Amélia de Württemberg
| Amélia | |||||
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![]() Retrato por Heinrich Vogel, c. 1835 | |||||
| Duquesa Consorte de Saxe-Altemburgo | |||||
| Período | 29 de setembro de 1834 a 28 de novembro de 1848 | ||||
| Predecessora | Título novo'[a] | ||||
| Sucessora | Maria Luísa de Mecklemburgo-Schwerin | ||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 28 de junho de 1799 Wallisfurth, Reino da Prússia | ||||
| Morte | 28 de novembro de 1848 (49 anos) Altemburgo, Ducado de Saxe-Altemburgo | ||||
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| Marido | José, Duque de Saxe-Altemburgo | ||||
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| Casa | Württemberg (por nascimento) Saxe-Altemburgo (por casamento) | ||||
| Pai | Luís de Württemberg | ||||
| Mãe | Henriqueta de Nassau-Weilburg | ||||
Amélia Teresa Luísa Guilhermina Filipina de Württemberg (em alemão: Amalie Therese Luise Wilhelmine Philippine von Württemberg; Wallisfurth, 28 de junho de 1799 — Altemburgo, 28 de novembro de 1848) foi uma duquesa de Württemberg por nascimento e a duquesa de Saxe-Altemburgo por casamento com José, Duque de Saxe-Altemburgo.
Personalidade
Amélia era descrita como uma duquesa energética e orgulhosa, características que causavam certo desagrado em parte da população do ducado.[1] Seu estilo de governo em conjunto com José foi visto por críticos como excessivamente tradicionalista, favorecendo clérigos ultrarreligiosos, mantendo cortes rígidas e custosas, o que contribuiu para tensões políticas locais.[2]
Biografia
Nascimento e educação
Amélia Teresa Luísa Guilhermina Filipina de Württemberg nasceu em 28 de junho de 1799 no Castelo de Wallisfurth (Wallisfurth bei Glatz), Baixa Silésia. Era filha do duque Luís de Württemberg e da princesa Henriqueta de Nassau‑Weilburg. [3]
Amélia foi criada em ambiente cortesão protestante, sob forte influência religiosa, especialmente de sua mãe, Henriqueta, que se preocupava com uma educação moral e intelectual robusta.[4] Ela teve como governante a escritora francesa Alexandrine des Écherolles, famosa por suas memórias (Memoirs of Mlle. des Écherolles: Being Sidelights on the Reign of Terror), que documentam sua vida na França durante o Terror na Revolução Francesa, bem como aspectos posteriores da vida de seus pupilos, incluindo observações sobre Amélia.[5]
Casamento e descendência
Em 24 de abril de 1817, Amélia casou‑se em Kirchheim unter Teck com José, então príncipe herdeiro de Saxe‑Hildburghausen, que depois tornou‑se Duque de Saxe‑Altemburgo.[6] Após diversas reorganizações territoriais, José assumiu o ducado de Saxe-Altemburgo em 1834, passando Amélia a ser duquesa consorte.[7]

Joseph Karl Stieler, 1848, Museu Hermitage
De seu casamento, teve seis filhas:[8]
- Maria (1818‑1907), casou-se com o rei Jorge V de Hanôver, com descendência;
- Paulina (1819‑1825), morreu na infância;
- Teresa (1823‑1915), não se casou;
- Isabel (1826–1896), casou-se com o grão-duque Pedro II de Oldemburgo, com descendência;
- Alexandra (1830‑1911), casou-se com o grão-duque Constantino Nikolaevich da Rússia, com descendência;
- Luisa (1832‑1833), morreu na infância;
Filantropia
Amélia dedicou parte de sua vida a obras de beneficência. Em 1819, fundou em Hildburghausen uma escola industrial para crianças de famílias pobres.[9] No ano seguinte, fundou uma associação de mulheres.[10] Em 1835, instituiu em Altemburgo uma creche‑instituição (Kleinkinderbewahranstalt – casa‑creche para crianças pequenas); e em 1837, em Kahla, uma instalação similar. [11]
Morte
Durante os tumultos da Revolução de 1848 em cidades da Alemanha, Amélia adoecera. Ela faleceu em 28 de novembro de 1848, em Altemburgo, com 49 anos de idade. [12] Dois dias após sua morte, José abdicou do governo em favor de seu irmão, Jorge, como resultado das pressões políticas revolucionárias. [13]
Genealogia
| Maria Doroteia de Württemberg | Pai: Luís de Württemberg |
Avô paterno: Frederico Eugénio II, Duque de Württemberg |
Bisavô paterno: Carlos Alexandre de Württemberg |
| Bisavó paterna: Maria Augusta de Thurn e Taxis | |||
| Avó paterna: Sofia Doroteia de Brandemburgo-Schwedt |
Bisavô paterno: Frederico Guilherme de Brandemburgo-Schwedt | ||
| Bisavó paterna: Sofia Doroteia da Prússia | |||
| Mãe: Henriqueta de Nassau-Weilburg |
Avô materno: Carlos Cristiano de Nassau-Weilburg |
Bisavô materno: Carlos Augusto de Nassau-Weilburg | |
| Bisavó materna: Augusta Frederica de Nassau-Idstein | |||
| Avó materna: Carolina de Orange-Nassau |
Bisavô materno: Guilherme IV, Príncipe de Orange | ||
| Bisavó materna: Ana, Princesa Real e Princesa de Orange |
Notas e referências
Notas
- ↑ A mãe de seu consorte, a duquesa Carlota Jorgina de Meclemburgo-Strelitz, morreu em 1818, quando o Ducado de Saxe-Hildburghausen ainda não havia se tornado o Ducado de Saxe-Altemburgo, em 1826. Portanto, Carlota nunca foi "Duquesa Consorte de Saxe-Altemburgo", fazendo de Amélia a primeira a portar o título.
Referências
- ↑ LEO‑BW: “Haus Württemberg: ein biographisches Lexikon”, p. 349; Sachsen‑Altenburg provincial registros, Landesarchiv Baden‑Württemberg, Stuttgart.
- ↑ LEO‑BW: “Amalie Herzogin …”, registros do Haus‑ und Privatarchiv der Herzöge von Sachsen‑Altenburg; Schoeppl, p. 181.
- ↑ Wolfgang Kress, Lexikon Haus Württemberg, Stuttgart / Berlin / Köln, 1997, p. 349.
- ↑ LEO‑BW: Haus Württemberg: ein biographisches Lexikon, Sönke Lorenz et al.; “Amalie Herzogin von Württemberg – Detailseite”.
- ↑ Alexandrine des Écherolles, Memoirs of Mlle. Des Écherolles: Being Sidelights on the Reign of Terror, J. Lane, London, 1904.
- ↑ Heinrich Ferdinand Schoeppl, Die Herzoge von Sachsen‑Altenburg ehemals von Hildburghausen, Bozen 1917; reedição Altenburg 1992, p. 181.
- ↑ Idem.
- ↑ Schoeppl, Die Herzoge von Sachsen‑Altenburg, p. 181.
- ↑ LEO‑BW: “Amalie Herzogin von Württemberg – Detailseite”.
- ↑ Idem.
- ↑ Schoeppl, Die Herzoge von Sachsen‑Altenburg, p. 181; LEO‑BW).
- ↑ Schoeppl, Die Herzoge von Sachsen‑Altenburg, p. 181; LEO‑BW registros.
- ↑ Schoeppl, ibidem.
- ↑ The Peerage
Bibliografia
- Heinrich Ferdinand Schoeppl, Die Herzoge von Sachsen‑Altenburg ehemals von Hildburghausen. Bozen 1917 (reimpressão Altenburg 1992).
- LEO‑BW / Landesarchiv Baden‑Württemberg, Haus‑ und Privatarchiv der Herzöge von Sachsen‑Altenburg.
- Memoirs of Mlle. des Écherolles: Being Sidelights on the Reign of Terror, Alexandrine des Écherolles, London 1904;
