Amarílio Benjamin

Amarílio Benjamin
Presidente do TFR
Período1969-1971
Antecessor(a)Oscar Saraiva
Sucessor(a)Armando Leite Rollemberg
Deputado estadual pela Bahia
Período1947-1955
Secretário da Secretaria Estadual do Interior e Justiça da Bahia
Período1955
Dados pessoais
Nascimento8 de abril de 1910
Castro Alves, BA
Morte20 de setembro de 1979 (69 anos)
Salvador, BA
Alma materUniversidade Federal da Bahia
CônjugeArlinda Carvalho Benjamin da Silva
PartidoPSD
Profissãoadvogado e magistrado

Amarílio Aroldo Benjamin da Silva ou simplesmente Amarílio Benjamin (Castro Alves, 8 de abril de 1910Salvador, 20 de setembro de 1979) foi um advogado, magistrado e político brasileiro que foi ministro do Tribunal Federal de Recursos (TFR) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).[1]

Biografia

Filho de Lauro Augusto da Silva e Marfisa Benjamin da Silva, ele cursou o ensino primário na escola da professora Dulce Gentil de Souza Castro e o ensino secundário no Instituto Baiano de Ensino.[1] De acordo com o discurso de posse de Amarílio Benjamin na presidência do TFR, proferido pelo ministro Moacir Catundo, Amarílio Benjamin seria de origem humilde, tendo trabalhado no jornalismo para se sustentar, enquanto cursava o seu bacharelado em direito.[2]

Formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia em 1932, atuou nos primeiros cinco anos como juiz preparador na comarca de Rio de Contas. A partir de 1937, passa a atuar como advogado nas comarcas de Jacobina e Salvador. Ele foi professor de Teoria Geral do Estado na Universidade Católica do Salvador (UCSAL).[1][3]

Eleito em 1947 deputado da assembléia constituinte que elaborou a Constituição do Estado da Bahia daquele período, entre 1947 e 1955, ele exerceu o mandato parlamentar de deputado estadual na Assembleia Legislativa pelo Partido Social Democrático (PSD).[1][3]

Em 1955, durante a gestão do governador Antônio Balbino, ele se licenciou do mandato parlamentar e exerceu o cargo de secretário estadual do Interior e Justiça da Bahia até dezembro daquele ano, quando foi nomeado desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Ele exerceu o cargo de desembargador de justiça até 1960, quando foi nomeado ministro do Tribunal Federal de Recursos (TFR).[1][3]

Na condição de ministro do TFR, ele foi ministro suplente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 1963 e 1965; depois foi vice-presidente do TFR entre 1967 e 1969. Nesta mesma época, tornou-se ministro titular do TSE durante o mesmo biênio, foi vice-presidente do Conselho da Justiça Federal (CJF) em 1967. Entre 1969 e 1971, ocupou consequentemente os cargos de presidente do TFR e do CJF. Tendo sido membro suplente da Corregedoria Geral da Justiça Federal entre 1975 e 1977, veio a se tornar corregedor-geral da Justiça Federal em 1977.[1][3]

Obras

  • Os Municípios em Face da Constituição Estadual de 47;[3]
  • Regime Municipal da Bahia;[3]
  • Temas de Direito;[3]
  • Dupla Aposentadoria no Direito Brasileiro.[3]

Referências

  1. a b c d e f «DEP. AMARÍLIO BENJAMIN». Assembleia Legislativa da Bahia. Consultado em 28 de dezembro de 2025 
  2. «Discurso pronunciado pelo Exmo. Sr. Ministro Moacir Catunda na solenidade de posse na presidência do Tribunal Federal de Recursos». STJ. Consultado em 28 de dezembro de 2025 
  3. a b c d e f g h «BENJAMIM, Amarílio (1910-1979)». DICIONÁRIO BIOGRÁFICO-HISTÓRICO DA BAHIA. Consultado em 28 de dezembro de 2025