Alcides Longhi
| Alcides Longhi | |
|---|---|
![]() Alcides Longhi na década de 1940 | |
| Nome completo | Alcides Longhi |
| Nascimento | 10 de junho de 1917 |
| Morte | 18 de agosto de 1994 (77 anos) Caxias do Sul, RS |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Cônjuge | Noris Leda Artico |
| Filho(a)(s) | Beatriz Ignez, Elisabeth Ana, Vera Mari, Villi Victorio, Vitor Augusto e Roberto Alcides |
| Ocupação | industrial, comerciante e futebolista |
Alcides Longhi (Caxias do Sul, 10 de junho de 1917 – Caxias do Sul, 18 de agosto de 1994) foi um industrial, comerciante e futebolista brasileiro.
Iniciando a vida como sapateiro de magros recursos, fundou uma fábrica e loja de sapatos que por alguns anos foi muito bem sucedida, sendo elogiada na imprensa e exportando seus produtos para outros locais do estado do Rio Grande do Sul e do Brasil, mas faliu em 1954 e passou a enfrentar dificuldades econômicas. Ao mesmo tempo, sempre envolvido no futebol, foi um ativo colaborador do Esporte Clube Juventude, atuando primeiro como jogador, foi capitão de 1939 a 1947, e a partir de 1941, por mais de 40 anos, participou quase ininterruptamente da diretoria, desempenhando múltiplas funções. Foi presidente do clube em 1949, quando o Juventude sagrou-se campeão invicto do Campeonato Citadino, e coordenador das obras de construção do Estádio Alfredo Jaconi na década de 1970. Foi um dos mais populares "ídolos" do alviverde em sua geração, que coincidiu com os tempos dourados do amadorismo, conquistou vários campeonatos e distinções, incluindo dez títulos de campeão do Citadino, tornou-se figura estimada na cidade e é lembrado como um destacado personagem da história do futebol caxiense. Casado com Noris Leda Artico, teve seis filhos que deram expressivas contribuições à sociedade local.
Biografia
Família

A família de Alcides Longhi é nativa de Vermiglio, comuna situada no norte do Trentino, Itália, onde são atestados desde meados do século XVI como membros da comunidade de vicini (cidadãos livres com plenos direitos políticos). Os primeiros membros individualizados na documentação são Bartolomeo, Antonio e Domenico, todos residentes no distrito de Fraviano, que em 19 de junho de 1558 são citados na ata da assembleia geral da Regra (o Conselho comunal), participando da governança. Outros membros aparecem logo depois como donos de terras nos distritos de Cortina e Pizzano. O mais remoto ancestral direto de Alcides conhecido com segurança é Giovanni Domenico Longhi, nascido em torno de 1600. A partir de fins do século XVIII alguns ancestrais diretos foram citados como madeireiros e carpinteiros, uma atividade que seria continuada no Brasil. O brasão mostrado ao lado está na família há gerações, mas a memória da data e das circunstâncias de sua adoção foi perdida.[1]

O bisavô de Alcides, o imigrante Ignazio Longhi, antes casado com Anna Maria Poli, chegou ao Brasil em meados de 1876 com sua segunda esposa Candida Pedron e alguns filhos, nos primórdios da imigração italiana no Rio Grande do Sul, estando entre os primeiros colonizadores de Caxias do Sul.[2][3] Ignazio faleceu poucos anos depois da chegada, legando a chefia da família ao seu primogênito Giovanni Battista,[4] um dos fundadores da Comunidade de São Romédio, onde primeiro formou-se um núcleo comunitário, sendo hoje considerada "o berço de Caxias". Ali também participou da fundação e foi membro da primeira diretoria da Sociedade Igreja de São Romédio, a primeira associação civil da cidade,[5][6] permanecendo na função até 1894, colaborando na estruturação da comunidade e na construção das duas primeiras capelas de madeira, da escola e do cemitério.[4]

Giovanni Battista rapidamente prosperou como agricultor, madeireiro, carpinteiro, marceneiro, ferreiro, moleiro, produtor de vinho e comerciante, abrindo uma série de negócios. João Tessari, o historiador de São Romédio, o chamou de um "faz-tudo", e anos depois de morto virou lenda, quando seu túmulo foi aberto para uma reforma e seus despojos não foram encontrados. Sua esposa, Catterina Rossi, também gerou folclore, falecendo com fama de santa, e 32 anos depois de seu sepultamento seu corpo foi encontrado incorrupto, o que desencadeou a formação de um pequeno culto popular em seu redor, sendo-lhe atribuídas graças e curas.[4]
Victorio Longhi, filho de Giovanni e Catterina, casou com Lucia Pezzi e foi pai de Alcides, Francisco, Tercila, Flora, Romilda, Oscar, Natalino, Irma e Guilherme. Victorio deixou a zona semi-rural de São Romédio e passou a viver no centro urbano, mas ainda foi conselheiro fiscal da Sociedade e um dos fundadores da terceira e atual capela.[7] Tornou-se grande industrial madeireiro, um dos três sócios de uma empresa que em seu auge teve o vultoso capital de 900 contos de réis e filiais em Porto Alegre e Jaguari,[8]
No entanto, em sua juventude a família Longhi havia empobrecido, e Alcides iniciou sua vida profissional como sapateiro, aprendendo o ofício de João Maineri.[7] Casou-se em 1938 com Noris Leda Artico, filha de Augusto Artico e Ema Panigas, nascida em 10 de novembro de 1918 e falecida em 16 de outubro de 2011, também de família tradicional,[9] mas que tivera sorte semelhante, ganhando riqueza no início do século com uma grande cantina, de produto premiado,[10][11][12] e falindo em 1921.[13] Com a esposa teve os filhos Beatriz Ignez, Elisabeth Ana, Vera Mari, Villi Victorio, Vitor Augusto e Roberto Alcides.[14]
Carreira na indústria
Associando-se ao irmão Francisco, abriu uma fábrica de sapatos em torno de 1935, a Longhi & Cia. Ltda., mais conhecida como Fábrica de Calçados Caxias, iniciando uma fase ascendente. Na época era a única empresa do gênero da cidade, produzindo calçados de todos os tipos, mas concentrando-se nos modelos escolares e botas para o Exército, passando a atender o mercado interno e também exportando seu produto para várias cidades do Rio Grande do Sul e outros estados do Brasil.[15][16]


A empresa conheceu um período de significativa prosperidade, ampliando suas instalações em 1947 com uma seção de varejo junto à fábrica[15] e abrindo uma loja própria em 1948 na praça central da cidade. A imprensa da época apontou sua contribuição para o avanço econômico e industrial de Caxias,[17] como fez O Momento:
- "Aqui estamos hoje falando da grande fábrica de calçados da firma Longhi & Cia. Ltda. Não resta dúvida que o progresso e o desenvolvimento material e cultural desta terra, de anos a esta parte, vem tomando um incremento extraordinário, digno do maior crédito e apreciação. Assim, depois de termos abordado noutros números, a marcha admirável de dois importantes estabelecimentos comerciais da praça, hoje cuidaremos [...] da firma que tem como dirigente o sr. Alcides Longhi. Senhor dum tino comercial idôneo e apreciável, cavalheiresco e entusiasta do esporte caxiense, o sr. Alcides Longhi há mais de um lustro que está norteando, dentro do terreno da honradez e do critério, a Fábrica de Calçados marca 'Caxias', instalada próxima ao campo do Juventude.
- "Iniciando suas atividades com modesta sapataria, em ponto central da cidade, hoje o sr. Alcides Longhi, para orgulho desta terra, orienta os negócios daquele modelar estabelecimento. Com uma seção de varejo instalada na própria fábrica, com funcionários que exprimem a beleza do comércio moderno, no tocante ao esforço, a dedicação, a atenção e o trabalho em geral, o sr. Alcides Longhi viu concretizados os seus mais ardentes sonhos. A passos gigantescos, marcha a indústria em Caxias do Sul. Com homens de têmpera construtiva e progressista do quilate do sr. Alcides Longhi e doutros que integram a poderosa indústria, breve a 'Pérola das Colônias' poderá, festivamente, proclamar a sua independência econômica".[18]
Recebeu destaque também em 1950 em dois grandes álbuns ilustrados comemorativos dos 75 anos da colonização italiana no estado, um publicado pela Festa da Uva e outro pela Municipalidade. No primeiro, declara-se que a cidade podia se orgulhar de uma empresa que era a única em seu tipo na região e que se comparava às melhores do estado,[19] e no segundo, de teor semelhante, foi descrita como...
- "[...] uma fábrica de calçados que hoje figura em pé de igualdade com as mais reputadas congêneres do estado e do país, [...] fornecendo calçados de todos os tipos, todos de superior qualidade, a uma multidão de consumidores em todo o estado e demais unidades da Federação. [...] Fazendo do binômio 'qualidade e preço módico' o seu lema de trabalho, a firma Longhi & Cia. Ltda. conquistou para seus calçados uma aceitação que superou as melhores expectativas. [...] Os negócios da firma acham-se sob a direta orientação do sócio sr. Alcides Longhi, cuja capacidade comercial tem sido um dos fundamentos do extraordinário progresso que consolidou em poucos anos a Fábrica de Calçados Caxias".[20]
Porém, depois desta boa fase, Longhi faliu em 1954,[21] em uma crise do setor coureiro. Então passou a direcionar sua atenção para outra empresa que havia fundado na mesma época, a Mibral, que produzia rebites, braçadeiras e lonas para freios,[22] mas que até a falência da fábrica de calçados havia permanecido em segundo plano e tinha um porte pequeno. Para aumentar seus rendimentos e sustentar sua grande família, abriu também uma lancheria. No entanto, os negócios não foram muito bem e ele passou por períodos difíceis. Em 1965 a Mibral tornou-se uma sociedade anônima, quando Longhi retirou-se da empresa e se aposentou.[7]
O desportista

Paralelamente à sua vida empresarial, Longhi sempre manteve forte envolvimento com o futebol, vindo a construir destacada carreira. Iniciou sua participação no Esporte Clube Juventude nos anos 30 como júnior, e em 1935 ingressou no time principal, ocupando a posição de zagueiro.[22] Nesta época, por um breve período colaborou com o Esporte Clube Cruzeiro do Sul como tesoureiro,[23] mas dedicaria depois toda a vida ao Juventude. Francisco Michielin o citou em várias passagens de seu livro Assim na Terra como no Céu, que narra a história do clube. Em uma delas, o autor diz:
- “Quando o Juventude despontou no futebol, em 1913, havia tanta gurizada que queria jogar, misturando-se aos ‘coroas’, que a primeira providência, logo que as coisas se definiram, foi criar a divisão dos ‘filhotes’. Eram gurizotes de dez anos para cima, loucos para chutar uma bolinha e, naturalmente, vestidos de verde. A partir daí, gerações de craques foram nascendo como banana em cacho. A história do Juventude é rica pelos ‘prata-da-casa’ que produziu.
- “O time-base que vinha atuando nos últimos oito anos [entre as décadas de 20 e 30] era quase imutável, com mínimas variações. Algumas peças haviam se desgastado. [...] Fazia-se claramente necessário efetuar uma eficaz reposição. Foi justamente nos ‘filhotes’ que o Juventude procurou suas soluções emergenciais. A fornada de novos talentos oferecia promissoras condições de montar uma equipe sempre competitiva. [...] Para o arco, apareceu o grandalhão, de quase dois metros de altura, forte como um touro, Adelino Fabbris, o Vanzetti. Ele, posteriormente, seria técnico, diretor de futebol e presidente. Ocuparia todo e qualquer cargo diretivo para servir o seu Juventude. A zaga trazia a proposição de dois fortíssimos elementos: Décio Nabinger – A Mobília – com sua boina verde, e Alcides Longhi – A Lenda – também, mais tarde, um faz-tudo e, naturalmente, presidente. Era impressionante o amor que esses jogadores todos nutriam pelo Juventude. Antes de jogar, amavam-no. [...] A Lenda Longhi prolongou-se por quase vinte anos, jogando até o último reservatório de sua energia".[24]


Conquistou com seu clube vários títulos: campeão do Citadino em 1935, 1936, 1938, 1939, 1940, 1941,[25][26] campeão da 4ª Região em 1939,[27] campeão do Torneio Início da Liga Esportiva Caxiense em 1942 e 1947,[28][29] campeão da 2ª Região em 1938, campeão da 4ª Região em 1939,[26] vice-campeão do Citadino em 1937, 1942, 1945 e 1946,[30][31] vice-campeão da Zona Centro em 1935 e 1936,[26] e vice-campeão da Região Nordeste em 1940.[27]
Sua atuação individual foi elogiada numerosas vezes na imprensa da época, citando os seus "pés mágicos"[32] e assinalando especialmente a segurança que transmitia em sua posição na retaguarda.[33][34][35][36][37][38][39][28][40] Esta qualidade foi destacada em umas quadras humorísticas referentes aos "ìdolos" do clube publicadas no jornal A Época, onde se dizia dele:
- Longhi é baque direito
- Ligeiro e empreendedor
- Por ele ninguém passa
- Nem pedindo por favor. [41]
Michelin também fez menção a este talento particular: “Lá atrás, Alcides Longhi era uma garantia, uma fortaleza, principalmente quando Décio Nabinger, com a sua ‘bomba’, abandonou o futebol".[24] Foi o capitão do time entre 1939 e 1947 e em 1948 recebeu o título de Jogador Laureado.[27]
Em 1941, ainda jogando, iniciou sua participação nas Diretorias do Juventude, sendo indicado auxiliar do Departamento Infantil e um dos indicados do clube para a função de juiz da Liga Esportiva Caxiense.[42] em 1945 era membro da comissão pró-construção de um novo pavilhão no estádio, então chamado Quinta dos Pinheiros,[43] e em 1946 assumiu a Direção de Esportes e foi também indicado auxiliar do diretor Técnico, continuando na Direção de Esportes no ano seguinte.[44][45] Em 21 de novembro de 1947 foi eleito para o Conselho Deliberativo e suplente do Conselho Fiscal para o ano de 1948.[46] Em 1949 ocupou a presidência, ano em que realizou benfeitorias na Quinta dos Pinheiros, terminou a construção de "um majestoso pavilhão",[47] e conquistou o título de Clube Mais Simpático,[7] o Torneio Início da Liga Esportiva,[48] e, invicto, o Campeonato Citadino.[27] O jornal A Época assim o descreveu neste ano:

- "Longhi conquistou para o Juventude inúmeros campeonatos trabalhando no campo da luta. Este ano, conquistou outro galardão, desta vez mais significativo, porque estava sob sua responsabilidade, não como antigamente conter o avanço e quebrar o ímpeto dos adversários – mas o Clube todo. Alcides Longhi é mais um dos nomes que há de figurar para sempre, aplaudido, estimado e respeitado, nas páginas imorredouras da história do E. C. Juventude. Seu esforço, sua abnegação, seu trabalho e dinamismo servem para solidificar cada vez mais os alicerces deste veterano clube caxiense".[27]
A revista Panorama Esportivo de Porto Alegre deixou outro registro sobre a conquista:
- "[Longhi] é o ponto central de onde partem todas as iniciativas, que ele sabe distribuir inteligentemente entre os seus companheiros de diretoria. Esportista de linha, ativo, incansável mesmo, não encontra dificuldades nem sacrifícios quando se trata da defesa do bom nome e da grandeza do clube ao qual dispensa os melhores dias de sua existência. Como presidente lhe coube a honra de reconquistar para seu clube o título de Campeão Invicto da cidade de Caxias do Sul, entretanto com fundadas esperanças na jornada final pelo campeonato estadual. A Alcides Longhi deve, pois, o simpático clube da Pérola das Colônias o lugar de destaque em que se encontra, com seu pavilhão verde e branco cheio de novas e retumbantes vitórias".[49]
Como ex-presidente, passou à categoria de membro nato do Conselho Deliberativo, presidindo-o em 1951.[50] Ingressou no time dos Veteranos em 1953,[51] em 1954 foi chamado pelo jornal Vida Esportiva de "famoso ás do passado, um dos melhores zagueiros que Caxias conheceu",[52] e permaneceria associado ao Juventude ainda por muitos anos, fazendo parte de outras diretorias como membro da Comissão Técnica (1951 e 1954), assistente do treinador (1954),[53][54] membro do Conselho Administrativo e membro efetivo do Conselho Deliberativo (1960),[55] e diretor de Futebol, cargo que ocupou muitas vezes (1951, 1960, 1961, 1963, 1966, 1969, 1970 e 1971).[56][57][58][59][60][61][62][63][64]
Colaborava para a conquista de outros títulos. O clube foi campeão do Citadino também em 1950, 1951 e 1953; campeão do Interior em 1964, 1965 e 1966, e vice-campeão do Estadual de 1965.[65] Em 1966 Longhi recebeu o título de Melhor Diretor de Futebol, conferido pela Rádio Caxias,[66] e em 1970 recebeu homenagem nas festividades do aniversário do clube.[65]

No início dos anos 70 o Juventude passava por sérias dificuldades financeiras, e para saná-las concebeu-se a fusão com o seu maior rival, o Flamengo. Longhi foi um dos poucos dirigentes que se opôs à ideia, considerando que "nas cidades onde só há um clube o futebol está morrendo", como disse em entrevista para a revista Placar.[67] A fusão de fato ocorreu mas acabou fracassando, e era assessor da Presidência em 1973, quando foi decidido o ressuscitamento do clube depois da fusão infeliz.[68] Em 1974 foi diretor de Futebol,[69] e em 1975 o Juventude retornou à sua antiga identidade. Neste ano, sendo presidente Willy Sanvitto, inaugurou-se o novo estádio, o Alfredo Jaconi, cujas obras foram dirigidas por Alcides.[70] Em maio pediu dispensa da direção de Futebol, após uma polêmica envolvendo a contratação de um jogador à sua revelia, mas permaneceu colaborando no Conselho Deliberativo.[71] No fim do ano o clube conquistou a Copa Governador do Estado do Rio Grande do Sul.[24]
Em 1978 foi chamado de "uma bandeira de trabalho dentro da agremiação".[72] Em 1979 era diretor de Futebol[73] e foi um dos principais articuladores da campanha de Flávio Ioppi para a Presidência.[74] Após a eleição assumiu como um dos seus assessores, em 1981 era assessor do Departamento de Futebol e assessor do técnico,[75] eleito para efetivo do Conselho Deliberativo em 1980-1981,[76] diretor de Futebol de 1982 a 1984,[77][78] e membro do Conselho Consultivo em 1985.[79] Depois retirou-se, encerrando sua participação no esporte caxiense. Faleceu em 18 de agosto de 1994.[7]
Legado
Alcides Longhi é lembrado hoje principalmente como figura ilustre do Esporte Clube Juventude. Como jogador foi um dos seus ídolos na fase áurea do amadorismo, recebendo os apelidos de A Lenda e Jesus, este pelos "milagres" que fazia com a bola, deixando depois, quando passou para o trabalho nos bastidores, também significativa contribuição.[24][14] Roni Rigon e Rodrigo Lopes dedicaram-lhe vários artigos na página "Memória" do jornal Pioneiro,[70][65][22][15][80] assinalando ainda suas atividades filantrópicas.[81] Além de prestigiá-lo em seu livro sobre a história do clube, Francisco Michielin o incluiu na sua galeria dos “100 Personagens” publicada no Pioneiro em 2013, quando foi comemorado o centenário da agremiação,[82] e na mesma oportunidade a Gazeta de Caxias o listou entre as figuras destacadas da sua história.[83]

O reconhecimento da comunidade foi coroado, contudo, com a atribuição de seu nome a uma rua. Foi louvado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano e Obras, que analisou o referente Projeto de Lei, como "cidadão empreendedor, que dedicou sua vida ao seu time do coração: Esporte Clube Juventude. [...] A Comissão se manifesta pela aprovação do projeto em tela, aproveitando a oportunidade para unir-se ao vereador autor do projeto nas homenagens ao senhor Alcides Longhi".[14] O Projeto de Lei foi aprovado na Câmara Municipal por unanimidade, com manifestações dos vereadores Francisco Spiandorello e Walmor Vanazzi, que fizeram breves retrospectivas de sua atuação. O primeiro assim disse:
- “Senhor presidente, pedi a palavra para declarar o voto e mencionar que o homenageado, Alcides Longhi, foi um dos mais extraordinários atletas que passaram por Caxias do Sul. Conhecido no futebol como ‘Jesus’, era um jogador laureado no Esporte Clube Juventude. Deixou a sua passagem como atleta, como dirigente e como homem integrado a Caxias do Sul. Trabalhou sem pretensões pessoais, mas com muito idealismo. Era casado com a Noris Leda Artico Longhi e tem os filhos Beatriz, Elisabeth, Vera Mari, Villi Victorio, Vitor Augusto e Roberto Alcides. Trabalhou também, no início de sua vida profissional, como sapateiro na área central de Caxias do Sul. Durante toda a atividade que teve em Caxias do Sul, sempre procurou estar próximo da cidade, dos seus eventos, das suas manifestações, amando o Esporte Clube Juventude. Por exemplo, em 1949, pelas atuações todas, ele fez com que o Esporte Clube Juventude se sagrasse campeão invicto, o que era uma raridade no futebol. Creio que, pelo exemplo de dignidade e de honradez, pela família que possui, pelo exemplo que legou, ele merece esta homenagem. Contamos com a aprovação desta Casa para que fique eternizado o seu nome, a sua história, a sua vida como exemplo para nós”.[14]
O vereador Vanazzi declarou:
- “Eu conheci o homenageado, Alcides Longhi. Quando era menino, de 1935 a 1948, jogou como zagueiro central do Esporte Clube Juventude. Também era empreendedor, botou uma fábrica de calçados bem próximo ao estádio do Juventude. [...] Acho que estamos fazendo justiça a esse ilustre cidadão caxiense ao denominar com seu nome uma rua de nossa cidade. Como empreendedor, fabricou calçados masculinos e femininos e foi bem sucedido. Como jogador de futebol obteve diversos títulos. Naquele tempo eram disputados apenas campeonatos municipais, e todos eles eram amadores. Se nós tivéssemos hoje, no nosso profissionalismo, tanto no Juventude como no Caxias, o espírito amadorista do qual Alcides Longhi era exemplo, não estaríamos correndo o risco de cair nas divisões: o Juventude para a segunda, e nós para a terceira. Quero, então, homenagear a família de Alcides Longhi e seus descendentes”.[14]
Como industrial, teve sua empresa destacada em sua época em publicações de larga circulação,[20][19][18] e em tempos recentes sua trajetória foi recuperada por vários autores. Rigon e Lopes escreveram sobre ela no Pioneiro,[15][81][84] foi assinalada como uma das empresas que "marcaram época" na cidade pelas historiadoras Loraine Slomp Giron e Heloísa Bergamaschi em um livro sobre a história das casas comerciais de Caxias,[16] e o prédio novo foi estudado por Ana Elísia da Costa, sendo considerado um bom representante da estética Déco aplicada à indústria.[85]
Descendência

Alcides Longhi e Noris Leda Artico deram origem a uma descendência que recebeu atribuições de responsabilidade e numerosas distinções de organismos oficiais, bem como louvores na imprensa.[86] Seus filhos são:
- Beatriz, professora de Educação Física,[87] vice-diretora do Colégio Cristóvão de Mendoza e ativo membro fundador e duas vezes presidente das entidades beneficentes Liga Feminina de Combate ao Câncer[88][89][90][91] e o Lions Clube São Pelegrino, e uma das fundadoras do Banco de Olhos, uma cooperação entre o Lions e o Hospital Pompeia.[92][93]
- Vera, professora de Matemática, vice-diretora do Colégio Estadual Imigrante,[94] delegada-adjunta e depois delegada titular da 4ª Delegacia Regional de Educação,[95] diretora executiva da Festa Nacional da Uva em duas edições,[96][97][98][99] membro do Conselho Estadual de Cultura,[100] secretária do Gabinete de Balthazar de Bem e Canto e João Jardim, secretários de Estado da Agricultura, vice-presidente da APAE local[101] e benemérita da Igreja de São Pelegrino.[102]
- Elisabeth, presidente da Juventude Estudantil Católica,[103] cronista do jornal Pioneiro,[104][105] membro fundador e secretária da Academia Caxiense de Letras,[105][106] professora de Artes, diretora do Colégio Imigrante, quando o projetou em nível estadual por seus métodos educativos avançados,[107][108] presidente do Núcleo de Artes Visuais de Caxias do Sul,[109][110][111] integrante da diretoria da XV Festa Nacional da Uva,[112] diretora do Departamento Social do Recreio da Juventude,[113] diretora por oito anos do Departamento Cultural do Clube Juvenil, organizando um vasto projeto de recuperação de sua memória,[114][115][116][117] secretária da Liga Feminina de Combate ao Câncer,[118] duas vezes presidente do Rotary Club Cinquentenário[119][120] e presidente da Casa da Amizade das Esposas dos Rotarianos.[121][122]
- Villi, professor de Informática da UFRGS,[123] executivo de grandes empresas e depois sócio fundador de duas consultorias de Informática (MBS Consulting e BPM Soluções),[86] com clientes de peso em todo o Brasil,[124][125][126][127][128] premiado com o Global Awards for Excellence in BPM & Workflow, categoria Ouro, concedido pela Workflow Management Coalition, pelo case de automação da gestão de contratos da Unimed.[129]
- Vitor, sargento do Exército, jogou nos Veteranos[130] e foi preparador físico do Esporte Clube Juventude[67][131][132] e nesta condição, campeão da Copa Governador do Estado do Rio Grande do Sul em 1975,[24] diretor do Departamento Esportivo do Recreio da Juventude,[133][134] professor de Educação Física, vice-diretor do Colégio Abramo Randon, empresário e um dos fundadores do balneário Noiva do Mar.[86]
- Roberto, jogou nos Juniores e nos Veteranos do Juventude,[130] formou-se dentista e tornou-se conhecido profissional em Caxias, um dos fundadores e membro da diretoria do Sindicato dos Odontologistas de Caxias do Sul, entidade com abrangência sobre 30 municípios.[86]
Referências
- ↑ Frantz, Ricardo André Longhi. Crônica das famílias Artico e Longhi de Caxias do Sul e sua parentela - Volume IV - o passado na Europa. Academia.edu, 2025, pp. 13-36
- ↑ Gardelin, Mário & Balen, João Maria. “Primeiras Famílias Chegadas a Caxias do Sul”. Folha de Caxias, 10/06/1989
- ↑ Gardelin, Mário & Costa, Rovílio. Os Povoadores da Colônia Caxias. EST / Folha de Hoje, 1994
- ↑ a b c Tessari, João Antônio. Memórias. E.A., 1994
- ↑ "Primeira sociedade caxiense comemora 125 anos". Folha do Sul, 23-24/12/2000
- ↑ "Comunidade caxiense celebra 135 anos" Arquivado em 12 de agosto de 2014, no Wayback Machine.. Correio Riograndense, s/d.
- ↑ a b c d e Frantz, Ricardo André Longhi. Crônica das famílias Artico e Longhi de Caxias do Sul e sua parentela: estórias, história e genealogia — Volume III. Academia.edu, 2025, pp. 11-68
- ↑ Giron, Loraine Slomp & Bergamaschi, Heloísa Eberle. Casas de Negócio: 125 anos de imigração italiana e o comércio regional. EDUCS, 2001, p. 138
- ↑ "Faleceu o sr. Augusto Artico". Pioneiro, 24/06/1962
- ↑ "Visitando lo stabilimento". Città di Caxias, 14/10/1915
- ↑ "Inauguração de uma cantina". O Brazil, 13/07/1917
- ↑ "Os Srs. Artico & Cia." Città di Caxias, 12/01/1920
- ↑ “Notas forenses”. O Brasil, 25/03/1922
- ↑ a b c d e Câmara de Vereadores de Caxias do Sul. 355ª Sessão Ordinária no 3º Período da XIII Legislatura, 10/09/2003
- ↑ a b c d Rigon, Roni. “Memória: novo setor produtivo”. Pioneiro, 02/09/2003
- ↑ a b Giron & Bergamaschi, p. 173
- ↑ "Inaugurado o varejo de Calçados da Fábrica Longhi & Cia. Lt." O Momento, 13/03/1948
- ↑ a b "A Fábrica de Calçados 'Caxias' de Longhi & Cia." O Momento, 31/05/1947
- ↑ a b Festa da Uva. Álbum Comemorativo do 75º Aniversário da Colonização Italiana no Rio Grande do Sul. Editora Globo, 1950, p. 218
- ↑ a b Antunes, Duminiense Paranhos (org). Documentário Histórico do Município de Caxias do Sul 1875-1950, Comemorativo do 75º Aniversário da Colonização. Associação Comercial / Biblioteca Pública / Câmara dos Vereadores / Prefeitura de Caxias do Sul, 1950, p. 223
- ↑ "Edital de 1ª Praça". A Época, 14/01/1954
- ↑ a b c Rigon, Roni. “Memória: o zagueiro Alcides”. Pioneiro, 18/09/2003
- ↑ "S. C. Cruzeiro do Sul". O Momento, 13/01/1936
- ↑ a b c d e Michielin, Francisco. Assim na Terra como no Céu. Sagra / D. C. Luzzatto, 1994
- ↑ “Crack da Semana”. O Momento, 21/07/1945
- ↑ a b c Juventude completou 36 anos de existência. O Momento, 02/07/1949
- ↑ a b c d e "Juventude - Campeão da Cidade". A Época, 18/08/1949
- ↑ a b "O Juventude sagrou-se campeão do Início". A Época, 10/05/1942
- ↑ "Juventude - Campeão do Torneio Initium da LCF". O Momento, 28/06/1947
- ↑ “Pelo esporte”. O Momento, 29/09/1945
- ↑ “Salve G. E. Fluminense! Campeão citadino de 1946”. O Momento, 05/10/1946
- ↑ "Esporte". O Momento, 11/07/1935,
- ↑ "O Juventude venceu espetacularmente o União na 1ª Melhor de Três". A Época, 23/10/1938
- ↑ "Juventude x Bento Gonçalves". A Época, 13/11/1938
- ↑ "Esportes". A Época, 20/11/1938
- ↑ "Por 3 x 1, o Juventude venceu o 9º B. C. Atlético Clube", A Época, 30/07/1939
- ↑ "O Juventude começou bem". A Época, 14/04/1940
- ↑ "Bela vitória do Juventude frente ao Cruzeiro". A Época, 28/04/1940
- ↑ "Em partida eliminatória pelo Campeonato Estadual de Futebol, o Juventude venceu o Esportivo de Bento Gonçalves". A Época, 27/10/1940
- ↑ "Pelo Esporte". O Momento, 03/05/1947
- ↑ "Os onze da Papada". A Época, 16/10/1941
- ↑ Gardelin, Mário. “Juventude 65 Anos de Paixão e Glória LIX”. Pioneiro, 19/08/1978
- ↑ Gardelin, Mário. “Juventude 65 Anos de Paixão e Glória LXXVIII”. Pioneiro, 20/09/1978
- ↑ Gardelin, Mário. “Juventude 65 Anos de Paixão e Glória LXIX”. Pioneiro, 23/09/1978
- ↑ "Nova Diretoria do E. C. Juventude". O Momento, 22/03/1947
- ↑ Gardelin, Mário. “Juventude 65 Anos de Paixão e Glória LXXII”. Pioneiro, 04/10/1978
- ↑ "O Esporte Clube Juventude completou 36 anos de existência". O Momento, 02/07/1949
- ↑ "Juventude, Campeão do Initium". O Momento, 28/05/1949
- ↑ "Alcides Longhi". Panorama Esportivo, ago/1949
- ↑ Gardelin, Mário. "Juventude — 65 anos de paixão e glória — LXXIII". Pioneiro, 11/11/1978
- ↑ "Amanhã a posse da Diretoria dos Veteranos". A Época, 01/02/1953
- ↑ “Ontem e Hoje”. Vida Esportiva, 08/08/1954
- ↑ "Crespo, Saul, Enio e um técnico para o Juventude". A Época, 04/02/1951
- ↑ “D. Viola deixou o Juventude”. Pioneiro, 04/12/1954
- ↑ Gardelin, Mário. “Juventude 65 Anos de Paixão e Glória CII”. Pioneiro, 20/01/1979
- ↑ Gardelin, Mário. “Juventude 65 Anos de Paixão e Glória LXXIX”. Pioneiro, 28/10/1978
- ↑ Gardelin, Mário. “Juventude 65 Anos de Paixão e Glória CIII”. Pioneiro, 24/01/1979
- ↑ Gardelin, Mário. “Juventude 65 Anos de Paixão e Glória CIV”. Pioneiro, 27/01/1979
- ↑ “Última hora”. Pioneiro, 18/07/1963
- ↑ ”Notícias em dois toques”. Pioneiro, 24/12/1966
- ↑ “Lauro Carvalho assume Presidência salvando o glorioso E. C. Juventude”. Pioneiro, 01/07/1967
- ↑ “Juventude vai jogar em Fagundes Varella”. Pioneiro, 06/12/1969
- ↑ “Juventude em Uruguaiana”. Pioneiro, 31/10/1970
- ↑ “Juventude joga segunda feira”. Pioneiro, 23/01/1971
- ↑ a b c Rigon, Roni. "Aniversário do Esporte Clube Juventude". Pioneiro, 19-20/10/2002
- ↑ "Diploma: Alcides Longhi". Rádio Caxias, 28/12/1966
- ↑ a b Fonseca, Divino. “Lá vem o Juventude”. Placar, 31/01/1975
- ↑ “Decidido: Juventude voltará”. Jornal de Caxias, 23/06/1973
- ↑ “Guizzoni poderá ser técnico do Juventude”. Correio Riograndense, 22/01/1975
- ↑ a b "Rigon, Roni. "Alcides Longhi, ídolo do Juventude". Pioneiro, 18/09/2003
- ↑ “Longhi deixa o cargo de diretor mas continua no Ju”. Pioneiro, 17/05/1975
- ↑ "Ausências". Jornal de Caxias, 08/07/1978
- ↑ "Curtas". Jornal de Caxias, 24/11/1979
- ↑ "Situação pode desistir de não encontrar candidato até segundo". Jornal de Caxias, 08/12/1979
- ↑ "Quem é o Longhi". Jornal de Caxias, 09/03/1981
- ↑ “Com diferença de apenas oito votos, situação elege seus conselheiros”. Pioneiro, 05/12/1979
- ↑ "Mosaicos esportivos". Ecos do Mundo, 24/11/1982
- ↑ "Última Hora". Pioneiro, xx/xx/1985
- ↑ “Esporte Clube Juventude”. Pioneiro, 09/02/1985
- ↑ Lopes, Rodrigo. "A trajetória de Alcides Longhi no Esporte Clube Juventude". Pioneiro, 19/02/2020
- ↑ a b Rigon, Roni. "Retratos". Pioneiro18/09/2003
- ↑ Michielin, Francisco. “Histórias Juventudistas: 100 Personagens”. Pioneiro, 23-24/03/2013
- ↑ “100 anos Juventude com muito orgulho”. Gazeta de Caxias, junho/2013
- ↑ Lopes, Rodrigo. "Fábrica de Calçados Caxias, de Alcides Longhi, em 1948". Pioneiro, 18/02/2020
- ↑ Da Costa, Ana Elísia. A evolução do edifício industrial em Caxias do Sul, de 1880 a 1950. UFRGS, 2001
- ↑ a b c d Frantz, Ricardo André Longhi. Crônica das famílias Artico e Longhi e sua parentela em Caxias do Sul, Brasil: Estórias e Histórias - Volume III. Academia.edu, 2025
- ↑ "Ginástica". Informativo Social do Recreio da Juventude, 1977 (5)
- ↑ Ruzzarin, Camila. “Presidentes da Liga Feminina de Combate ao Câncer de Caxias do Sul”. In: Laboratório Online de Jornalismo da UCS. Tá na Pauta, 07/03/2004
- ↑ “Liga Feminina de Combate ao Câncer”. Pioneiro, 21/04/1995
- ↑ "Liga". Folha de Hoje, 19/03/1994
- ↑ Pulita, João. "Beatriz Nonnenmacher é gente de expressão". Pioneiro, 14/09/1993
- ↑ Lions Clube São Pelegrino. Trajetória Fotográfica dos 30 Anos dos Lions Clube Caxias do Sul São Pelegrino, 1968-1998
- ↑ "Promoção social beneficente mostrou moda primavera-verão". Jornal de Caxias, 22/09/1979
- ↑ Câmara de Vereadores de Caxias do Sul. 86ª Sessão Solene da XIV Legislatura, 29/05/2008
- ↑ Secretaria de Educação e Cultura. Portaria 07969. Porto Alegre, 13/03/1987
- ↑ Adami, Sonia Regina. “Nós, as Mulheres”. Pioneiro, 11/03/1978
- ↑ Rigon, Roni. “Memória: Festa da Uva homenageia ex-presidentes em 1984”. Pioneiro, 31/10/2013
- ↑ "Comissão de Hospedagem". Pioneiro, 04/02/1978
- ↑ "Sucesso em muitas realizações garante êxito da grande festa". Pioneiro, 07/02/1981
- ↑ Secretaria de Educação e Cultura. Processo 01.653/87-19.00, 18/02/1987
- ↑ Brizolla, Francéli. Políticas Públicas de Inclusão Escolar: negociação sem fim, vol. II. Tese de Doutorado. UFRGS, 2007
- ↑ Legionária Benemérita da Arte. Sociedade de Cultura e Arte Aldo Locatelli — Paróquia de São Pelegrino, s/d.
- ↑ Longhi, Elisabeth Ana. “A JEC em Ação”. Pioneiro, 19/09/1959
- ↑ Editorial. “A delicadeza de nossa colaboradora Elisabeth”. Pioneiro, mar/1961
- ↑ a b Adami, João Spadari. Dicionário dos Intelectuais Caxienses, Editora São Miguel, 1960
- ↑ Santos, Leonir. “Academia Caxiense de Letras (V)”. Jornal do Comércio, 03/06/1996
- ↑ “Integração entre a Escola e a Comunidade: A fórmula para Imigrante ser colégio-modelo”. Pioneiro, 16/08/1977
- ↑ Câmara Municipal de Caxias do Sul. 86ª Sessão Solene da XIV Legislatura, 29/05/2008
- ↑ Câmara Municipal de Caxias do Sul. 70ª Sessão Extraordinária, de caráter Solene, em homenagem aos 10 anos do Núcleo de Artes Visuais, no 3º Período da XII Legislatura, 29/04/1999
- ↑ “Núcleo de Artes Visuais promove a cultura regional”. Jornal do Comércio, 21/09/1995
- ↑ “Prefeito em Exercício prestigia a comemoração dos 25 anos do NAVI”. Departamento de Comunicação da Secretaria da Cultura de Caxias do Sul, 07/11/2013
- ↑ “Comissão de Festas e da Rainha inicia promoção da Festa da Uva – 81”. Pioneiro, 31/05/1980
- ↑ “A Extensa Programação do Departamento Social”. In: Informativo Social do Recreio da Juventude, 1976; (6)
- ↑ “Centenário: Acervo Fotográfico resgata um século de história”. Informativo Clube Juvenil, dez/2001
- ↑ “Centro de Cultura recebe 3º ato de exposição cultural”. Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Caxias do Sul, 11/05/2006
- ↑ “Mostra de documentos no Iguatemi Caxias integra festejos do centenário do Clube Juvenil, um dos mais tradicionais da cidade”. Pioneiro, 12/04/2006
- ↑ Câmara de Vereadores de Caxias do Sul. Ata da 6ª Sessão Solene da XIV Legislatura, 23/06/2005
- ↑ Pulita, João. "Liga Feminina de Combate ao Câncer". Pioneiro, 20/11/1995
- ↑ “Rotary Cinquentenário 35 Anos”. Folha de Hoje, 07/05/1993
- ↑ Gargioni, Paulo. “Incidente, Miss Brasil e Rotary”. Folha de Hoje, 01/07/1994
- ↑ Gargioni, Paulo. “Quinta na Primeira Classe”. Folha de Hoje, 21/10/1993
- ↑ "Damas Rotárias: Presenças Marcantes". Folha de Hoje, 07/05/1993
- ↑ UFRGS — Instituto de Informática. Corpo docente Arquivado em 18 de outubro de 2014, no Wayback Machine.
- ↑ “Sefaz implantará Projeto de Redesenho do Modelo de Gestão e Execução da Ação Fiscal”. JusClip, 16/01/2014
- ↑ “CRA-RS apresenta Planejamento estratégico 2014-2020”. Conselho Regional de Administração, 25/11/2013
- ↑ Renner, Maurício. “BPM Soluções distribui BizAgi”. Baguete, 16/03/2011
- ↑ “SEFAZ implantará Projeto de Redesenho do Modelo de Gestão e Execução da Ação Fiscal”. Secretaria da Fazenda do Estado do Piauí, 16/01/2014
- ↑ Gomes, Catarina & Bandeira, Élio. “Prefeitura lança sistema de aprovação eletrônica de projetos”. Jornal da Cidade, 24/10/2014
- ↑ “Unimed Porto Alegre conquista prêmio internacional de gestão”. Portal Fator Brasil, 03/12/2010
- ↑ a b Souza, Luiz Carlos de. “Sêniors do Juventude resgatam a história”. Pioneiro, 25-27/12/1995
- ↑ “Destaques fora das quatro linhas”. Pioneiro, 31/12/1975-03/01/1976
- ↑ "Marcaram Futebol em 1975". Pioneiro, 31/12/1975-03/01/1976
- ↑ "Torneios Internos de Verão". Informativo Social do Recreio da Juventude, 1976 (3)
- ↑ "Esportes". Informativo Social do Recreio da Juventude, 1977 (5)
Ver também
Ligações externas
- Galeria de ex-presidentes do E. C. Juventude. DNA do Tempo
- Frantz, Ricardo André Longhi. Crônica das famílias Artico e Longhi de Caxias do Sul e sua parentela: estórias, história e genealogia. Volume I (história da família Longhi no Brasil), Volume III (história de Alcides Longhi e sua descendência), Volume IV (história da família Longhi na Europa), Academia.edu, 2025
