Ahmad-Reza Radan

Ahmad-Reza Radan
Dados pessoais
Nascimento1963
Isfahan, Irã Pahlavi
Carreira militar
ForçaGuarda Revolucionária
Comando de Aplicação da Lei
GuerrasGuerra Irã-Iraque (ferido)

Ahmad-Reza Radan (em persa: احمدرضا رادان; Isfahan, 1963) é um oficial militar iraniano que atua como chefe de polícia do Irã, comandante-chefe do Comando de Aplicação da Lei da República Islâmica do Irã desde janeiro de 2023.

Ele foi vice-comandante do Comando de Aplicação da Lei da República Islâmica do Irã[1] e chefe de polícia de Teerã, notório por sua repressão a estilos de cabelo e vestuário considerados "não islâmicos".[2]

Carreira

Radan iniciou sua carreira como membro da Guarda Revolucionária Iraniana durante a Guerra Irã-Iraque. Ele ocupou vários cargos na Polícia da República Islâmica do Irã, incluindo o de comandante da polícia da província de Razavi Khorasan. Sua atuação é amplamente associada à aplicação rigorosa do código de vestimenta islâmica, ao combate ao tráfico de drogas e à repressão de atividades de gangues. Anteriormente, ele exerceu funções de alto comando em regiões-chave como as províncias do Curdistão, Sistão-Baluchistão, Khorasan e Teerã, esta última sendo a província mais estratégica do Irã.[3]

Em 2007, Radan lançou um "Plano de Segurança Pública", no qual dezenas de "valentões" foram presos para aumentar a segurança pública. Esses indivíduos eram, por vezes, agredidos em frente a moradores locais ou obrigados a usar latas de água de lavatórios penduradas no pescoço.[4] Entre os presos estava Meysam Lotfi, um jovem iraniano sem antecedentes criminais que havia sido detido durante os protestos estudantis de 1999.[5] Lotfi chegou a ser condenado à execução, mas sua pena foi convertida em três anos de prisão após pressão da mídia e de ativistas de direitos humanos.

Em 2011, Radan viajou a Damasco para apoiar os serviços de segurança sírios na repressão aos protestos no país.[6] Em 19 de maio de 2024, ele desapareceu no bairro de Narmak, em Teerã, com rumores de que teria sido morto em um ataque armado.[7] Embora um homem com seu nome tenha afirmado estar vivo em 29 de maio, seu paradeiro permaneceu desconhecido. Um ano depois, ele reapareceu em uma transmissão televisiva ao vivo por ocasião dos ataques de 13 de junho.

Sanções

Em outubro de 2010, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou Radan por violações de direitos humanos, alegando que ele, como vice-comandante da polícia, foi responsável por agressões, assassinatos e detenções de manifestantes durante os protestos após as eleições presidenciais iranianas de 2009.[8] Em 13 de abril de 2011, a União Europeia também impôs sanções a Radan por violações graves e generalizadas dos direitos dos cidadãos iranianos e por uma série de assassinatos, citando seu envolvimento em atos de violência e detenções arbitrárias durante os mesmos protestos. Mais tarde, em 18 de setembro de 2024, o governo canadense incluiu Radan em sua lista de sanções, junto com outros quatro funcionários da República Islâmica, por implementarem políticas opressivas e discriminatórias contra mulheres, meninas e minorias, congelando seus bens no Canadá e proibindo sua entrada no país.[9]

Radan afirmou que ser sancionado pelos EUA e pela União Europeia era uma honra para si e para todos os comandantes militares, declarando que "tornar-se mártir e ser sancionado são igualmente prazerosos". Ele enxerga essas sanções como uma "medalha de honra", comparando-as a uma condecoração por servir à República Islâmica.[10]

Referências

  1. رادیوفردا (26 de maio de 2014). «رادان از جانشینی فرمانده پلیس «کنار گذاشته شد»». رادیو فردا (em persa). Consultado em 2 de janeiro de 2026 
  2. «Iran cracks down on 'unIslamic' dress | NEWS.com.au». www.news.com.au (em inglês). Consultado em 2 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 18 de julho de 2007 
  3. «Ahmad-Reza Radan:Commander of the Islamic Republic of Iran's Law Enforcement Command». UANI (em inglês). Consultado em 2 de janeiro de 2026 
  4. «Thug" Crackdown Operation under Way in Iran (ROOZ :: English)». www.roozonline.com. Consultado em 2 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 7 de outubro de 2007 
  5. «کميته گزارشگران حقوق بشر - بازداشت مادر و خواهر ميثم لطفي، يكي از متهمان طرح امنيت اجتماعي». chrr.biz (em persa). Consultado em 2 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 19 de novembro de 2011 
  6. «Institute for the Study of War». Institute for the Study of War (em inglês). Consultado em 2 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 25 de março de 2022 
  7. «Irans police commander has disappeared». VOICE OF FREEDOM OF SOUTH AZERBAIJAN (em inglês). Consultado em 2 de janeiro de 2026 
  8. «Treasury Sanctions Iranian Security Forces for Human Rights Abuses». U.S. Department of the Treasury (em inglês). 23 de dezembro de 2025. Consultado em 2 de janeiro de 2026 
  9. News, Mirage. «Canada Imposes New Sanctions on Iran». Mirage News (em inglês). Consultado em 2 de janeiro de 2026 
  10. «Infamous Iranian Police Chief Welcomes Sanctions as 'Honor'». www.iranintl.com (em inglês). 9 de novembro de 2023. Consultado em 2 de janeiro de 2026