Almerindo Marques

Almerindo Marques
Nascimento20 de dezembro de 1939
Leiria
Morte1 de dezembro de 2021 (81 anos)
CidadaniaPortugal
Alma mater
Ocupaçãopolítico

Almerindo da Silva Marques (Leiria, Leiria, 20 de dezembro de 1939Lisboa, 1 de dezembro de 2021) foi um gestor português.

Biografia

Frequentou a Escola Industrial e Comercial de Leiria e completou, em 1969, uma Licenciatura em Finanças, no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa.

Nos anos de 1970, chegou a Secretário-Geral do Banco da Agricultura, onde ingressara em 1963, sendo saneado após o 25 de Abril de 1974.

Entretanto, aderiu ao Partido Socialista, sendo nomeado Secretário de Estado da Administração Escolar do I Governo Constitucional de Portugal, de Mário Soares.

A seguir, entre 1983 e 1985, foi Deputado à Assembleia da República, pelo Círculo de Leiria, na III Legislatura da Terceira República Portuguesa.

Em 1985, retomou a sua carreira profissional, ingressando no Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa.

Depois foi chamado para o processo de criação da Sociedade Gestora da Rede Multibanco (SIBS), de que foi presidente, até 1986. Saiu da Rede Multibanco para presidir ao Conselho de Administração do Banco Fonsecas & Burnay, entre 1986 e 1989, e daí foi assumir funções como Administrador-Delegado do Barclays em Portugal, até 1997. Foi Administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD), entre 1998 e 2002, e do Banco Nacional Ultramarino, de 1999 a 2002.

Demite-se da Administração da Caixa Geral de Depósitos em rutura com o Presidente António de Sousa e Vítor Constâncio, Governador do Banco de Portugal, por falhas na forma como foram concedidos alguns empréstimos, de forma irregular e sem respeitar pareceres internos e em operações de risco. A auditoria da EY à gestão da CGD, entre 2000 e 2015 revelou a existência de vários créditos em mora de valores elevados. O então Governador do Banco de Portugal, Vitor Constâncio, ignorou os alertas para falhas no controlo de risco de crédito no banco público com o argumento que o supervisor "não tinha recursos para mandar fazer uma auditoria" e que não era "conveniente" avançar com base numa denúncia.[1]

Em 2002, o governo de Durão Barroso (sendo Nuno Morais Sarmento o Ministro responsável pelo setor audiovisual do Estado) nomeou Almerindo Marques Presidente da Radiotelevisão Portuguesa, incumbindo-o da reestruturação financeira da empresa. Em 2007, foi nomeado por Mário Lino, então Ministro das Obras Públicas do XVII Governo Constitucional de Portugal e do XVIII Governo Constitucional de Portugal de José Sócrates, para a Presidência da Estradas de Portugal. Incompatibilizado com a política financeira do Governo, demitiu-se desse cargo em Março de 2011.

Desde Maio de 2011, foi Administrador da construtora Opway, tendo comprado esta empresa após a queda do Grupo Espírito Santo, em 2015.[2]

Morreu a 1 de Dezembro de 2021, aos 81 anos.[3]

Referências

Ligações externas