Alberto Balestrini

Alberto Balestrini
Alberto Balestrini
Vice-governador de Buenos Aires
Período 10 de dezembro de 2007 – 7 de abril de 2010
Governador Daniel Scioli
Antecessor Graciela Giannettasio
Sucessor Gabriel Mariotto
Presidente da Câmara dos Deputados da Argentina
Período 10 de dezembro de 2005 – 10 de dezembro de 2007
Antecessor Eduardo Camaño
Sucessor Eduardo Fellner
Deputado Nacional
Período 10 de dezembro de 2005 – 10 de dezembro de 2007
10 de dezembro de 1991 – 10 de dezembro de 1995
Intendente de La Matanza
Período 10 de dezembro de 1999 – 10 de dezembro de 2005
Antecessor Francisco Di Leva
Sucessor Fernando Espinoza
Senador Provincial de Buenos Aires
Período 10 de dezembro de 1995 – 10 de dezembro de 1999
Dados pessoais
Nascimento 9 de março de 1947 (78 anos)
Buenos Aires,  Argentina
Morte 11 de abril de 2017 (70 anos)
Banfield, Província de Buenos Aires,  Argentina
Nacionalidade argentino
Alma mater Universidad del Salvador
Partido Partido Justicialista
Profissão advogado

Alberto Edgardo Balestrini (Buenos Aires, 9 de março de 1947Banfield, 4 de abril de 2017) foi um advogado e político argentino filiado ao Partido Justicialista. Balestrini ocupou vários cargos importantes ao longo de sua carreira: foi vice-governador da Província de Buenos Aires na gestão de Daniel Scioli entre 2007 e 2010, presidente da Câmara dos Deputados da Argentina de 2005 a 2007 e intendente (prefeito) de La Matanza de 1999 a 2005.

Além disso, Balestrini atuou como membro do Senado da província de Buenos Aires e como presidente da seção da província de Buenos Aires do Partido Justicialista. A carreira de Balestrini foi interrompida por um acidente vascular cerebral (AVC) debilitante em abril de 2010, após o qual ele se aposentou da política para recuperar-se. Morreu em 2017, aos 70 anos.

Biografia

Primeiros anos e formação acadêmica

Alberto Balestrini nasceu em 9 de março de 1947 em Buenos Aires, capital da Argentina.[1][2] Seu pai era um oficial militar peronista que foi forçado a se exilar em 1955 após o golpe da Revolución Libertadora e a ditadura que se seguiu; por esse motivo, Balestrini passou parte de sua infância no Chile.[3]

Balestrini estudou magistratura no Instituto Padre Elizalde em Ciudadela. Na década de 1970, iniciou sua carreira política no sindicato dos estudantes da Universidad del Salvador, onde formou-se em direito em 1975.[4] Durante a mais recentre ditadura militar no país, entre 1976 e 1983, Balestrini trabalhou com o Padre Carlos Mugica.[5]

Política

Balestrini começou sua carreira no Partido Justicialista sob a orientação de Alberto Pierri, um importante líder justicialista em La Matanza. No entanto, quando Pierri apoiou a campanha de reeleição de Carlos Menem em 1999, Balestrini apoiou Eduardo Duhalde nas primárias do Partido Justicialista.[6] Duhalde então escolheu Balestrini como candidato a prefeito nas eleições daquele ano em La Matanza.[7] Balestrini concorreu contra a candidata da Aliança, Lidia “Pinky” Satragno; com sua vitória, o Partido Justicialista continuou sua sequência como o único partido no poder no distrito desde 1983.[2]

Ao final da década de 1990, Balestrini formou, ao lado de Julio Alak e Juan José Álvarez, um trio de jovens políticos justicialistas promissores conhecidos como os “Três Mosqueteiros”.[8] Balestrini manteve relações amistosas com os líderes do Piquetero, Juan Carlos Alderete e Luis D'Elía.[9]

Após ser eleito para a Câmara dos Deputados da Argentina pela segunda vez em 2005, Balestrini foi eleito presidente da Câmara, cargo que ocupou até 2007. Nas eleições provinciais de 2007 em Buenos Aires, Balestrini foi o companheiro de chapa de Daniel Scioli no Partido Justicialista–Frente para a Vitória. Scioli e Balestrini venceram a eleição com 49% dos votos, à frente da candidata da Coalizão Cívica, Margarita Stolbizer.[4]

Em dezembro de 2008, Balestrini foi eleito o novo presidente da seção da Província de Buenos Aires do Partido Justicialista.[10][11]

Anos posteriores

Em 7 de abril de 2010, Balestrini sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) debilitante e foi internado no Policlínico General San Martín, em La Plata.[12] Como não estava apto para o cargo, foi sucedido em seus postos por Gabriel Mariotto como vice-governador de Buenos Aires e por Hugo Moyano como presidente do Partido Justicialista de Buenos Aires. Balestrini nunca se recuperou totalmente e só voltou a andar sozinho em 2013.[13]

No ano de 2013, foi homenageado com um hospital de maternidade e atendimento infantil que teve na inauguração a presença da então presidente da Argentina, Cristina Kirchner.[14][15] O hospital fica localizado em La Matanza e foi batizado como Hospital Dr. Alberto Balestrini.[16][17]

Morte

Balestrini morreu na madrugada de 11 de abril de 2017, em uma clínica particular em Banfield.[18]

Referências

  1. «Balestrini, un dirigente del corazón del Conurbano». El Dia (em espanhol). 29 de outubro de 2007. Consultado em 17 de abril de 2025. Cópia arquivada em 24 de janeiro de 2025 
  2. a b Casas, Daniel (16 de setembro de 2007). «El garante de la paz bonaerense». La Nación (em espanhol). Consultado em 18 de abril de 2025. Cópia arquivada em 25 de janeiro de 2025 
  3. «"Carlos Correa presenta su nuevo libro sobre Alberto Balestrini"». RadioCut. 19 de setembro de 2017. Consultado em 18 de abril de 2025. Cópia arquivada em 25 de janeiro de 2025 
  4. a b «Un símbolo del peronismo bonaerense | Murió el ex intendente de La Matanza y ex vicegobernador Alberto Balestrini». PAGINA12 (em espanhol). 12 de abril de 2017. Consultado em 18 de abril de 2025. Cópia arquivada em 25 de janeiro de 2025 
  5. «Murió Alberto Balestrini | Tenía 70 años». PAGINA12 (em espanhol). 11 de abril de 2017. Consultado em 18 de abril de 2025. Cópia arquivada em 26 de abril de 2022 
  6. O'Donnell (2012), p. 206.
  7. O'Donnell (2012), p. 209.
  8. Morosi, Pablo (8 de julho de 2009). «Todo un equilibrista de las internas del peronismo». La Nación (em espanhol). Consultado em 9 de julho de 2021. Arquivado do original em 14 de abril de 2017 
  9. «El juego político en los municipios». Clarín (em espanhol). 25 de janeiro de 2003. Consultado em 18 de abril de 2025. Cópia arquivada em 25 de janeiro de 2025 
  10. «Dolor por la muerte de Balestrini». Tiempo Argentino. 11 de abril de 2017. Consultado em 9 de julho de 2021. Arquivado do original em 9 de julho de 2021 
  11. «Argentina: Após derrota, Néstor Kirchner renuncia à presidência de Partido Justicialista». O Globo. 29 de junho de 2009. Consultado em 18 de abril de 2025. Cópia arquivada em 18 de abril de 2025 
  12. Piqué, Martín (8 de abril de 2010). «Balestrini fue operado de urgencia». Página/12 (em espanhol). Consultado em 18 de abril de 2025. Cópia arquivada em 26 de janeiro de 2025 
  13. «Alberto Balestrini volvió a caminar tras sufrir el ACV». InfoNews. 22 de janeiro de 2013. Consultado em 19 de março de 2016. Arquivado do original em 19 de março de 2016 
  14. «La Presidenta inauguró el hospital Alberto Balestrini, en La Matanza». Casa Rosada. 4 de outubro de 2013. Consultado em 22 de outubro de 2017. Arquivado do original em 22 de outubro de 2017 
  15. «Inauguración Hospital Materno Infantil ALberto Balestrini - La Matanza». SMATA. 4 de outubro de 2013. Consultado em 18 de abril de 2025. Arquivado do original em 18 de abril de 2025 
  16. «El hospital que el kirchnerismo "inauguró" cinco veces». Clarín (em espanhol). 4 de outubro de 2013. Consultado em 18 de abril de 2025. Cópia arquivada em 18 de abril de 2025 
  17. Ferreira (7 de setembro de 2017). «Jogador de 20 anos morre depois de sofrer forte entrada de adversário». O Dia. Consultado em 18 de abril de 2025. Cópia arquivada em 10 de setembro de 2017 
  18. Morosi, Pablo (8 de julho de 2009). «Murió el ex vicegobernador bonaerense Alberto Balestrini». Télam. Consultado em 11 de julho de 2021. Arquivado do original em 11 de julho de 2021 

Bibliografia

  • O'Donnell, María (2012). El aparato. [S.l.]: Aguilar. ISBN 9870423175