Alvinella pompejana
Verme de Pompéia
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| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||
| Alvinella pompejana Desbruyéres & Laubier, 1980 | |||||||||||||||
O verme-de-pompeia (Alvinella pompejana) é um poliqueta vemiforme extremófilo, encontrado em águas profundas, especificamente em fontes hidrotermais do Oceano Pacífico.[1]
Em 1980, Daniel Desbruyères e Lucien Laubier, poucos anos após a descoberta do primeiro sistema de fontes hidrotermais, identificaram um dos animais mais tolerantes ao calor da Terra — Alvinella pompejana, o verme de Pompeia.[2] Foram descobertos no início da década de 1980 ao largo das Ilhas Galápagos, por pesquisadores franceses. Podem atingir até 13 cm de comprimento e são cinzento-claros, com brânquias vermelhas semelhantes a tentáculos na cabeça. Talvez o mais fascinante seja o facto de as suas caudas repousarem por norma a temperaturas de até 80°C, enquanto as suas cabeças em forma de penas se projetam para fora dos tubos em direção à água, que é muito mais fria, a 22°C. Os cientistas estão a tentar perceber como é que os vermes de Pompeia conseguem suportar temperaturas tão extremas estudando as bactérias que formam uma cobertura "semelhante a lã" nas suas costas. Descobriu-se também que as bactérias são quimiolitotróficas, contribuindo para a ecologia da comunidade hidrotermal. Pesquisas recentes sugerem que as bactérias podem desempenhar um papel importante na alimentação dos vermes.[3]
Fixando-se nas fumarolas negras, descobriu-se que os vermes prosperam a temperaturas de 45ºC a 60°C e até mesmo 105 °C (221 °F) durante um curto período de tempo,[4] tornando o verme de Pompeia o animal complexo mais tolerante ao calor conhecido pela ciência depois dos tardígrados (ou ursos de água), que são capazes de sobreviver a temperaturas superiores a 150°C.
Referências
- ↑ Scientists Succeed at First-Ever Attempt to Sequence DNA at Sea. NSF-OLPA. 1 November 2001
- ↑ Desbruyères, D.; Laubier, L. (1980). «Alvinella pompejana gen.sp. nov., Ampharetidae aberrant des sources hydrothermales de la ride Est-Pacifique». Oceanologica Acta. 3 (3): 267–274
- ↑ Grzymski, J. J.; et al. (2008). «Metagenome analysis of an extreme microbial symbiosis reveals eurythermal adaptation and metabolic flexibility». PNAS. 105 (45): 17516–17521. Bibcode:2008PNAS..10517516G. PMC 2579889
. PMID 18987310. doi:10.1073/pnas.0802782105
- ↑ Grime, J. Philip; Pierce, Simon (2012). The Evolutionary Strategies that Shape Ecosystems. [S.l.]: John Wiley & Sons. pp. 121–123. ISBN 978-1-118-22327-7
