Alfredo Dinis

Alfredo Diniz ("Alex")

Alfredo de Assunção Dinis (Marquês de Pombal, Lisboa, 1917 — Bucelas, Loures, 4 de julho de 1945), que, na clandestinidade, utilizou o pseudónimo Alex, foi um membro do Comité Central e da Comissão Política do Partido Comunista Português (PCP).[1]

Era filho do pintor José Lobato Diniz, natural de Lisboa (freguesia de Santa Isabel), e de Carolina de Assunção Diniz, doméstica, natural de A-dos-Negros.[2]

Operário metalúrgico dos estaleiros da H. Parry & Son, em Cacilhas, iniciou a sua actividade política e partidária contra o Estado Novo em 1936, como membro das Juventudes Comunistas, tendo igualmente pertencido ao Socorro Vermelho Internacional.

A 21 de dezembro de 1940, casou civilmente em Lisboa com Josefa da Conceição Félix (São Jorge de Arroios, Lisboa, 1913), doméstica, filha do pedreiro Francisco Félix e de Emília da Conceição, naturais de Alenquer (freguesia de Triana).[2]

Alfredo Dinis participou ativamente na organização das greves de Novembro de 1942 na margem Sul do Tejo, de julho e agosto de 1943 e de 8 e 9 de maio de 1944, e nas manifestações da vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial.

Foi assassinado pela brigada do inspector da PIDE José Gonçalves, em 4 de julho de 1945, na estrada de Bucelas, no concelho de Loures, quando se dirigia para uma reunião clandestina com Joaquim Campino e António Dias Lourenço.[1][3][2]

Notas

  1. a b ROSAS, Fernando; BRITO, José Maria Brandão de Brito (direcção). Dicionário de História do Estado Novo. Venda Nova: Bertrand Editora, 1966, s.v. «Alfredo Dinis».
  2. a b c «Livro de registo de casamentos da 6.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1940-09-07 - 1940-12-31)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 124 e 124v, assento 424 
  3. Notícia do jornal Avante! de 8 de abril de 2010.

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