em 2 de setembro de 2025
- ↑ «Amaro Freitas leva Prêmio APCA de "Disco do Ano", pelo álbum "Y'Y"; veja lista completa da premiação». www.folhape.com.br. Consultado em 2 de setembro de 2025
- ↑ «Confira a lista dos vencedores do Prêmio da Música Brasileira». www.otempo.com.br. Consultado em 2 de setembro de 2025
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