Alergia alfa-gal
| Alergia alfa-gal | |
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| A reação é causada por produtos contaminados pelo alfa-gal (por exemplo, o rosbife) | |
| Especialidade | Alergista |
| Sintomas | Urticária, náusea, diarreia, falta de ar, tontura, dor abdominal[1] |
| Início habitual | 2 a 6 horas após a exposição[1] |
| Causas | Mordida de certos tipos de carrapato[1] |
| Método de diagnóstico | Realizado com base nos sintomas e no exame de sangue[2] |
| Prevenção | Evitar a mordida de carrapato[1][3] |
| Tratamento | Evitar produtos contaminados pelo alfa-gal (carne e leite derivados de mamíferos)[2][1] |
| Medicação | Epinefrina[4] |
| Frequência | Rara[4] |
| Classificação e recursos externos | |
| MeSH | C000655084 |
A alergia alfa-gal, também conhecida como alergia à carne vermelha, é um tipo de reação alérgica que ocorre após a exposição a produtos contaminados por alfa-gal, por exemplo, a carne vermelha.[1] Os sintomas podem incluir urticária, náusea, diarreia, falta de ar, tontura e dor abdominal.[1] Seu surgimento ocorre entre duas a seis horas após a exposição.[1] Dentre as complicações, a anafilaxia pode estar inclusa.[1]
Acredita-se que a condição possa ser causada pela mordida de certos carrapatos como o carrapato estrela solitária nos Estados Unidos e a paralisia do carrapato na Austrália.[1][5] O mecanismo básico ocorre quando o corpo produz imunoglobulina E (IgE), anticorpos que reagem ao carboidrato galactose-alfa-1,3-galactose (alfa-gal).[6] Outros fatores que podem piorar a reação incluem álcool, exercícios, especiarias e AINEs.[5] O diagnóstico é baseado nos sintomas e no teste de IgE para alfa-gal nos níveis sanguíneos.[2]
O manejo envolve evitar produtos que contenham o alfa-gel.[1] Isso significa que é preciso evitar o consumo de carne e leite derivado de mamíferos.[2] Em certos casos, até mesmo a gelatina precisa ser evitada.[2] Dentre os medicamentos que podem conter alfa-gal, a heparina e o cetuximabe estão inclusos.[6][7] Para aqueles que desenvolveram anafilaxia, a epinefrina é aplicada.[4] Picadas de carrapatos devem ser evitadas, pois estas podem piorar a condição.[1] A prevenção é evitar a mordida de carrapato ao tratar as roupas com permetrina e usar DEET.[1][3]
A alergia alfa-gal foi reportada em 17 países nos seis continentes.[5] Em certas partes da Austrália, cerca de 113 entre 100.000 pessoas foram afetadas, enquanto cerca de 13 entre 100.000 foram acometidas pela condição em Virgínia e 4 entre 100.000 em algumas partes da Alemanha.[5] A condição foi descrita pela primeira vez entre 2006 e 2007 por Sheryl van Nunen.[6][5]
Referências
- ↑ a b c d e f g h i j k l m «Alpha-gal syndrome | CDC». Centers for Disease Control and Prevention. 28 de março de 2022. Consultado em 12 de julho de 2022. Arquivado do original em 3 de abril de 2019
- ↑ a b c d e Platts-Mills, TAE; Li, RC; Keshavarz, B; Smith, AR; Wilson, JM (Janeiro de 2020). «Diagnosis and Management of Patients with the α-Gal Syndrome.». The journal of allergy and clinical immunology. In practice. 8 (1): 15-23.e1. PMID 31568928. doi:10.1016/j.jaip.2019.09.017
- ↑ a b «Preventing tick bites on people | CDC». Centers for Disease Control and Prevention. 1 de julho de 2020. Consultado em 12 de julho de 2022. Arquivado do original em 29 de julho de 2021
- ↑ a b c «Meat Allergy». ACAAI Public Website. Consultado em 12 de julho de 2022. Arquivado do original em 10 de junho de 2022
- ↑ a b c d e Nunen, Sheryl A (Abril de 2018). «Tick‐induced allergies: mammalian meat allergy and tick anaphylaxis». Medical Journal of Australia. 208 (7): 316–321. doi:10.5694/mja17.00591
- ↑ a b c Commins SP, Platts-Mills TA (Fevereiro de 2013). «Delayed anaphylaxis to red meat in patients with IgE specific for galactose alpha-1,3-galactose (alpha-gal)». Current Allergy and Asthma Reports. 13 (1): 72–7. PMC 3545071
. PMID 23054628. doi:10.1007/s11882-012-0315-y
- ↑ «Products that may contain alpha-gal | Ticks | CDC». www.cdc.gov. 19 de outubro de 2021. Consultado em 12 de julho de 2022. Arquivado do original em 6 de julho de 2022
