Adze

O adze é um ser vampírico no folclore Jeje,[1] contado pelo povo de Togo e Gana. Na natureza, o adze toma a forma de um pirilampo, embora se possa transformar em forma humana quando capturado. Quando na forma humana, o adze tem o poder de possuir humanos.[1]

Pessoas, homem ou mulher, possuídas por um adze são vistas como bruxas[1] (em jeje: abasom). A influência do adze iria afetar negativamente o povo que vivia à volta do hospedeiro. Uma pessoa é suspeita de estar possuída numa variedade de situações, incluindo: mulheres com irmãos (especialmente se os filhos do irmão forem melhores que os seus), pessoas idosas (se os novos começarem a morrer e os velhos ficarem vivos) e os pobres (se invejarem os ricos). Os efeitos do adze são geralmente sentidos pela família da vítima possuída ou aqueles de quem a vítima tem inveja.[1]

Na forma de pirilampo, o adze viaja pelas fechaduras, rachaduras em paredes, ou por baixo de portas fechadas à noite.[2] Uma vez na casa, sugam o sangue da pessoa enquanto dorme, tornando-as doentes e morrendo. Contos da criatura e dos seus efeitos são provavelmente uma tentativa de descrever os efeitos potencialmente fatais de mosquitos e da malária.[1] Não existe defesa contra um adze.[1]

Referências

  1. a b c d e f Bunson, Matthew (1993). Vampire: the encyclopaedia. London: Thames & Hudson. p. 2 
  2. Gross, Emma Starer (26 de outubro de 2020). «In West Africa, the Adze Is an Insectoid Source of Misfortune». Atlas Obscura (em inglês). Consultado em 8 de agosto de 2025 

Leitura adicional

  • Arens, William, The Man-Eating Myth: Anthropology and Anthropophagy, Oxford University Press, 1979.
  • Blood Read: The Vampire as Metaphor in Contemporary Culture, editado por Joan Gordon e Veronica Hollinger. University of Pennsylvania Press, 1997.
  • Guiley, Rosemary Ellen, The Encyclopedia of Vampires, Werewolves, and Other Monsters, Checkmark Books, 2004.
  • Venkatachalam, Meera, Slavery, Memory and Religion in Southeastern Ghana, c.1850–Present, Cambridge University Press, 2015.