Adalbert Stifter
| Adalbert Stifter | |
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| Nascimento | 23 de outubro de 1805 Horní Planá |
| Morte | 28 de janeiro de 1868 (62 anos) Linz |
| Sepultamento | Linz |
| Cidadania | Império Austríaco, Cisleitânia |
| Alma mater | |
| Ocupação | escritor, pintor, poeta, docente, preservacionista |
| Obras destacadas | Rock Crystal, Indian summer, Witiko |
| Movimento estético | Biedermeier |
| Causa da morte | exsanguinação |
Adalbert Stifter (Oberplan, Boêmia, atual Horní Planá, na República Tcheca, 23 de outubro de 1805 – Linz, 28 de janeiro de 1868) foi um escritor, poeta, pintor e pedagogo austríaco, cujos romances de pureza quase clássica exaltam as virtudes humildes e sólidas de uma vida simples.
Vida e obra
Stifter matriculou-se como estudante de Direito em Viena, mas não se formou. Em 1840, após vários anos de vida precária como um preceptor, artista e escritor, Stifter começou a publicar suas obras. Suas primeiras coletânea de contos incluíram Der Condor (1840), Feldblumen (1841 - Flores silvestres) e Die Mappe meines Urgrossvaters (1841-42 - A pasta de meu bisavô). Em Brigitta (1844) o elemento básico de suas obras maiores começou a emergir: uma unidade interna de paisagem e personagem que moldaria seus contos. As coletâneas de contos revisados Studien (1844-50 - Estudos), em seis volumes, e Bunte Steine (1853 - Pedras coloridas), trouxeram-lhe a fama. No importante prefácio a este último livro, expôs sua doutrina da “lei da gentileza” como princípio duradouro.
Sua maior obra, o romance Der Nachsommer (1857 - sem tradução portuguesa), um dos três maiores romances de formação da literatura em língua alemã do século XIX – os outros dois são Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister de Goethe e Der grüne Heinrich (Henrique, o Verde, sem tradução portuguesa), de Gottfried Keller) – retrata em primeira pessoa o desenvolvimento do jovem Heinrich na paisagem rural tão cara a Stifter. Embora o título do livro costume ser traduzido como "O veranico", neste contexto tem o sentido de "fim de verão" (Verano Tardio em espanhol e Indian Summer em inglês), em alusão ao romance do Freiherr von Risach – proprietário do Rosenhaus (casa das rosas) e mentor de Heinrich – com Mathilde, frustrado na juventude e que só se concretizou tardiamente na vida (daí o "fim de verão"), e só revelado no final do livro. O livro é conhecido pelo esteticismo próprio do estilo Biedermeier, com longas descrições e ausência de emoções, que por vezes cansam o leitor moderno, e foi incluído entre os 1001 Livros para Ler Antes de Morrer, onde lemos: “As recompensas desse romance não estão em revelações súbitas ou conflitos dramáticos, mas nos frutos do trabalho diligente como aquele a que Risach se dedica: cultivando rosas, restaurando móveis antigos.”[1] Em sua monumental História da Literatura Ocidental, Otto Maria Carpeaux assim se refere à obra: "O seu romance Nachsommer [...] é rebento de Wilhelm Meister, romance de uma educação para os ideais da beleza e bondade, do serviço à humanidade." (pág. 1515)[2]
Em seu épico em três volumes Witiko (1865-67), Stifter usou a história da Boêmia medieval como um símbolo para a luta humana por uma ordem justa e pacífica.[3]
Sua saúde física e mental começou a declinar em 1863, e adoeceu gravemente de cirrose hepática em 1867. Em depressão profunda, cortou o pescoço com uma navalha na noite de 25 de janeiro de 1868 e morreu dois dias depois.
Sua novela Der Pförtner im Herrenhause (1852 - O porteiro no solar) narra a história de um homem que, abandonado pela mulher, passa a viver uma vida misteriosa e a criar sua filha como uma reclusa.
Referências
- ↑ Peter Boxall (org.), 1001 Livros para Ler Antes de Morrer. Rio de Janeiro: Sextante, 2010, pág. 142.
- ↑ Otto Maria Carpeaux. «História da Literatura Ocidental (Volume 3)» (PDF). Consultado em 13 de novembro de 2025
- ↑ Merriam Webster's Encyclopedia of Literature, verbete Stifter, Adalbert.
