Adalberto Vale
Adalberto Ferreira do Valle | |
|---|---|
| Deputado federal pelo Amazonas | |
| Período | 1959-1963 |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 3 de junho de 1909 Belém, PA |
| Morte | 4 de fevereiro de 1963 (53 anos) São Paulo, SP |
| Alma mater | Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo |
| Cônjuge | Maria de Lourdes Pedroso Chagas Ferreira do Valle |
| Partido | PTB (1958-1963) |
| Profissão | industrial, empresário |
Adalberto Ferreira do Valle[nota 1] (Belém, 3 de junho de 1909 — São Paulo, 4 de fevereiro de 1963), mais conhecido como Adalberto Valle, foi um industrial,[1] hoteleiro, empresário e político brasileiro, outrora deputado federal pelo Amazonas.[2][3][4]
Dados biográficos
Filho de Acácio Ferreira do Vale e Honorina Monteiro do Valle. Descendia de uma família de seringalistas. Seu avô por parte de mãe Antônio Monteiro, filho do Comendador José Francisco Monteiro, chegou a ser o maior seringalista de toda a região amazônica.[5]
O seu bisavô José Francisco Monteiro (comendador), conhecido como o Barão da Borracha, foi pioneiro na Região do Rio Madeira e fundou a cidade de Humaitá (Amazonas) em 15 de Maio de 1869.
Seu pai Acácio Ferreira do Valle também era um seringalista importante no Amazonas.
Adalberto era Bacharel em Direito formado em 1931 na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Nesse mesmo ano Adalberto Valle assumiu a administração dos seringais da família no Amazonas devido ao falecimento do pai. De tão extensos, os mesmos serviram de inspiração para o romance A Selva, do escritor português Ferreira de Castro.[2] Membro da diretoria da Refinaria de Petróleo de Manaus e fundador da Companhia Brasileira de Fiação e Tecelagem de Juta em 1954,[carece de fontes] retornou à capital paulista trabalhando na Companhia de Seguros Prudência e Capitalização, da qual foi presidente com o passar dos anos.

Diretor do Banco Sul Americano do Brasil, em São Paulo e presidente da Sociedade Amigos de Campos do Jordão,[2] Valle além de Industrial teve forte participação no ramo turístico, tendo fundado o Hotel Amazonas em Manaus em 1951 e o Brasília Palace Hotel em 1958.
Ingressou na vida pública ao eleger-se deputado federal pelo PTB do Amazonas em 1958, mas não disputou a reeleição.[3] Faleceu três dias depois de encerrado o seu mandato parlamentar.[6]
Adalberto casou-se com Maria de Lourdes Pedroso Chagas em 18 de Novembro de 1937 em São Paulo. Juntos tiveram um filho, Adalberto Ferreira do Valle Jr, nascido em São Paulo, dia 28 de Novembro de 1938.
Notas
- ↑ Essa grafia ficou corrente em razão do Formulário Ortográfico de 1943 e depois devido ao Acordo Ortográfico de 1990 adotado no Brasil em 2015. No entanto, ainda existem registros com a grafia original Adalberto Ferreira do Valle, a qual pode ser usada em âmbito privado e é adotada na página do Câmara dos Deputados, por exemplo.
Referências
- ↑ «Abre-se o caminho da industrialização do Amazonas - IDD». IDD - Instituto Durango Duarte. Consultado em 21 de dezembro de 2024
- ↑ a b c «Biografia de Adalberto Vale no CPDOC/FGV». Consultado em 16 de junho de 2020
- ↑ a b BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Repositório de Dados Eleitorais». Consultado em 8 de agosto de 2021
- ↑ BRASIL. Câmara dos Deputados. «Biografia do deputado Adalberto Vale». Consultado em 8 de agosto de 2021
- ↑ Palitot, Aleks (30 de março de 2013). «Humaitá, a princesa do Madeira». Aleks Palitot. Consultado em 21 de dezembro de 2024
- ↑ Redação (6 de fevereiro de 1963). «Amazonas perde um de seus ilustres filhos: Adalberto Vale faleceu em São Paulo. Primeiro Caderno – p. 06». bndigital.bn.gov.br. Jornal do Comercio. Consultado em 16 de junho de 2020