Agnela Barros Wilper

Agnela Barros Wilper
CidadaniaAngola
Ocupaçãoinvestigadora, crítica literária
Distinções

Agnela Barros Wilper OAL (Huambo) é uma académica angolana, com foco de investigação no teatro e na dança. Recebeu diversos prémios e reconhecimentos, dos quais se detaca a Medalha de Cavaleira da Ordem das Artes e Letras pelo Ministério da Cultura de França, em 2019.

Percurso

Agnela é licenciada em Estudos Portugueses e Mestre em Estudos de Teatro, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Entre 1987 e 1997, foi professora assistente da Universidade Agostinho Neto; entre 2023 e 2005 foi directora geral do Instituto Nacional de Formação Artística – INFA, do Ministério da Cultura de Angola. Co-funou a Associação Angolana de Teatro para a Infância e a Juventude – ASSATIJ, foi Presidente da Associação Franco-Angolana Alliance Française e é ex-presidente da Associação Angolana de Teatro – AAT. Foi também directora Executiva da Revista AUSTRAL da TAAG.[1][2][3]

Em 2012, colaborou com o escritor e investigador cultural Jó Kindanje na organização da Primeira Conferência Internacional sobre o Kuduro, que aconteceu em Luanda no Nacional Cine-Teatro, em Maio desse ano.[4]

Em 2022, participou na conferência Papo Cultura, onde abordou a importância do alargamento das relações interculturais e artísticas entre países africanos de língua portuguesa e os restantes países anglófonos e francófonos de África.[3]

Em 2024, Agnela Barros Wilper foi parceira oficial do monólogo Estórias do Cassua.[5]

Prémios e reconhecimentos

Em Março de 2017, o Camões - Centro Cultural Português prestou-lhe homenagem entitulada Agnela Barros, uma figura incortornável do teatro angolano.[6][7]

No dia 24 de abril de 2019, foi agraciada com a Medalha de Cavaleira da Ordem das Artes e Letras pelo Ministério da Cultura de França, pela sua determinação em desenvolver o sector das artes em Angola, em particular o teatro e a dança, com enfoque na Francofonia Africana.[8]

Agnela Barros foi uma das entrevistadas pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, na qualidade de Presidente da Aliança Francesa, Linguística e Crítica de Arte, para a publicação Mapeamento das indústrias culturais e criativas em Angola.[9]

Em maio de 2024, Agnela Barros foi homenageada no projecto Angola Reggae Woman Spoken Word, por ser considerada uma "mãe da ciência e uma figura ímpar do teatro angolano, assim como pelo contributo prestado à cultura nacional, fundamentalmente aos muitos jovens artistas". [2]

Agnela Barros foi premiada pelo Festival Internacional de Teatro do Cazenga, pela Associação Angolana de Teatro, e pelo Grupo Kussunguluka.[2][7]

Referências

  1. «Agnela Barros | BUALA». www.buala.org. Consultado em 11 de março de 2025 
  2. a b c «Agnela Barros é homenageada no projecto "Reggae Women"». Jornal de Angola. 9 de maio de 2024 
  3. a b User, Super (6 de junho de 2022). «Agnela Barros defende maior expansão das artes entre os países africanos». fundacaoisaiastrindade.ao. Consultado em 11 de março de 2025 
  4. «1ª Conferência Internacional sobre Kuduro - Call for Papers/Appel a communications | BUALA». www.buala.org. Consultado em 11 de março de 2025 
  5. André, Alice (13 de fevereiro de 2024). «Encenador mostra o lado de contador de histórias». Jornal de Angola 
  6. Pedro, Francisco (18 de junho de 2019). «"Desberlinizar África" é tarefa dos intelectuais do continente». Jornal de Angola 
  7. a b «Luanda: "Março Mulher"- Homenagem a Agnela Barros - Camões - Instituto da Cooperação e da Língua». www.instituto-camoes.pt. Consultado em 11 de março de 2025 
  8. «Remise de l'Ordre des Arts et des Lettres à Mme. Agnela Barros Wilper». Ambassade de France en Angola (em francês). Consultado em 11 de março de 2025. Cópia arquivada em 23 de novembro de 2021 
  9. Nações Unidas (2023). «Mapeamento das Indústrias Culturais e Criativas de Angola» (PDF). Consultado em 11 de março de 2025 

Ligações Externas