Alberto de Jerusalém

 Nota: Para outros santos de mesmo nome, veja Santo Alberto.
Alberto de Jerusalém
Santo da Igreja Católica
Patriarca Latino de Jerusalém
Info/Prelado da Igreja Católica
Atividade eclesiástica
Ordem Ordem do Carmo
Diocese Patriarca Latino de Jerusalém
Nomeação 17 de fevereiro de 1205
Predecessor Dom Soffredo
Sucessor Rodolfo di Mérencourt
Mandato 1205 - 1214
Ordenação e nomeação
Nomeação episcopal 20 de janeiro de 1184
Nomeado Patriarca 17 de fevereiro de 1205
Santificação
Canonização 20 de junho de 1606
Basílica de São Pedro
por Papa Paulo V
Veneração por Igreja Católica
Festa litúrgica 25 de Setembro
Dados pessoais
Nascimento Castel Gualtieri
1149
Morte São João de Acre
14 de setembro de 1214 (65 anos)
Nacionalidade italiano
Funções exercidas -Bispo de Bobbio (1184-1185)
-Bispo de Vercelli (1185-1205)
dados em catholic-hierarchy.org
Categoria:Igreja Católica
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Santo Alberto de Jerusalém foi cônego regular, bispo e patriarca Latino de Jerusalém.[1] Estudou teologia e Direito, principalmente o Direito Canónico. Depois de concluir os seus estudos, entrou para os Cônegos Regulares de Santa Cruz de Mortara (Pavia), onde em 1180 foi nomeado prior. Bispo de Bobbio em 1184[2] e de Vercelli no ano seguinte. Mediou os acordos de paz entre Pavia e Milão em 1194 e entre Parma e Piacenza em 1199.

Foi designado Patriarca Latino de Jerusalém em 1205. No exercício do seu ministério encarnou sempre o ideal do Bom Pastor, tanto pela palavra como pelo exemplo de sua vida. Ajudou na fundação da Ordem dos Carmelitas no ano de 1207, na mediação de diversas disputas entre o Reino de Jerusalém e o Reino do Chipre, bem como entre a Ordem dos Templários e o Reino Arménio da Cilícia. No ano de 1214, foi convidado a participar no Quarto Concílio de Latrão, mas foi assassinado em São João de Acre, o lugar onde residia, no dia 14 de setembro de 1214, durante a procissão da festa da Exaltação da Santa Cruz, por um clérigo, o Grão-Mestre do Hospital do Espírito Santo, que ele tinha destituído por má conduta.

Durante o tempo em que esteve na Terra Santa escreveu, a pedido do grupo de eremitas que viviam junto à fonte de Elias, no monte Carmelo, a "fórmula de vida", conhecida como Regra Albertina, que veio a ser aprovada por Honório III em 1226 e, depois de ter sido ligeiramente retocada para ser adaptada às condições de vida no Ocidente, veio mais tarde, em 1247, a ser aprovada pelo Papa Inocêncio IV, como verdadeira e própria Regra carmelita (bulada).

A sua festa litúrgica é celebrada dia 17 de setembro.

Biografia

Nascido em Castrum Gualterii (perto da atual Gualtieri), na Itália,[3] ele foi ensinado sobre teologia e Direito. Ele entrou para os Cônegos Regulares Lateranenses em Mortara e foi eleito prior em 1180. Tornou-se bispo de Bobbio em 1184, tendo sido apontado um ano depois como Bispo de Vercelli.[4] Ele serviu ao papado como um mediador e diplomata entre o Papa Clemente III e o Imperador Romano-Germânico Frederico I. Alberto serviu como legado papal em 1199 e ajudou a acabar com a guerra entre Parma e Placência.

Em 1205 ele foi eleito Patriarca de Jerusalém pelo Papa Inocêncio III, para o qual ele também serviu como legado papal na Terra Santa. Como patriarca, S. Alberto ajudou a constituir como comunidade religiosa os eremitas, depois chamados Carmelitas, por volta de 1207, em particular pelo que viria a ser chamado de Regra Albertina.[4], da sua autoria. Essa ordem estava sediada no Monte Carmelo, junto à fonte de Elias, em frente à Baía de Haifa, em Acre, onde S. Alberto tinha a sua sede como Patriarca latino de Jerusalém.

Ver também

Referências

  1. «OVL - VATICAN LIBRARY». Consultado em 1 de dezembro de 2021 
  2. Albert de Verceil. [S.l.: s.n.] 
  3. «Saint Albert of Jerusalem». Carmelites (em inglês). Consultado em 30 de novembro de 2024 
  4. a b Campbell, Thomas (1907). Blessed Albert. Vol. 1. Nova Iorque: Robert Appleton Company