Alexander Granko Arteaga

Alexander Enrique Granko Arteaga (Porto Cabelo, 25 de março de 1981) é um militar venezuelano com o grau de coronel da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB). É conhecido por pertencer à Direção Geral de Contrainteligencia Militar (DGCIM) e ter participado em diversas operações de segurança nacional nas presidências de Nicolás Maduro.[1][2][3]

Tem sido assinalado em relatórios das Nações Unidas por múltiplas violações de direitos humanos, incluídos atos de tortura e trato cruel, incluindo a morte do capitão da Armada venezuelana Rafael Deita Arévalo sob custódia da DGCIM. Granko tem sido objeto de sanções por parte da União Européia e dos Estados Unidos desde 2019, ano em que morreu Deita Arévalo.[4][5]

Direção Geral de Contrainteligência Militar

Granko Arteaga iniciou sua trajetória na DGCIM como capitão e assistente da “Ayudantía”, sendo responsável por levar a mala de Hernández Dala e de fungir como chefe de sua escolta. Graças a sua proximidade e confiança com Hernández Dala, em 2017 foi nomeado chefe da Ayudantía Geral e da Direcção de Assuntos Especiais (DAE), um grupo de choque que não figura na hierarquia formal da DGCIM.[6]

Denúncias e sanções

Durante a estadia de Granko Arteaga na Unidade de Assuntos Especiais (DAE) da Direcção Geral de Contrainteligencia Militar (DGCIM) na Venezuela, reportou-se um aumento significativo nas práticas de tortura e violações de direitos humanos. Os métodos utilizados incluem surras, asfixia, descargas elétricas e privação do sonho, com o objetivo de obter confissões ou informação dos detentos, muitos dos quais são militares, civis e presos políticos. As vítimas são com frequência acusadas de traição ou corrupção sem provas suficientes, e seus direitos fundamentais são sistematicamente violados durante o processo de detenção e interrogatório.[7][8][9][10][11][12]

Referências

  1. Infobae, Newsroom (27 de março de 2022). «Granko Arteaga, the man with a thousand faces and businesses who controls the fearsome Special Affairs Unit of the Venezuelan Military Intelligence Service». infobae (em espanhol). Consultado em 10 de julho de 2024 
  2. «El torturador que calculaba» (em espanhol). 7 de julho de 2024. Consultado em 7 de julho de 2024 
  3. NTN24. «Granko Arteaga: El sádico torturador en Venezuela que pasó de oficial a acaudalado empresario de criptos y material ferroso | NTN24.COM». NTN24 (em espanhol). Consultado em 7 de julho de 2024 
  4. «El torturador que calculaba» (em espanhol). 7 de julho de 2024. Consultado em 7 de julho de 2024 
  5. NTN24. «Granko Arteaga: El sádico torturador en Venezuela que pasó de oficial a acaudalado empresario de criptos y material ferroso | NTN24.COM». NTN24 (em espanhol). Consultado em 7 de julho de 2024 
  6. Barráez, Por Sebastiana (27 de março de 2022). «Granko Arteaga, el hombre de las mil caras y negocios que controla la temible unidad de Asuntos Especiales del Servicio de Inteligencia Militar de Venezuela». infobae (em espanhol). Consultado em 7 de julho de 2024 
  7. Barráez, Por Sebastiana (27 de março de 2022). «Granko Arteaga, el hombre de las mil caras y negocios que controla la temible unidad de Asuntos Especiales del Servicio de Inteligencia Militar de Venezuela». infobae (em espanhol). Consultado em 7 de julho de 2024 
  8. Barráez, Por Sebastiana (12 de março de 2024). «Un jefe de inteligencia venezolano señalado de torturador promociona su imagen corporativa para acceder a jóvenes y periodistas». infobae (em espanhol). Consultado em 7 de julho de 2024 
  9. Barráez, Por Sebastiana (26 de maio de 2022). «La muerte de un oficial revela cómo funciona el negocio del oro manejado por altos funcionarios militares en Venezuela». infobae (em espanhol). Consultado em 7 de julho de 2024 
  10. NTN24. «Granko Arteaga: El sádico torturador en Venezuela que pasó de oficial a acaudalado empresario de criptos y material ferroso | NTN24.COM». NTN24 (em espanhol). Consultado em 12 de julho de 2024 
  11. «Cuando el esbirro se vuelve jefe» (em espanhol). 16 de dezembro de 2022. Consultado em 12 de julho de 2024 
  12. «TORTURA SISTEMÁTICA EN VENEZUELA 2019 Y LA PARTICIPACIÓN DE CUBANOS EN LOS PATRONES DE TORTURA» (PDF). Informe anualdel Instituto CASLA 2019. 12 de dezembro de 2019