Alberto Montalvão

“Nunca deixe que pensamentos negativos ou sugestões inimigas penetrem seu espírito. Você está acima de tudo isto. É um ser livre, forte e positivo”.

Alberto Montalvão- A Psicologia do Êxito, vol. 5

Alberto Montalvão em 1945

Alberto Montalvão (Miraí, 23 de março de 1912 - São Paulo, 22 de janeiro de 1981 (68 anos)) foi um escritor brasileiro nascido em Minas Gerais que se destacou pela produção de várias obras nas áreas de Psicologia e desenvolvimento pessoal[1]. O jornal A noite do Rio de Janeiro em sua edição do dia 12 de dezembro de 1949 anunciou o lançamento de sua primeira obra literária "A mensagem"[2], um romance que retrata a busca do ser humano por um sentido mais profundo para a vida. Alberto Montalvão ao longo de sua vida absorveu a teoria do médico francês Alexis Carrel, ganhador do Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1912. Carrel defendeu em sua filosofia que o ser humano possui um potencial energético adormecido que pode ser despertado, auxiliando na cura física, mental e espiritual. Alberto adaptou a teoria de Carrel para a realidade brasileira, criando uma filosofia prática e acessível ao público leigo. Alberto Montalvão também disseminava seus ensinamentos através do "Círculo do Energismo Universal" que funcionava na Rua Evaristo da Veiga na Cinelândia, Rio de Janeiro[3]. Em suas declarações notava-se uma preocupação em não limitar a aplicação dos princípios de sua filosofia apenas na vertente da transformação pessoal, mas também como motriz de uma revolução social que segundo Montalvão o Brasil precisava vivenciar urgentemente.[3]

O periódico Correio da Manhã destacou em coluna do dia 19 de setembro de 1958 dentre suas obras: "Consciência de força", "O homem forte", "O que é o energismo" e "O Estado Energista"[4]. A vasta obra deste miraiense, pensador brasileiro, comporta mais de 40 livros. Um de seus livros mais conhecidos, "Energismo", foi publicado em 1950[5]. Durante algum tempo manteve uma coluna no jornal O Semanário onde conversava com os leitores sobre sua filosofia denominada "Energismo" que em 1957 contava com mais de 100 mil seguidores[3] Além de escritor Alberto era autor rádio teatral[5]

O Universo que une as duas maiores expressões da história cultural da cidade de Mirai, ainda pequena cidade interiorana, é a passagem entre as décadas de 1910 e 1920. Este fato ocasionou na década de 1940 uma "parceria miraiense" com o mestre Ataulfo Alves na composição da música "Na Hora da Partida", gravada no ano de 1946.[6]

Em homenagem à sua memória e contribuição literária, na cidade de Miraí, o professor/historiador Sérgio Antônio de Paula Almeida criou, em dezembro de 2016, o projeto cultural AML. A consolidação do projeto cultural se deu em janeiro de 2017. Nascia a Academia Miraiense de Letras[7][8][9], sendo o professor Alberto Montalvão escolhido como Patrono da Instituição Cultural. Sua memória está, igualmente preservada na Cadeira de nº I. A Sede administrativa da Academia Miraiense de Letras foi instalada pela municipalidade no Memorial Ataulfo Alves.[10].

Obra de Alberto Montalvão. Edição 1983

Referências

  1. [1]
  2. [2]
  3. a b c [3]
  4. [4]
  5. a b «Revista do Rádio - ano 3 nº 32». Issuu (em inglês) 
  6. «Na Hora da Partida, composição de Ataulfo Alves e Alberto Montalvão» 
  7. «LEI Nº 1.916, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2024.». www.mirai.mg.gov.br. Consultado em 20 de dezembro de 2025 
  8. Gerais, Assembleia Legislativa de Minas (6 de novembro de 2024). «Lei nº 25.026, de 06/11/2024 - Texto Original - Assembleia Legislativa de Minas Gerais». Portal da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Consultado em 18 de novembro de 2025 
  9. «Jantar de Confraternização dos Membros da AML – Academia Miraiense de Letras – Silvan Alves». Consultado em 18 de março de 2021 
  10. «Decreto nº 014/2021». www.mirai.mg.gov.br. Consultado em 15 de abril de 2021