Alcymar Monteiro
| Alcymar Monteiro OMC | |
|---|---|
![]() Alcymar Monteiro em 2011. | |
| Informações gerais | |
| Nome completo | Antônio Alcymar Monteiro dos Santos |
| Nascimento | 13 de fevereiro de 1950 (75 anos) Aurora (Ceará), Brasil |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Gênero(s) | forró frevo vaquejada brega maracatu samba MPB romântico |
| Ocupação | Cantor, compositor, poeta, arranjador, produtor musical, ator teatral, e empresário |
| Instrumento(s) | Vocais e violão |
| Período em atividade | 1970 – Presente |
| Gravadora(s) | Som Livre RGE Continental Polydisc Warner Music Brasil Ingazeira iMusics |
| Afiliação(ões) | Mastruz com Leite Jorge de Altinho Flavio Jose Toca do Vale Flavio Leandro Sirano e Sirino Tom Oliveira Falamansa Fulo de Mandacaru Amazan Petrúcio Amorim Caju e Castanha Banda Cavalo de Pau Calcinha Preta Santanna O Cantador |
Antônio Alcymar Monteiro dos Santos OMC, mais conhecido como Alcymar Monteiro[1] (Aurora, 13 de fevereiro de 1950), é um cantor, compositor, poeta, ator teatral, produtor musical e empresário brasileiro. Considerado como um grande intérprete da música brasileira, mais especificamente no gênero de forró (tendo O Rei do Forró como famosa alcunha), é por vezes visto também como um representante da cultura e do folclore brasileiros.[2]
Começo da Carreira
O cantor e compositor Alcymar Monteiro nasceu no distrito de Ingazeiras, em Aurora, na região Cariri (Sul) do Ceará, e se mudou para Juazeiro do Norte, onde passou sua infância. Neto de violeiro e sobrinho de sanfoneiro, começou a cantar ainda muito pequeno, na infância. Filho de Artur Monteiro dos Santos e Maria Fernandes dos Santos, teve 9 irmãos. Estudou Música no Conservatório Alberto Nepomuceno, em Fortaleza. Cursou o 3° ano de letras na Universidade do Vale de Acaraú (U.V.A.), concluindo o curso superior na "universidade da vida", fazendo aulas de Teatro, integrando assim em algumas peças em escolas e eventos culturais nordestinos e também em festividades da época, como os "reizados".[3] Foi um jovem calouro candidato a várias vagas para cantores oferecidas pelas emissoras de rádio e/ou televisão cearenses, e nos campeonatos e concursos de festivais. Seu primeiro contato com o microfone foi no "Show da Semana" da Rádio Iracema. Com o tempo, Alcymar foi ganhando concursos e testes, criando visibilidade e fama por cantar muito afinado, passando, então, a integrar-se a bandas de baile. Com o passar do tempo, descobriria que seu irmão, João Paulo Jr., também é um músico talentoso; os dois eventualmente comporiam juntos uma série de músicas que tornaram-se sucessos populares.
Cada vez mais se profissionalizando, Alcymar Monteiro foi progredindo, até que conseguiu gravar dois discos nos gêneros musicais Romântico e Brega; um deles, intitulado "Nossas Vidas Nossas Flores", não lhe trouxe tanto prestígio e fez com que fosse a São Paulo em busca de sucesso. Lá, chegou a dormir nas ruas centrais e a desmaiar de fraqueza e fome pois não tinha alimentação diária garantida, segundo seu próprio relato numa entrevista.[4]
Como bom conhecedor da música nordestina, Alcymar fez um trabalho versátil sobre a mesma, sem nunca perder o foco na autenticidade dela, conseguindo o que queria em São Paulo e no Rio de Janeiro, e fazendo seus discos com as maiores gravadoras da época: RGE, Continental e Som Livre. Mas antes de tais investidas, foi tentar a sorte em Pernambuco, especificamente no Recife ao final dos anos 1960, onde obteve uma oportunidade pessoal e artística ao se hospedar e morar na casa do cantor Reginaldo Rossi. Conseguiu então dar os primeiros passos na carreira, gravando o seu primeiro disco de forró. Com o apoio de artistas contemporâneos, Alcymar conseguiu se destacar no cenário musical, fazendo parcerias em músicas, composições e produções. Em 1975, decidiu fazer as malas e ir de vez para o sul do país e tentar ganhar a vida. Com a união de muita dedicação, sorte e talento, sua fama nacional não viria por acaso, mas somente anos após, com os álbuns Forroteria (1986) — em que teve a honra de gravar com Luiz Gonzaga (o "Rei do Baião") e Marinês (a "Rainha do Xaxado") — Portas e Janelas (1987) e Rosa dos Ventos (1989). Nesse período, Alcymar já fazia parte do elenco de estrelas das gravadoras Som Livre, RGE, Continental e Warner.
A voz de Alcymar Monteiro entoou composições de nomes como Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira, Zé Dantas, Milton Nascimento, Paulo Vanzolini, Joubert de Carvalho, Raul Seixas, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Fagner, Lupicínio Rodrigues, Fausto Nilo, Catulo da Paixão Cearense, Petrúcio Amorim, Maciel Melo e João Paulo Jr., sendo este último seu irmão e parceiro mais longevo nas autorias musicais de sua carreira.
Assim como os seus contemporâneos Oswaldinho, Flávio José, Assisão, Jorge de Altinho e outros, Alcymar Monteiro é um artista que agregou novos elementos ao forró. As mudanças ocorreram na instrumentação (acrescentou percussões, metais, novos vocais, etc.), na forma musical (adição de vocalizações, coro com vozes do próprio cantor), nos arranjos (ampla diversificação instrumental em vários discos e shows), no figurino (estabelece a cor branca como base do seu figurino, em contraponto às tonalidades do couro estabelecida por Luiz Gonzaga), na interpretação, nos ritmos, na performance e nas temáticas das letras (busca uma leitura mais abrangente do Nordeste, não se reportando apenas ao Sertão, mas estendendo-se às manifestações culturais de diversos estados nordestinos).[5]
Em mais de cinco décadas de carreira, já teve suas músicas gravadas por grandes nomes da MPB, como Zé Ramalho, Alceu Valença e Fagner; já fez duetos com Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Elba Ramalho, Marinês, Tânia Alves, Genival Lacerda, Manhoso, entre outros.[6]
Alcymar tem o hábito de se apresentar totalmente vestido de branco e chapéu, dando dois motivos para tal, sendo o primeiro originado de um conselho de seu compadre Luiz Gonzaga, sobre o qual afirmou, "Luiz me disse certa feita que um dia viria uma tecnologia de informações muito rápida, e aqueles que não terão a sua identidade visual definida passarão por despercebido. Por isso crie um tipo físico! E Seu Luiz ainda me disse, 'Se colocarem minhas roupas e minha sanfona em um toco e fotografar, podem confirmar que sou eu!'&HairSpace;". Como segundo motivo, atribui esse hábito à sua religião, o espiritismo kardecista; Alcymar costuma dizer, "Quando visto branco, visto todas as cores do universo" e que "O branco é a mistura de todas as cores do universo".[7]
Em 1989, ano da morte de Luiz Gonzaga, o apresentador paraibano Tony Show teve Alcymar Monteiro como convidado de uma das atrações de seu programa de TV, o qual estava em uma fase de alta audiência. Ocorreu que, no momento de chamar o artista ao palco, Tony anunciou: "Vem aí o Rei do Forró… Alcymar Monteiro!", nascendo daí a taxação e o rótulo de reconhecimento ao trabalho prestado por Alcymar ao gênero tão enraizado culturalmente, dando ao Forró sucesso e notoriedade nacionais após uma sequência de baixas em disputa com outros gêneros do momento. A partir disso, o disco de 1991 foi lançando com o título "O Rei do Forró", o que trouxe certos problemas ao cantor, pois a crítica e os artistas chamados forrozeiros não apreciaram — e muitos recusaram-se a reconhecer — tal posto de "rei" para Alcymar. De qualquer modo, o disco teve milhões de cópias vendidas, com alguns sucessos consagrados (como Cavaleiro Alado).[8]
Carreira Internacional
Com algumas turnês internacionais, Alcymar Monteiro já teve seus trabalhos lançados no exterior, ao todo em 4 continentes: América (em especial Argentina e Peru), Europa (França e Suíça), Asía (Japão) e África, com a maioria dos concertos tendo ocorrido na América Latina. Em 2001, se apresentou no Festival de Montreux na Suíça, no Festival Latino Americano em Milão (Itália), em Imst (Áustria), e em Lausana e Zurique (ambas na Suiça).
Também cantou no Festival da Colheita da Bélgica e nas cidades francesas Côte d'Azur, Nice, Saint-Tropez, e Lião, além da capital Paris.
Seu maior sucesso internacional foi a regravação da musica Carnavalito, que está presente no disco Forró Brasileño (Forró Brasileiro), gravado em língua castelhana no ano de 2007.
Prêmios e Troféus
Com incontáveis prêmios e troféus ganhos ao longo de sua carreira, desde a década de 80 até os dias de hoje, Alcymar, sendo natural de Aurora (CE), também coleciona títulos de reconhecimento em cidadanias municipais e estaduais do Brasil, a exemplo de cidades nos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe; no ano de 2022, aguardava pelo reconhecimento de cidadão pelo estado da Bahia.
Foi duas vezes indicado ao Prêmio Sharp de música com o CD – “Vaquejadas Brasileiras Vol.1”, lançado na Europa em 2001 através da gravadora francesa Melody; foi o primeiro disco de Alcymar lançado fora do Brasil.
Em 2005, também teve indicação ao Prêmio TIM em três categorias: melhor disco, melhor música e melhor cantor, todas pelo álbum Meu Forró é meu Canto.
Em 2007, foi indicado ao Grammy Latino pelo álbum Forró Brasileño, disco de forró cantado em espanhol, o qual fez com que o artista tivesse uma maior abrangência e prestígio internacionais.
No final de 2016, recebeu do então Presidente da República Michel Temer e do Ministro da Cultura Marcelo Calero a Medalha da Ordem do Mérito Cultural (OMC), na categoria Comendador.
Em julho de 2017, recebeu o Troféu Melhores do São João, por meio do Portal São João na Bahia e do Jornal Correio, vencendo em duas categorias: Melhor Forrozeiro do São João e Melhor Show do São João 2017.[9]
Em 2019, recebeu novamente o Troféu Melhores do São João da Bahia, na categoria de "Melhor Show".
Em 2021, foi convidado, junto a uma gama de artistas e forrozeiros, para receber do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) um título do gênero "Forró: Patrimônio Cultural e Imaterial do Brasil".
Vaquejada
No fim da década de 80, com a perda de Luiz Gonzaga, o forró teve uma baixa na notoriedade nacional no que tange a mídia, sucesso e fama. Seus discípulos do forró, os "Forrozeiros", tiveram que ser muito criativos para continuar o legado de Gonzaga. Assim, surgiram várias vertentes do gênero, com modificações feitas aos sons (harmonias e melodias) e linguagens do forró tradicional, com o intuito de modernizá-lo.
Se destacando dessa maneira, Alcymar Monteiro fez uma "junção do útil ao agradável", unindo o canto rústico e rural à poesia brasileira (cantada em ritmo de forró), nascendo assim as cantorias de vaquejada — modelo inovador no gênero e bem aceito pelo público e a crítica — em 1987.
Entretanto, Alcymar Monteiro não se restringiu somente à música: ele também tem feito ativismo político, com foco no nordeste. Tudo começou nos anos 90, quando Alcymar tornara-se algo como um "porta-voz das vaquejadas", que eram uma das mais populares manifestações culturais em todo o nordeste do Brasil, dentre outras regiões.
Polêmicas
Forró Tradicional x Forró Eletronico
Após ter fornecido músicas para o primeiro disco da banda Mastruz com Leite, Alcymar Monteiro afirma "ter percebido que caiu numa cilada". A SomZoom, empresa do cearense Emanuel Gurgel — e proprietária também da Mastruz com Leite e de várias outras bandas —, passou a dominar, monopolizar e até a cartelizar o mercado da música nordestina, inclusive os circuitos de vaquejada, eventos nos quais Alcymar Monteiro figurava como principal atração.
A banda Mastruz com Leite e, logo em seguida, a SomZoom, surgiram no início da década de 1990, num momento quando o forró estava "órfão" de Luiz Gonzaga (falecido em 1989), passando por um difícil momento no mercado brasileiro, mas mantendo uma multiplicidade sonora construída em décadas anteriores. Aproveitando a oportunidade, a SomZoom acumulou um aparato industrial que, além das bandas de baile voltadas para o forró, reunia estúdio de gravação, cadeia de rádio com produção centralizada de conteúdo e transmissão via satélite, selo (gravadora), fábrica de amplificadores, casas de show, e — segundo muitos artistas lesados — a ilicitude que, infelizmente, pode ser considerada "endêmica" no meio empresarial brasileiro. Com esse arsenal, Emanuel Gurgel estabeleceu uma enorme reserva de mercado, de modo que os diversos artistas nordestinos se sentiam lesados e espoliados, incluindo os compositores que ou não recebiam os devidos royalties ou recebiam-nos inadequadamente.
Em 2 de abril de 1992, o Jornal O Povo (de Fortaleza) publicou uma matéria intitulada "Artistas cearenses denunciam pirataria", na qual mais de dez artistas daquela cidade se manifestaram e acusaram Emanuel Gurgel de ter cometido vários atos ilícitos. Mas até então, os reclamos não repercutiam muito.
A homogeneização musical colocada em curso pela SomZoom, e por outras empresas que surgiram no seu encalço, era considerada incisivamente prejudicial à diversidade musical que o forró vinha configurando. Foi nessa conjuntura que Alcymar Monteiro lançou a sua primeira carta aberta contra as chamada bandas de forró eletrônico, então lideradas pela Mastruz com Leite, as quais produziam o que Alcymar chamava de "um forró lambadeado, mal tocado, mal cantado, que não vale um tostão furado".[10] Indo além das acusações de desmensurada exploração do mercado de música e a espoliação dos artistas e músicos em geral, as bandas de forró também foram acusadas de produzirem letras de “baixo calão” e de terem "desfigurado" o forró, cultural e musicalmente. Os discos e espetáculos das bandas seguiam fórmulas cada vez mais homogêneas, em detrimento da heterogeneidade (ou diversidade) sonora de artistas que primavam por uma peculiaridade autoral, a exemplo de Alcymar Monteiro.
A reação contundente de Alcymar Monteiro ecoou fortemente na mídia, no mercado e na cadeia significativa da música nordestina, alcançando também as páginas de revistas de circulação nacional. Vários jornalistas, intelectuais, e artistas, como Dominguinhos (reconhecido como principal seguidor de Luiz Gonzaga), passaram a questionar as bandas modernas de forró e a instalar uma discussão no meio forrozeiro. Surgiriam posteriormente várias associações em defesa do forró tradicional e de espaços para esse gênero.
Desse modo, Alcymar Monteiro é um dos pioneiros que envidaram um questionamento às bandas de forró eletrônico e fizeram emergir mais tarde a bipolarização tradicional–eletrônico (ou pé-de-serra–eletrônico) no contexto do forró.[11] Sua voz contra as bandas e em defesa da música tradicional nordestina costuma ser impetrada incansavelmente nos palcos de muitos eventos dos quais ele participa.
Cachê Atrasado
Em fins de 2015, Alcymar Monteiro publicou uma carta aberta "À comunidade artística de Pernambuco", dirigindo-se diretamente ao governador,[12] a quem responsabiliza por "descasos" para com os artistas pernambucanos.[13] A carta foi motivada pelo fato de que o Governo de Pernambuco vinha atrasando em mais de 6 meses o pagamento dos cachês do próprio Alcymar e de muitos dos artistas locais — alguns dos quais não recebiam havia anos. Por outro lado, como Alcymar notou, os artistas de outros estados (principalmente os da região Sudeste, considerados verdadeiramente "nacionais") recebiam um tratamento diferenciado por parte do governo estadual, ou seja, recebiam os seus cachês antecipadamente ou logo após suas apresentações. Essa última carta aberta repercutiu em jornais e rádios pernambucanos, como também nas redes sociais.[14] Alcymar tornou-se um porta-voz de muitos artistas que foram afetados pelo percebido descaso dos governantes pernambucanos, mas que não se sentiam encorajados a denunciar por receio de retaliação. Alcymar Monteiro é portanto um artista cuja performance extrapola a transformação política provocada pela arte e alcança a transformação artística advinda da agência política.
São João
Em 2016, o forrozeiro Alcymar se manifestou várias vezes sobre o seu afastamento do festival de São João de Caruaru. O cantor afirmou que estava de fora da festa pelo terceiro ano consecutivo, e que não integrará a grade da festa junina do agreste pernambucano, considerada uma das maiores do Brasil. "É injusto reconfigurar o São João da Capital do Forró. Tirem a estatua de Luiz Gonzaga do parque de eventos, porque lá não, não é lugar para festival de horrores, e sim um festival autêntico, com direito a milho, canjica, pamonha… E tudo que se refere ao verdadeiro São João: zabumba, triângulo e sanfona", disso ele, "O que estão fazendo com o são joão é terrível."[15]
No ano de 2017, Alcymar voltou a ser alvo de polêmicas envolvendo as festas de São João. A cantora Marilia Mendonça se pronunciou em um show, respondendo a uma crítica da cantora Elba Ramalho sobre a invasão dos sertanejos em redutos tradicionais do forró como Campina Grande e Caruaru: "vai ter sertanejo no São João, sim!". Em um confronto por mensagens de voz enviadas num grupo privado de WhatsApp reservado a cantores de forró (e posteriormente vazadas na Internet pública), em duas das quais ele asserta:[16]
- (1) "Essa senhora não tem autoridade para falar nada. Como é que ela vem falar que aqui é lugar de sertanejo? Isso é um 'breganejo' horroroso para cachaceiro, para quem não tem identidade. Quem tá falando é Alcymar Monteiro."
- (2) "Dona Marília Mendonça, você é lá de Goiás. Vá cantar lá no seu Goiás. Não vem encher o saco da gente aqui, não, entendeu? […] Você vem lá de Goiás invadir nossa praia. Agora vê se a gente canta lá no teu Goiás. Vocês não deixam!"
Desentendimento e Constrangimento
No dia 06 de agosto de 2022, Alcymar protagonizou uma cena constrangedora em um show em Santa Terezinha (Pernambuco), no qual admoestou seus músicos, dizendo-lhes "o forró é simples!", "não é a primeira vez que isso acontece…", "quem quiser fazer conserto, que faça em outro lugar, não aqui!", "quem tem que aparecer aqui sou eu!", etc., com alegações próprias de que os músicos estariam mudando notas e entortando demais as melodias das canções. Um vídeo do acontecimento foi então divulgado nas redes sociais, o qual viralizou e criou uma considerável repercussão negativa na imagem do artista. Três dos músicos de sua banda se manifestaram por das mídias sociais de cada um: Jefferson Silveira, o trompetista; Sandro, trombonista; e Chico Botelho, saxofonista; eles postaram fotos nas quais declaravam ter pedido demissão da banda e denunciavam que o temperamento e a forma de expressão grosseira de Alcymar eram recorrentes na convivência com o artista. Em seguida ao acontecido, Alcymar postou um pedido de desculpas sobre o acontecido, no formato de um vídeo de 30 segundos no qual alega estresse devido à grande quantidade de apresentações. Seu trompetista, Jefferson, disse em um vídeo caseiro que o pedido de desculpas não foi suficientemente convincente e que não reflete a realidade do que era participar da banda de Alcymar. [17][18]
Ausência no São João de Caruaru
Dois artistas, que estiveram presentes em anos anteriores na programação do São João de Caruaru (conhecida como "A Capital do Forró"), ficaram de fora das festividades em 2023: Alcymar Monteiro e Jorge de Altinho. Em suas pronunciações nas redes sociais sobre não participarem do São João, Alcymar lamentou não ter sido convidado para as festas, e afirmou não ter recebido qualquer contato oficial da Fundação da Cultura de Caruaru, o que inviabilizou sua participação no evento. "Sempre tivemos um grande carinho pelo público de Caruaru e por essa festa que foi tão tradicional. Esperamos que, em breve, possamos voltar a nos reencontrar em Caruaru", disse Alcymar por meio de nota.[19]
Discografia
- 1980 - Nossas Vidas, Nossas Flores (MPB) - Continental
- 1984 - Ave de Arribação - RGE
- 1986 - Forroteria
- 1987 - Rosa dos Ventos
- 1987 - Portas e Janelas
- 1989 - Pirilampos
- 1990 - Forró Brasileiro
- 1991 - O Rei do Forró
- 1992 - Cantigas e Cantorias
- 1993 - Forró Nosso de Cada Dia
- 1994 - Nordestinidade
- 1995 - Musica Popular Nordestina
- 1995 - Vaquejadas Brasileiras - 1º Circuito
- 1996 - Cultura Popular
- 1996 - Vaquejadas Brasileiras - 2º Circuito
- 1997 - Nordestino
- 1997 - Vaquejadas Brasileiras - 3º Circuito
- 1998 - Forró e Vaquejada, vol. 1
- 1998 - Eterno Moleque
- 1998 - Ao Vivo, vol. 1
- 1999 - Festa Brasileira
- 2000 - Toques e Batuques
- 2000 - Os Grandes Sucessos da Vaquejada
- 2000 - Imaginário Popular
- 2001 - O Maior Forró do Mundo
- 2002 - Levanta Poeira
- 2003 - Ao Vivo, vol. 2
- 2003 - Forró de Todos Nós
- 2003 - Carnaval Multicultural
- 2004 - Aboios e Vaqueiros
- 2005 - Frevação, vol. 1
- 2005 - Meu Forró é Meu Canto
- 2006 - Frevação, vol. 2
- 2006 - O Verdadeiro Forró
- 2007 - Frevação, vol. 3
- 2007 - Cultura Brasileira (Ao Vivo) [CD/DVD]
- 2007 - Forró Brasileño (em espanhol, indicado ao Grammy)
- 2007 - Festrilhas, vol. 1
- 2008 - Frevação, vol. 4
- 2008 - Como Antigamente, vol. 1
- 2009 - Cantorias Brasileiras
- 2010 - Tradição e Tradução (Ao Vivo) [CD/DVD]
- 2010 - Vaquejadas e Cavalgadas Inesquecíveis
- 2010 - Chico Brasil Xavier
- 2011 - Forró de Amor e Paz
- 2011 - Caretas e Papangus
- 2012 - Na Cabeça, na Boca, no Pé (Frevo)
- 2013 - Entre Amigos
- 2013 - Vozes do Frevo (Ao Vivo) [CD/DVD]
- 2014 - A Bandeira do Forró
- 2014 - A Festa Começou (Frevo)
- 2015 - Forró Bonito
- 2016 - Forrofagia
- 2017 - A Voz do Povo
- 2018 - Verdadeira Vaquejada
- 2018 - Feliz da Vida
- 2019 - Sanfonia
- 2019 - Carnaval de Rua (Frevo)
- 2020 - Fogueiras e Paixões
- 2020 - Luar do Gonzagão (Homenagem a Luiz Gonzaga) [Live]
- 2021 - Forró do Povo
- 2023 - Nordestinia
Referências
- ↑ «Alcymar Monteiro condecorado com Ordem do Mérito Cultural, no Planalto». www.folhape.com.br. Consultado em 14 de agosto de 2022
- ↑ Barbosa, Author Antonio Carlos Da Fonseca. «Alcymar Monteiro». Ritmo Melodia - A Revista que canta o Brasil. Consultado em 14 de agosto de 2022
- ↑ https://www.letras.com.br/alcymar-monteiro/biografia
- ↑ https://www.youtube.com/watch?v=WLuVQsZe6P4
- ↑ Ribeiro, Naiana (16 de junho de 2019). «'O forró é a ópera popular', diz Alcymar Monteiro». Jornal Correio. Consultado em 14 de agosto de 2022
- ↑ Web, Alfama. «Bacanudo - Cá Entre Nós - Alcymar Monteiro». Bacanudo (em inglês). Consultado em 14 de agosto de 2022
- ↑ «São João 2008». infonet.com.br. Consultado em 18 de março de 2022
- ↑ 🎶 Industria da Seca : Assista o relato do @tonyshowoficial sobre acontecimentos de sua carreira, e seu importante envolvimento com a carreira do... | By Fãs Do Alcymar Monteiro | Facebook, consultado em 14 de agosto de 2022
- ↑ «Alcymar Monteiro o Rei do Forró». www.ritmomelodia.mus.br. 12 de fevereiro de 2018. Consultado em 15 de abril de 2021
- ↑ MARCELO, Carlos; RODRIGUES, Rosualdo., Carlos Marcelo (2012). O fole roncou: uma história do forró. [S.l.: s.n.]
- ↑ SANTOS, Climério de Oliveira. (2014). Forró desordeiro: para além da bipolarização ‘pé de serra versus eletrônico’. Tese de Doutorado. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO - PPGM. [S.l.: s.n.]
- ↑ Alcymar Monteiro (21 de dezembro de 2015). «Carta aberta denunciando o calote e o descaso do Governo de Pernambuco com os artistas desse estado.». Facebook/Alcymar Monteiro. Consultado em 8 de janeiro de 2016
- ↑ «Alcymar Monteiro divulga carta aberta cobrando cachê de shows do São João». jconline.ne10.uol.com.br. Consultado em 8 de janeiro de 2016
- ↑ «Resposta do Governador Paulo Câmera a Alcymar Monteiro». 23 de dezembro de 2015. Consultado em 8 de janeiro de 2016. Arquivado do original em 28 de abril de 2016
- ↑ «Alcymar Monteiro está fora do São João de Caruaru pelo terceiro ano consecutivo». Blog Social 1. 28 de maio de 2016. Consultado em 25 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 25 de outubro de 2025
- ↑ «Alcymar Monteiro a Marília Mendonça: 'Você canta para cachaceiro'». VEJA. Consultado em 15 de abril de 2021
- ↑ Redação (9 de agosto de 2022). «Alcymar Monteiro humilha banda em show e músicos se demitem: 'Quem tem que aparecer aqui sou eu'». iBahia. Consultado em 9 de agosto de 2022
- ↑ Redação (9 de agosto de 2022). «Alcymar Monteiro esculhamba músicos durante show». ClickPB. Consultado em 9 de agosto de 2022
- ↑ «Tradicional no São João de Caruaru, Alcymar Monteiro fica de fora do evento e se manifesta nas redes». Portal Folha de Pernambuco. 29 de maio de 2023. Consultado em 25 de outubro de 2025
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