Alternanthera brasiliana
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| Classificação científica | |||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||
| Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze, 1891 | |||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||
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Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze, também conhecida como "penicilina", "perpétua do mato", "perpétua branca" ou "terramicina", é uma espécie de planta da família Amaranthaceae que é nativa das Américas do Sul e Central.[1]
É muito utilizada como planta ornamental, mas também apresenta propriedades medicinais.[2]
Descrição
A. brasiliana é uma planta de porte herbáceo terrícola, atingindo geralmente até 1 metro de altura.[3]
As folhas são membranáceas, pecioladas, com lâmina foliar oval ou elíptica e ápices agudos. São concolores ou descolores, verdes ou vermelho-púrpura perto do centro e rosa vibrante ao longo da margem da folha.[3][4]

Suas inflorescências são pedunculadas frondosas ou não, quando frondosa, em geral apresentam folhas menores nos verticilos das ramificações dos paracladios. Flores brancas ou amareladas, possuindo entre 3-6 mm de comprimento. O androceu conta com 5 estames e estigma papiloso.[3][4]
Os frutos possuem entre 4 e 6 mm com pericarpo ornamentado. As sementes são elípticas.[3]
Etnobotânica
No Brasil, A. brasiliana é amplamente utilizada com fins terapêutico[1], com as folhas da planta representando a parte mais usada na medicina popular. As principais atividades atribuídas à espécie são a analgésica e anti-inflamatória.[5]
Estudos também já demonstraram outras atividades biológicas de A. brasiliana, tais como efeito cicatrizante, antioxidante e antibacteriano.[6]
Cultivo
Espécie de cultivo relativamente simples, adaptando-se preferencialmente a solos argilosos, ricos em matéria orgânica e com boa drenagem. Após o estabelecimento, demonstra alta tolerância à deficiência hídrica, embora possa apresentar sinais de murchamento sob condições de estresse hídrico extremo. Recomenda-se a realização de podas apicais periódicas a fim de promover o desenvolvimento de uma morfologia mais densa e compacta, favorecendo o perfil arquitetônico da planta.[3]
A coloração avermelhada da folhagem é intensificada sob condições de alta luminosidade (sol pleno). Em ambientes com menor incidência de luz, a planta tende a adquirir tonalidade predominantemente esverdeada. A propagação pode ser realizada tanto por sementes quanto por estaquia de ramos, sendo esta última preferencialmente conduzida na primavera, com enraizamento em recipientes contendo substrato adequado ou diretamente em meio aquoso.[7]
Referências
- ↑ a b Higa, Karina Mayumi; Ferreira Júnior, Washington Soares; Albuquerque, Ulysses Paulino; Soares, Geraldo Luiz Gonçalves; Ritter, Mara Rejane (20 de maio de 2024). «Medicinal plants with popular names associated with manufactured drugs in Rio Grande do Sul state, Brazil». Rodriguésia (em inglês): e00572023. ISSN 0370-6583. doi:10.1590/2175-7860202475022. Consultado em 23 de abril de 2025
- ↑ Lima Bezerra, José Jailson; Vieira Pinheiro, Anderson Angel; Melo Coutinho, Henrique Douglas (15 de setembro de 2024). «Phytochemical and ethnomedicinal evidences of the use of Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze against infectious diseases». Journal of Ethnopharmacology. 118304 páginas. ISSN 0378-8741. doi:10.1016/j.jep.2024.118304. Consultado em 23 de abril de 2025
- ↑ a b c d e «NParks - Alternanthera brasiliana 'Brazilian Red Hots'». www.nparks.gov.sg. Consultado em 23 de abril de 2025. Cópia arquivada em 24 de junho de 2024
- ↑ a b «Flora e Funga do Brasil». floradobrasil.jbrj.gov.br. Consultado em 23 de abril de 2025. Cópia arquivada em 28 de novembro de 2023
- ↑ Delaporte, Rosemeres Horwat; Sánchez, Gregorio Martı́nez; Cuellar, Armando Cuellar; Giuliani, Attilia; Palazzo de Mello, João Carlos (outubro de 2002). «Anti-inflammatory activity and lipid peroxidation inhibition of iridoid lamiide isolated from Bouchea fluminensis (Vell.) Mold. (Verbenaceae)». Journal of Ethnopharmacology (2-3): 127–130. ISSN 0378-8741. doi:10.1016/s0378-8741(02)00181-2. Consultado em 23 de abril de 2025
- ↑ Singh, Pradeep; Khosa, RatanL; Mishra, Garima; Jha, KeshriK (2015). «Pharmacognostical evaluation of aerial parts of Graptophyllum pictum (L.) Griff. (Syn: Justicia picta Linn.): A well-known folklore medicinal plant». Ancient Science of Life (4). 223 páginas. ISSN 0257-7941. doi:10.4103/0257-7941.160868. Consultado em 23 de abril de 2025
- ↑ «Penicilina - Alternanthera brasiliana». Jardineiro.net. 12 de novembro de 2023. Consultado em 23 de abril de 2025. Cópia arquivada em 3 de setembro de 2022
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