Ahrar al-Sham

Ahrar al-Sham
حركة أحرار الشام الإسلامية
Datas das operações20112025
Líder(es)Abu Ammar al-Omar (líder desde 2016)
Motivosderrubar o governo de Bashar al-Assad
declarar um estado islâmico na Síria
Área de atividadeSíria
SedeBabsaqqa, Síria
IdeologiaIslamismo sunita
Salafismo
Jihadismo
Efetivo15 000 a 20 000 (março de 2017)
Aliados Turquia
Arábia Saudita
 Catar
Exército Livre da Síria
Jaysh al-Islam
Ahrar al-Sharqiya
Alwiya al-Furqan
União Islâmica Ajnad al-Sham
Legião do Levante
Harakat Sham al-Islam
Ansar al-Islam
Tahrir al-Sham (às vezes)
InimigosSíria República Árabe Síria
Irã Irão
 Rússia
Forças Democráticas Sírias
Estado Islâmico do Iraque e da Síria
Tahrir al-Sham (às vezes)
Legião Al-Rahman (no leste de Ghouta)
Jund al-Aqsa
ConflitosGuerra Civil Síria
  • Batalha de Idlib
  • Batalha de Alepo
  • Batalha de Raqqa
  • Ofensiva a Latakia (2013)
  • Conflito Oposição Síria - Estado Islâmico
  • Guerra contra o Estado Islâmico
  • Conflito Jabhat al-Nusra - Frente Síria dos Revolucionários
  • Segunda Batalha de Idlib
  • Ofensiva a Jisr al-Shughur (2015)
  • Confrontos na Província de Idlib (2017)
  • Ofensiva a Daara (2017)
  • Ofensiva a Qaboun (fevereiro - março 2017)
  • Conflito entre rebeldes no leste de Ghouta (abril - maio 2017)
ReligiãoSunismo

Ahrar al-Sham (ou Ahrar ash-Sham) foi um grupo rebelde sírio, ex-membro da Frente Islâmica, composto por uma coligação de grupos islamistas e salafistas que se uniram para combater o governo de Bashar al-Assad.[1] O grupo era composto por cerca de 10 mil a 20 mil combatentes, sendo o maior grupo armado de oposição na Síria, a seguir ao Exército Livre Sírio.[2] Ahrar al-Sham foi o principal grupo rebelde na Guerra Civil Síria, apoiado por Turquia, Arábia Saudita e Catar.[3][4]

Politicamente, o grupo teve como objetivo tornar a Síria num estado islâmico, guiado pelos valores da Lei Islâmica (Sharia), criticando abertamente os ideais do secularismo ou da democracia. Porém, desde 2017 o movimento vinha adotando posturas bem mais moderadas, incluindo a adoção da bandeira revolucionária síria e a implementação do Código Árabe Unido em suas cortes.[5]

Apesar de ser considerado um grupo terrorista por países como a Síria, Rússia, Irã, Emirados Árabes Unidos e Egito,[6] políticos de países membros da União Europeia, bem como membros da administração dos EUA, procuraram estabelecer contatos com o grupo,[7] com o Departamento de Estado dos EUA a confirmar que a organização não integrava a lista dos grupos terroristas nos EUA.[8]

Foi um dos alvos da operação americana na região em 2014 ao lado da Al Nusra, do Estado Islâmico e do Movimento Hazzm.[9] Em janeiro de 2017 o grupo entrou em confronto com a Jabhat Fateh al-Sham, antiga Frente al-Nusra e filial síria da Al Qaeda. A entidade apoiou o acordo de cessar-fogo implementado na Síria que foi negociado por Rússia, Turquia e Irã.

Na Conferência da Vitória da Revolução Síria, realizada em 29 de janeiro de 2025, a maioria das facções da oposição armada, incluindo o Ahrar al-Sham, anunciou sua dissolução e foi incorporada ao recém-formado Ministério da Defesa.[10]

Website

Referências