Adelina, a charuteira
| Adelina, a charuteira | |
|---|---|
| Nascimento | 7 de abril de 1859 |
| Ocupação | Comerciante de charutos; ativista abolicionista |
Adelina, a charuteira (7 de abril de 1859 - data de morte desconhecida) foi uma escrava e ativista do movimento abolicionista em São Luís.[1]
Biografia
Adelina nasceu em 7 de abril de 1859, filha de Josepha Tereza da Silva (conhecida como "Boca da Noite") e de João Francisco da Luz, proprietário de escravos.[1] Alfabetizada em um contexto em que essa prática era proibida para pessoas escravizadas, ela aprendeu a ler, escrever e bordar, habilidades que usou para se articular politicamente.[2]
Atuação abolicionista
Após o pai sofrer reveses financeiros, Adelina passou a produzir e vender charutos pela cidade, o que lhe conferia liberdade de circulação em São Luís.[3] Como vendedora ambulante, tornou-se presença constante nos comícios e palestras abolicionistas promovidos por estudantes do Liceu Maranhense no Largo do Carmo.[4][5] Com a tomada de consciência da vida de escrava que tinha, a jovem ouvia os comícios e palestras promovidos pelos estudantes no Largo do Carmo e identificou caracteristicas de sua vida, assim como de sua mãe e do povo negro.
Integrante do “Clube dos Mortos”, associação estudantil dedicada a comprar alforrias e articular fugas, ela também atuava como sentinela, avisando colegas sobre rondas policiais.[6][2] O seu papel foi imprescindível para que muitos escravos fossem libertos e livres da morte dados seus conhecimentos sobre as ruas, além de rotas de deslocamento policial. Conta-se que Adelina fumava um charuto todas as vezes que tinha informações importantes para os estudantes.[1]
Sua alforria foi finalmente concedida em 1876, após anos de engajamento ativo no movimento abolicionista.[7] A data de sua morte é desconhecida, assim como seu rosto. Ilustrações que a referenciam foram feitas a partir de fotografias de outras mulheres negras escravizadas da região na época.[1]
Legado
Adelina é celebrada como exemplo de resistência e criatividade na luta abolicionista no Maranhão, destacando o papel de mulheres escravizadas no processo de emancipação.[2][6]
Referências
- ↑ a b c d «Adelina Charuteira, a escravizada que lutou pela abolição no Maranhão». Alma Preta. 21 de novembro de 2023. Consultado em 27 de maio de 2025. Cópia arquivada em 21 de novembro de 2023
- ↑ a b c «Adelina, A Charuteira». Centro de Memória Sindical. 15 de agosto de 2022. Consultado em 27 de maio de 2025. Cópia arquivada em 18 de maio de 2024
- ↑ «Adelina Charuteira». Enslaved.org. Consultado em 27 de maio de 2025. Cópia arquivada em 23 de maio de 2025
- ↑ «Consciencia Negra: Adelina, a charuteira». UOL (Deutsche Welle). 19 de novembro de 2024. Consultado em 27 de maio de 2025. Cópia arquivada em 20 de novembro de 2024
- ↑ «Mulheres do Brasil – Adelina Charuteira». Cursinho Evolução. Consultado em 27 de maio de 2025. Cópia arquivada em 12 de julho de 2025
- ↑ a b «Adelina, a charuteira (1859 – desconhecida)». Memória Feminista Antirracista. 11 de setembro de 2023. Consultado em 27 de maio de 2025. Cópia arquivada em 15 de junho de 2024
- ↑ «Consciencia Negra: Adelina, a charuteira». UOL (Deutsche Welle). 19 de novembro de 2024. Consultado em 27 de maio de 2025. Cópia arquivada em 20 de novembro de 2024