Aliança pela Paz e pela Liberdade
Aliança pela Paz e Liberdade | |
|---|---|
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| Sigla | APF |
| Presidente | Roberto Fiore |
| Vice-presidente | Nick Griffin |
| Fundação | 4 de fevereiro de 2015 |
| Sede | Gilly, Bélgica |
| Ideologia | Ultranacionalismo Neofascismo [1][2] |
| Think tank | Europa Terra Nostra (Europa terra nossa) |
| Antecessor | European National Front |
| País | União Europeia |
| Grupo no Parlamento Europeu | Não-inscritos |
| Página oficial | |
| apfeurope | |
A Aliança pela Paz e Liberdade (APF) é uma aliança política europeia de extrema-direita e um antigo partido político europeu, fundada em 4 de fevereiro de 2015. A organização reuniu diversos partidos e movimentos nacionalistas e identitários do continente europeu, muitos dos quais já haviam integrado anteriormente a extinta European National Front.
A APF foi criada com o objetivo declarado de estabelecer uma coordenação transnacional entre movimentos ultranacionalistas, defendendo uma Europa baseada na soberania nacional, no tradicionalismo cultural e na oposição à imigração em massa, ao liberalismo e à globalização.[3]
Diversos pesquisadores e veículos de imprensa caracterizam a APF como uma organização neofascista ou neonazista, em razão do histórico ideológico de seus dirigentes e de partidos-membros.[4] Entre seus líderes mais conhecidos estiveram Roberto Fiore, fundador da Forza Nuova italiana, e Nick Griffin, ex-líder do British National Party.
A organização também esteve envolvida em controvérsias após receber financiamento indireto do Parlamento Europeu para a realização de conferências que contaram com a presença de figuras ligadas ao extremismo político, o que gerou críticas de eurodeputados e organizações antifascistas.[5]
História
A Aliança pela Paz e Liberdade foi fundada em 2015 como uma tentativa de reorganizar, em escala europeia, redes políticas nacionalistas e de extrema-direita que haviam perdido representação institucional após o declínio da European National Front. A iniciativa buscou criar uma plataforma comum capaz de articular partidos e movimentos extraparlamentares de diferentes países da Europa, promovendo cooperação política, eventos conjuntos e uma identidade ideológica compartilhada.[6]
Desde sua criação, a APF atuou principalmente como uma organização de coordenação política, sem participação direta em eleições nacionais, mas buscando influência por meio de conferências internacionais, declarações conjuntas e atividades de lobby junto a instituições europeias.
Estrutura e organização
A APF foi estruturada como uma aliança transnacional, composta por partidos-membros e organizações associadas provenientes de diversos países europeus. A liderança foi exercida por um presidente e um vice-presidente, cargos ocupados, respectivamente, por Roberto Fiore e Nick Griffin, ambos figuras conhecidas do extremismo político em seus países de origem.
Além da direção política, a organização manteve vínculos com o think tank Europa Terra Nostra, utilizado como espaço de formulação ideológica, debates e produção de conteúdos políticos alinhados às posições da aliança.[7]
Atividades
Entre as principais atividades da APF estiveram a organização de conferências internacionais, encontros políticos e seminários ideológicos, realizados em diferentes países europeus. Algumas dessas iniciativas geraram controvérsia ao receberem financiamento indireto do Parlamento Europeu, o que levou a críticas por parte de eurodeputados, organizações da sociedade civil e meios de comunicação.[8]
A aliança também publicou manifestos e comunicados defendendo posições contrárias à União Europeia em seu formato institucional, criticando políticas migratórias, o liberalismo econômico e a integração supranacional.
Caracterização e recepção
Pesquisadores, jornalistas e instituições acadêmicas caracterizam amplamente a APF como uma organização de extrema-direita, frequentemente associada ao neofascismo e, em alguns casos, ao neonazismo, em razão do histórico ideológico de vários de seus dirigentes e partidos associados.[9]
A presença de figuras anteriormente ligadas a partidos e movimentos extremistas levou a APF a ser alvo de vigilância política e críticas públicas, especialmente no contexto do debate sobre financiamento europeu a organizações políticas radicais.
Declínio
A partir do final da década de 2010, a APF passou a apresentar redução significativa de atividades públicas, com a saída ou enfraquecimento de vários partidos-membros e o aumento do escrutínio institucional sobre suas fontes de financiamento. Como resultado, a aliança deixou de desempenhar um papel relevante no cenário político europeu, sendo atualmente descrita como uma organização quase inativa ou extinta com somente alguns encontros e comícios anuais.
Referências
- ↑ Shaffer, Ryan (2018). «Pan-European thought in British fascism: the International Third Position and the Alliance for Peace and Freedom». Patterns of Prejudice. 52: 78–99. doi:10.1080/0031322X.2017.1417191
- ↑ Mützel, Daniel (27 de abril de 2016). «European Parliament funding of neo-Nazi conference rings alarm bells». EurActiv
- ↑ «Where We Stand». APF Europe. Cópia arquivada em 24 de setembro de 2020
- ↑ Stroobants, Jean-Pierre (30 de abril de 2016). «Des fonds européens pour un rassemblement de néonazis». Le Monde
- ↑ Mützel, Daniel (28 de abril de 2016). «Le Parlement européen finance une conférence néonazie». EurActiv
- ↑ Shaffer, Ryan (2018). «Pan-European thought in British fascism: the International Third Position and the Alliance for Peace and Freedom». Patterns of Prejudice. 52: 78–99
- ↑ Shaffer, Ryan (2018). «Pan-European thought in British fascism». Patterns of Prejudice
- ↑ Mützel, Daniel (27 de abril de 2016). «European Parliament funding of neo-Nazi conference rings alarm bells». EurActiv
- ↑ Stroobants, Jean-Pierre (30 de abril de 2016). «Des fonds européens pour un rassemblement de néonazis». Le Monde
