Alternanthera flavogrisea

Alternanthera flavogrisea
Taxocaixa sem imagem
Não avalida (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino:
Plantae
Divisão:
Tracheophyta
Classe:
Magnoliopsida
Ordem:
Caryophyllales
Família:
Amaranthaceae
Gênero:
Alternanthera
Espécies:
A. flavogrisea
Nome binomial
Alternanthera flavogrisea
(Urb.) Urb.

Alternanthera flavogrisea é uma espécie de planta herbácea a subarbustiva da família Amaranthaceae, endêmica do Brasil.[1] É uma planta nativa do Cerrado, adaptada a ambientes de savana e campos abertos, e se distingue de outras espécies do gênero por suas inflorescências de coloração amarelada a acinzentada.[2]

Descrição

É uma planta perene, com caules que podem ser eretos ou decumbentes (prostrados com as pontas ascendentes), formando pequenas touceiras. Os caules e folhas são cobertos por um indumento (conjunto de pelos) denso, que confere à planta uma textura aveludada e uma aparência acinzentada.[3] As folhas são opostas, sésseis (sem pecíolo), e com formato que varia de lanceolado a elíptico, medindo de 2 a 5 centímetros de comprimento.

As inflorescências são do tipo capítulo, globosas a cilíndricas, e se formam nas axilas das folhas ou no ápice dos ramos. As flores são diminutas e protegidas por brácteas e bractéolas rígidas, de cor amarelo-pálido a cinza-esbranquiçado, característica que dá nome à espécie (do latim flavus = amarelo e griseus = cinza).[1]

Distribuição e habitat

Alternanthera flavogrisea é uma espécie endêmica do Brasil, com ocorrência confirmada nos estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e no Distrito Federal.[1] Há também registros de sua presença no estado do Maranhão, em áreas de Cerrado no sul do estado, o que representa uma expansão de sua área de distribuição conhecida.[4]

Seu habitat exclusivo é o bioma Cerrado, onde cresce em campos limpos, campos sujos e cerrado, geralmente em solos bem drenados e com alta exposição solar. É uma planta adaptada às condições de seca sazonal e ao fogo, que são comuns neste bioma.[3]

Biologia e ecologia

Como planta nativa do Cerrado, A. flavogrisea está adaptada a um regime de fogo e seca. Suas estruturas subterrâneas, como o xilopódio, permitem a rebrota após a passagem do fogo ou de períodos de estiagem prolongada. A polinização é provavelmente realizada por pequenos insetos atraídos pelas inflorescências, e a dispersão das sementes é feita pelo vento (anemocoria).

A espécie contribui para a biodiversidade do Cerrado, servindo como recurso para a fauna local e fazendo parte da complexa teia de interações ecológicas deste bioma, que é um dos hotspots de biodiversidade mundial.

Estado de conservação

A espécie Não foi Avaliada (NE) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). No entanto, por ser endêmica do Cerrado, um dos biomas ameaçados do Brasil, suas populações estão sob pressão devido à expansão agrícola, urbanização e mineração. A destruição e fragmentação do habitat do Cerrado são as principais ameaças à sobrevivência de Alternanthera flavogrisea e de inúmeras outras espécies nativas. A conservação de áreas protegidas neste bioma é crucial para sua proteção a longo prazo.[1]

Referências

  1. a b c d «Alternanthera flavogrisea (Urb.) Urb.». Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Consultado em 12 de julho de 2025 
  2. «Alternanthera flavogrisea (Urb.) Urb.». Plants of the World Online. Kew Science. Consultado em 12 de julho de 2025 
  3. a b Freitas, J. S. (2019). O gênero Alternanthera Forssk. (Amaranthaceae) no estado de Goiás, Brasil (Tese). Universidade Federal de Goiás. Consultado em 12 de julho de 2025 
  4. Sobral, M.; et al. (2013). «Synopsis of the Amaranthaceae in the state of Goiás, Brazil». Check List. 9 (3): 438–454. doi:10.15560/9.3.438