Adriana Mezzadri

Adriana Mezzadri
Nome completoAdriana Mezzadri
Nascimento4 de julho de 1970 (55 anos)
OrigemLima, Peru
País Peru
Nacionalidadeperuana (nascimento)
brasileira (naturalizada)
Gênero(s)pop rock, pop, balada, folk
Período em atividade1987 - atualmente
Gravadora(s)Insignia Records
Página oficialwww.adrianamezzadri.com.br

Adriana Mezzadri (4 de julho de 1970) é uma cantora e compositora brasilio-peruana, nascida em Lima, com marcadas influências italianas e espanholas, é uma mistura de etnias, melodias e de culturas, também presentes em suas músicas. Em 2001, ficou famosa internacionalmente através da canção Marcas de Ayer na novela brasileira O Clone, exibida em diversos países do mundo.

Filha de pai brasileiro e mãe peruana nasceu no Peru, porém na infância, mudou-se para São Paulo, Brasil, com seus pais. Com apenas seis anos recebeu aulas de violão e piano e compôs sua primeira canção em parceria com a mãe. Aos doze anos, já era autora de melodias e letras. Voltou a morar no Peru com sua família durante sete anos, participando de operetas e eventos religiosos. Adriana já começava a distinguir o seu talento, sua voz e interpretação.

Somente ao retornar a São Paulo é que sua carreira musical começou a ganhar impulso, onde fez parte de grupos de música pop e competiu em vários festivais, ganhando vários prêmios.

Destacou-se como solista nos musicais: Noturno e A dança dos signos, ambos de Oswaldo Montenegro e Raul fora da lei, de Roberto Bomtempo. Participou como cantora e compositora no álbum de música sacra Unio Mystica, produzido por Corciolli e incluindo algumas músicas de sua autoria. Fez coros para discos e shows de Jorge Ben Jor, viajando pelo Brasil, Europa e Estados Unidos. Abriu shows do cantor mexicano Armando Manzanero e da cantora peruana Tania Libertad.

A versatilidade de Adriana é apreciada nos diferentes gêneros musicais que cultiva durante toda a sua carreira, explorando o lírico, melodias folclóricas latinas, rock e country, conservando sempre o seu estilo romântico.

O produtor musical brasileiro Luiz Carlos Maluly apresentou Adriana a K. C. Porter, renomado produtor de Carlos Santana e Michael Jackson, entre outros. Juntos, produziram o primeiro disco dela: Marcas de Ayer. Este trabalho trouxe toda a força de sua multiculturalidade, mesclando sons tão contemporâneos como o de um violino elétrico a primitivos, como a flauta indígena, fazendo de Adriana Mezzadri uma artista pura e intensa.

Marcas de Ayer

Marcas de Ayer é uma das mais profundas canções de seu álbum que leva o mesmo nome e é tema romântico do personagem Leo, na novela O Clone, da escritora Gloria Perez, que sob a direção de Jayme Monjardim, foi sucesso absoluto da TV Globo no Brasil, sendo exibido também nos Estados Unidos, Europa e América Latina, com altos índices de audiência.

As outras músicas de seu álbum apresentam variados gêneros: em Estatua de Hielo e Atrapar, nos dão melodias mais intensas, com marcada presença do rock. Por outro lado, Por verte reír, explora uma direção mais folclórica e termina com um estilo carnavalesco do Rio de Janeiro, muito envolvente. Fruto de la inocencia é etnicamente peruano. Já em Te Tengo Miedo, notam-se elementos da costa do Peru como cajón e guitarra, porém com uma interpretação que se assemelha à da Andaluzia. Estes são alguns dos títulos desta excelente produção e deixam claro toda a mistura que faz de Adriana uma cantora mais que completa, original, pura e intensa.

Outras participações

Após o sucesso em O Clone, Adriana participou da trilha sonora da minissérie A Casa das Sete Mulheres, interpretando três músicas do compositor mineiro Marcus Viana: o tema de abertura (A Saga dos Pampas), Sete Vidas e Do Amor e da Guerra. Também interpretou Flauteando, esta última dedicada à quena, flauta milenar andina, cujo som Adriana reproduz com a própria voz. Seu trabalho é novamente divulgado no Brasil, Estados Unidos e vários países da Europa e América Latina.

Também está na trilha sonora de Olga, filme de Jayme Monjardim, em que Adriana brilhou mais uma vez no tema principal: Iluminar, também de Marcus Viana e Vladimir Maiakovski, interpretado por ela em português e iídiche, língua judaica.

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