Akwá
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| Informações pessoais | ||
|---|---|---|
| Nome completo | Fabrice Alcebiades Maieco (Akwá) | |
| Data de nascimento | 30 de maio de 1977 (48 anos) | |
| Local de nascimento | Benguela, Angola | |
| Altura | 1,81 m | |
| Pé | Destro | |
| Apelido | Akwá | |
| Informações profissionais | ||
| Período em atividade | 1993-2009 2023 | |
| Clube atual | Aposentado | |
| Número | 10 | |
| Posição | avançado | |
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos e gol(o)s |
| 1993–1994 1994–1995 1995–1996 1996–1997 1997 1997–1998 1998–1999 1999–2001 2001–2005 2005–2006 2007–2009 2023 |
Clube Nacional de Benguela Benfica → Alverca (emp.) Benfica → Alverca (emp.) Académica de Coimbra Al-Wakra Al-Gharafa Qatar SC Al-Wakra Petro de Luanda Clube Nacional de Benguela |
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| Seleção nacional | ||
| 1995–2006 | Angola | 80 (36) |
Fabrice Alcebiades Maieco, mais conhecido como Akwá (Benguela, 30 de maio de 1977), é um político e ex-futebolista angolano que atuava como avançado. Representou a Seleção Angolana de Futebol entre 1995 e 2006, somando 78 internacionalizações e marcando 39 golos — um recorde nacional. Capitaneou os Palancas Negras na histórica estreia de Angola no Copa do Mundo FIFA de 2006, e participou em três edições da Campeonato Africano das Nações. É irmão de Rasca, também antigo jogador profissional, que representou o Atlético Sport Aviação (ASA).
Biografia
Atuações nos clubes
Akwá começou a carreira no Clube Nacional de Benguela, onde se destacou pela sua capacidade técnica e faro de golo.[1] Foi contratado pelo Sport Luanda e Benfica, em Portugal, mas a sua estadia na Europa foi curta.[1] Rapidamente seguiu para o futebol do Catar, onde brilhou sobretudo ao serviço do Al-Wakrah SC, tornando-se um dos melhores marcadores da liga local.[1]
Após vários anos no Médio Oriente, Akwá regressou a Angola e terminou a carreira no Petro de Luanda, embora a sua aposentadoria tenha sido forçada por uma sanção imposta pela Federação Internacional de Futebol (FIFA).[1]
Atuação na Seleção Nacional
Akwá estreou-se pela Seleção Nacional de Angola (Palancas Negras) a 8 de janeiro de 1995, com apenas 17 anos, lançado por Carlos Alhinho. Foi o capitão e líder carismático da equipa nacional, especialmente durante a campanha de qualificação para o Mundial de 2006.[1]
O seu momento mais célebre foi a 8 de outubro de 2005, quando marcou o golo da vitória frente ao Ruanda (1-0), garantindo a primeira e única presença de Angola num Campeonato do Mundo (Alemanha 2006).[1] Esse golo é amplamente considerado o mais importante da história do futebol angolano.[1]
Sanção da FIFA e polémica
Em 2008, Akwá foi suspenso pela FIFA e condenado ao pagamento de uma multa de 260 mil dólares, por ter representado Angola na CAN 2006 sem autorização formal do seu clube, o Al-Wakrah do Catar. [1]Isso impediu-o de continuar a carreira como jogador e de exercer funções no futebol profissional por 13 anos.[1]
Durante anos, o caso foi polémico, com denúncias de má gestão das verbas para liquidar a dívida.[2] Em 2024, após longas negociações com antigos colegas que hoje são dirigentes no Al-Wakrah, Akwá anunciou que conseguiu resolver a situação e ficou totalmente livre das sanções.
Aposentadoria do futebol
Somente após o fim do processo disciplinar da FIFA em 2023 foi que Akwá aceitou anunciar o término de sua carreira futebolística, aos 45 anos de idade, num jogo ocorrido em 29 de março de 2023 numa partida entre o Clube Nacional de Benguela (clube que vestiu a camisa para a partida) e o Desportivo da Lunda Sul, válido pela Taça de Angola.[1]
Carreira política
Entre 2008 e 2012, Akwá foi deputado na Assembleia Nacional de Angola, eleito pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). A sua passagem pelo Parlamento levantou debates sobre a responsabilidade no caso da dívida, com críticas públicas sobre a sua gestão de recursos e falta de ação política sobre a sanção da FIFA.
Após ultrapassar o impasse com a FIFA em 2023, Akwá manifestou publicamente o desejo de se candidatar à presidência da Federação Angolana de Futebol (FAF). Rejeitou ser treinador, afirmando que o seu objetivo era de contribuir para a reorganização do futebol angolano em funções de gestão.
Legado
Akwá é lembrado como o maior goleador da história da Seleção Angolana de Futebol e uma figura incontornável do desporto angolano. O seu golo frente ao Ruanda é celebrado como o símbolo máximo da glória desportiva do país. Em 2006, foi consagrado como o Melhor Desportista Angolano e continua a ser uma das personalidades mais respeitadas do futebol africano.
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