Alexandre Mury

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Alexandre Mury
Nome completoAlexandre de Carvalho Mury
Nascimento
13 de janeiro de 1976 (50 anos)

São Fidélis, Rio de Janeiro, Brasil
NacionalidadeBrasileiro
OcupaçãoArtista plástico, fotógrafo e publicitário
Principais trabalhosAbaporu, Cristo Redentor, Francis Bacon, A Duquesa feia, Lisa, A criação de Adão
PrêmiosIndicado ao Prêmio PIPA (2016)
Websitealexandremury.art
Assinatura
NotasMovimento estético: Arte contemporânea

Alexandre de Carvalho Mury (São Fidélis, 1976) é um artista plástico brasileiro[1] cuja obra se destaca pela interseção entre fotografia, performance e apropriação iconográfica. Seu trabalho consiste na recriação crítica de imagens consagradas da História da Arte e da cultura visual, reinterpretadas por meio do autorretrato performático. Indicado ao Prêmio PIPA em 2016, Mury investiga as relações entre identidade, memória e representação, tensionando os limites entre o erudito e o popular, o canônico e o subversivo.[2][3]

Biografia

Alexandre Mury pertence à histórica linhagem suíça Murith, originária de Gruyères, da qual também faz parte o renomado botânico e cientista Laurent-Joseph Murith.[4] No Brasil, a família estabeleceu-se a partir da imigração suíça de 1819 para a fundação de Nova Friburgo, trazida por François-Hilarion Murith a bordo do navio Camillus. Em solo brasileiro, a grafia original do sobrenome foi simplificada para Mury, conforme registrado na historiografia da colonização friburguense.[4]

Filho de um marceneiro e uma costureira, interessou-se pelas habilidades manuais no convívio com os pais.[5] Começou a fotografar aos 16 anos.[6] Em 1997, ingressou na Faculdade de Filosofia de Campos cursando Publicidade e Propaganda, que concluiu em 2001. Atuou como diretor de arte em agências de publicidade de 2001 a 2010, tendo residido em Vitória durante esse período.[1][6]

Em 2008, o marchand Afonso Costa convidou Mury para representá-lo após conhecer seus autorretratos na internet.[7] Em 2009, suas obras foram adquiridas por grandes colecionadores como Joaquim Paiva e Gilberto Chateaubriand. Pouco depois, o MAM Rio incluiu seus trabalhos na mostra “Novas Aquisições 2007/2010”, marcando sua primeira exposição em um museu.[1][7]

Suas obras integram importantes acervos, incluindo o do Museu da Fotografia Fortaleza.[8]

Processo Artístico

O trabalho de Mury reelabora o sentido original de seres mitológicos e ícones históricos.[1] Em sua releitura de “Abaporu”, por exemplo, o artista realizou uma busca minuciosa por elementos reais que emulassem a composição de Tarsila do Amaral.[7] Para a curadora Vanda Klabin, suas obras transcendem a fotografia, configurando-se como instalações temporárias e performances capturadas.[1]

Exposições

Referências

Referências

  1. a b c d e f g Machado, Viviane (28 de abril de 2015). «Exposição de Alexandre Mury traz autorretratos à luz de mitos da arte». G1. Consultado em 18 de dezembro de 2020 
  2. «Alexandre Mury». Enciclopédia Itaú Cultural. 23 de fevereiro de 2017. Consultado em 21 de dezembro de 2020 
  3. «Alexandre Mury». Google Arts & Culture. Consultado em 25 de janeiro de 2021 
  4. a b Henrique Bon (2004). Imigrantes: A Saga do Primeiro Grupo de Colonos Suíços Estabelecidos em Nova Friburgo. [S.l.]: Imagem Virtual. 957 páginas. ISBN 8588451115 
  5. «Fricções Históricas, de Alexandre Mury, chega ao SescGlória com obras inéditas». Jornal do Brasil. 6 de maio de 2015. Consultado em 25 de setembro de 2021 
  6. a b «Alexandre Mury, Ficções Históricas». Bolsa de Arte. 19 de julho de 2013. Consultado em 25 de dezembro de 2020 
  7. a b c «Alexandre Mury em busca de um papel na história». jornal O Globo. 19 de julho de 2013. Consultado em 25 de setembro de 2021 
  8. «Coleção Silvio Frota, Fotógrafos brasileiros» (PDF). Mapa Cultural de Fortaleza. 2019. Consultado em 27 de janeiro de 2021 

Ligações externas

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