Afirmar uma disjunção

Afirmar uma disjunção é uma falácia

A falácia formal de afirmar uma disjunção também conhecida como a falácia da disjunção alternativa ou uma disjunção exclusionária falsa ocorre quando um argumento dedutivo tem a seguinte forma lógica:[1]

A ou B
A
Portanto, não B

Ou em operadores lógicos:

¬

Onde denota uma asserção lógica.

Explicação

Diagrama de Venn para "A ou B", com ou inclusivo (OU)
Diagrama de Venn para "A ou B", com ou exclusivo (XOU)

A falácia reside em concluir que uma disjunção tem de ser falsa porque a outra disjunção é verdadeira; de facto elas podem ambas ser verdadeiras porque "ou" é definido inclusivamente na vez de exclusivamente. É uma falácia de equivocação entre as operações OU e XOU.

Afirmar a disjunção não se deve confundir com o argumento válido conhecido como silogismo disjuntivo.[2]

Exemplos

O seguinte argumento indica a fragilidade de afirmar uma disjunção:

Max é um mamífero ou Max é um gato.
Max é um mamífero.
Portanto, Max não é um gato.

Esta inferência é frágil porque todos os gatos, por definição são mamíferos.

Um segundo exemplo fornece uma primeira proposição que parece realística e mostra como uma conclusão com falhas óbvias pode surgir sob esta falácia.[3]

Para estar na capa da revista Vogue, um tem que ser uma celebridade ou muito bonito.
A capa deste mês é uma celebridade.
Portanto, esta celebridade não é muito bonita.

Referências

  1. Sinnott-Armstrong, Walter; Simmons, Claire (dezembro de 2021). «Some common fallacies in arguments from M/EEG data». NeuroImage (em inglês): 245. 118725 páginas. doi:10.1016/j.neuroimage.2021.118725. Consultado em 6 de agosto de 2025 
  2. Lay, Steven R. (2014). Analysis: with an introduction to proof 5th ed. Boston: Pearson 
  3. Rosen, Kenneth H. (2019). Discrete mathematics and its applications 8th ed. New York (N.Y.): McGraw-Hill education