Actinote zikani

Actinote zikani
Estado de conservação
Espécie em perigo crítico
Em perigo crítico [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Superfamília: Papilionoidea
Família: Nymphalidae
Subfamília: Heliconiinae
Tribo: Acraeini
Gênero: Actinote
Hübner, 1819
Espécie: A. zikani
Nome binomial
Actinote zikani
d'Almeida, 1951[2][3]
Distribuição geográfica
A borboleta A. zikani é endêmica de pequena área de Mata Atlântica do estado de São Paulo, no Brasil meridional, região de Paranapiacaba, um distrito situado no município de Santo André (em vermelho, no mapa maior), na Serra do Mar.[3][4][5]
Sinónimos
Acraea zikani[3]

Actinote zikani (o ICMBio a denominando borboleta-palha)[1] é uma espécie de inseto da ordem Lepidoptera; uma borboleta da região neotropical da América do Sul, pertencente à família Nymphalidae, subfamília Heliconiinae e tribo Acraeini,[2][3] endêmica de pequena área de Mata Atlântica do estado de São Paulo, no Brasil meridional, região de Paranapiacaba, um distrito situado no município de Santo André, na Serra do Mar.[4][5] Suas lagartas se alimentam de Mikania biformis (Asteraceae).[3][4][6]

Classificação

Actinote zikani foi originalmente descrita nos Archivos do Museu Nacional do Rio de Janeiro, volume 42 (1), em 1951, por Romualdo Ferreira d'Almeida após ser alertado por José Francisco Zikán que sua coleta na Estação Biológica de Boraceia, Salesópolis, entre 1941 e 1942, não fora de espécimes de Actinote morio, mas sim de uma espécie de Actinote ainda não descrita; o seu descritor específico, zikani, dado por R. F. d'Almeida em homenagem a J. F. Zikán na publicação do seu texto: "Uma nova espécie de Actinote do Sul do Brasil (Lepidoptera Heliconiidae, Acraeinae)".[2][3][4][7]

Biologia

A borboleta Actinote zikani voa cerca de um mês por duas épocas do ano: a primeira época de meados de março ao início de abril; a segunda época do início de novembro até os primeiros dias de dezembro; no restante do ano permanecendo como larva ou pupa em meio à vegetação; seus períodos de voo restritos, os machos vivendo de 2 a 6 dias e as fêmeas podendo viver até 10 dias, suas populações pequenas sendo observadas visitando algumas espécies de flores.[4]

Conservação

Durante um congresso, em setembro de 2012, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) lançou o livro Priceless or Worthless? contendo informações sobre as 100 espécies mais ameaçadas de extinção do planeta e que incluía, em suas páginas, a borboleta Actinote zikani;[5] desaparecida entre 1942 e 1991, por 49 anos do século XX desde sua coleta por Romualdo Ferreira d’Almeida;[4] declarada espécie criticamente em perigo (CR) pelo Ministério do Meio Ambiente[5] e assim listada, em 2018, pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção.[1]

Referências

  1. a b c Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (2018). Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (PDF). Volume 1. Brasília: ICMBio/MMA. p. 388. 492 páginas. ISBN 978-85-61842-79-6. Consultado em 27 de dezembro de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 11 de julho de 2019 
  2. a b c «Actinote zikani d'Almeida, 1951». SiBBr - Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira. 1 páginas. Consultado em 27 de dezembro de 2025 
  3. a b c d e f Savela, Markku. «Actinote zikani d'Almeida, 1951» (em inglês). Lepidoptera and some other life forms. 1 páginas. Consultado em 27 de dezembro de 2025 
  4. a b c d e f g Freitas, André V. L.; Francini, Ronaldo B.; Ramos, Renato Rogner; Grantsau, Ingo (novembro de 2019). «A borboleta perdida da Serra do mar» (PDF). Crônicas Lepidopterológicas, n° 1 (Labbor - Unicamp). 1 páginas. Consultado em 27 de dezembro de 2025 
  5. a b c d Redação ((o))eco (12 de abril de 2013). «Nos jardins, nas matas e, em breve, apenas na memória». O Eco. 1 páginas. Consultado em 27 de dezembro de 2025 
  6. «Mikania biformis DC.». Reflora. 1 páginas. Consultado em 27 de dezembro de 2025. heterotypic Mikania obsoleta (Vell.) G.M.Barroso 
  7. D'ALMEIDA, R.F. (1951). «Uma nova espécie de Actinote do Sul do Brasil (Lepidoptera Heliconiidae, Acraeinae).». Archivos do Museu Nacional, Rio de Janeiro, 42 (1) (Biodiversity Heritage Library). pp. 3–5. Consultado em 27 de dezembro de 2025 

Ligações externas